Revista do Hospital das Clínicas, Volume: 58, Issue: 5, Published: 2003
  • Maternal immunization: safe and effective Editorial

    Falcão, Mário Cícero
  • Laparoscopic versus open splenectomy in the management of hematologic diseases Original Articles

    Sapucahy, Manuela V.; Faintuch, Joel; Bresciani, Cláudio J.C.; Bertevello, Pedro L.; Habr-Gama, Angelita; Gama-Rodrigues, Joaquim José

    Abstract in Portuguese:

    A esplenectomia é o melhor tratamento disponível para formas graves de esferocitose hereditária, púrpura trombocitopênica idiopática e outras entidades hematológicas refratárias à abordagem conservadora. Ela tem sido empregada há muitas décadas com baixa mortalidade e taxas de remissão favoráveis. A alternativa de esplenectomia laparoscópica em anos recentes foi adotada rapidamente e até entusiasticamente, todavia o papel exato das intervenções abertas em contraposição às laparoscópicas para doenças hematológicas ainda é objeto de debate. Num estudo de 58 pacientes adultos, os procedimentos laparoscópicos foram comparados com as esplenectomias convencionais em indicações semelhantes. MÉTODOS: Todos os pacientes foram operados num período de 8 anos. Eles foram submetidos a operações análogas sob a supervisão da mesma escola cirúrgica e eram comparáveis no tocante a idade, sexo, índice de massa corporal e diagnóstico. Os casos abordados laparoscopicamente (Grupo I, n= 30) foram seguidos prospectivamente de acordo com protocolo escrito, ao passo que a mesma investigação foi aplicada retrospectivamente no que concerne aos doentes de esplenectomia aberta (Grupo II, n= 28). Os métodos incluíram achados gerais e demográficos, duração e passos técnicos da cirurgia, perda sangüínea, peso do baço, necessidade de conversão (nos casos minimamente invasivos), complicações intra e pós-operatórias, tempo para realimentação, hospitalização pós-operatória, mortalidade e seguimento tardio, incluindo recidivas. RESULTADOS: A púrpura trombocitopênica idiopática foi a indicação cirúrgica em mais de 50% dos enfermos de ambos os grupos, entretanto esferocitose familiar, talassemia, mielodisplasia e linfomas também estavam representados nesta série. As intervenções laparoscópicas demoraram mais (p=0,004) e sua hospitalização pós-operatória foi dois dias mais breve, porém esta diferença não foi estatisticamente significativa. O hematócrito pós-operatório e o volume de transfusões foram equivalentes, no entanto os casos laparoscópicos exibiam um hematócrito pré-operatório ligeiramente inferior (NS) e a recuperação desta variável foi melhor (p=0,03). Mais pacientes do Grupo I toleraram dieta oral no primeiro dia que casos abordados convencionalmente (p<0,05). Relativamente poucas conversões foram necessárias no decurso das laparoscopias (13,3%), e as complicações pós-operatórias precoces e tardias assim como as recidivas distribuíram-se de forma eqüitativa. Também não foi possível demonstrar-se diferenças no peso do baço, ainda que no Grupo I nenhum órgão excedesse a 2,0 kg, sendo que no Grupo II este valor chegou até 4,0 kg, notando-se ainda que o peso médio foi 50% mais elevado nesta última população. CONCLUSÕES: 1) A esplenectomia minimamente invasiva foi essencialmente comparável à variante aberta no tocante à segurança, eficácia e resultados tardios; 2) Não foi possível comprovar-se vantagens relativas à menor hospitalização pós-operatória, embora a realimentação fosse mais precoce e houvesse uma tendência não-significativa para alta hospitalar antecipada; 3) Esta nova modalidade deve ser considerada uma excelente opção para casos de moléstias hematológicas sempre que o baço não estiver fortemente aumentado.

    Abstract in English:

    Splenectomy is the best available treatment for severe forms of hereditary spherocytosis, idiopathic thrombocytopenic purpura, and other hematologic conditions when these prove refractory to conservative management. It has been employed for many decades with low mortality and favorable remission rates. The use of laparoscopic splenectomy in recent years has been rapidly and even enthusiastically adopted in this field. However, the exact role of laparoscopic versus open surgery for hematologic diseases is still debated. In this study of 58 adult patients, laparoscopic procedures were compared with conventional splenectomies for similar indications. METHODS: All patients were operated on within an 8-year period. Subjects underwent similar procedures under the supervision of the same surgical school and were compared regarding age, gender, body mass index, and diagnosis. Laparoscopically managed cases (Group I, n = 30) were prospectively followed according to a written protocol, whereas the same investigation was retrospectively done with regard to traditional laparotomy (Group II, n = 28). Methods included general and demographic findings, duration and technical steps of operation, blood loss, weight of spleen, need for conversion (in minimally invasive subjects), intraoperative and postoperative complications, time until realimentation, postoperative hospitalization, mortality, and late follow-up including recurrence rate. RESULTS: Idiopathic thrombocytopenic purpura was the surgical indication in over 50% of the patients in both groups, but familial spherocytosis, thalassemia, myelodysplasia, and lymphomas were also represented in this series. Laparoscopic procedures took more time to perform (P = 0.004), and postoperative hospitalization was 2 days shorter, but this difference was not statistically significant. Postoperative hematocrit and volume of blood transfusions was equivalent, although the laparoscopic cases had a somewhat lower preoperative hematocrit (NS) and displayed better recovery for this measurement (P = 0.03). More patients in Group I were able to accept oral food on the first day than subjects undergoing conventional operations (P < 0.05). Relatively few conversions were necessary during the minimally invasive surgeries (13.3%), and postoperative early and late complications as well as recurrences occurred in similar proportions. Also, the mean weight of the spleen was not statistically different between the groups, although there was a marked numerical tendency toward larger masses in conventional procedures. No spleen in Group I exceeded 2.0 kg, whereas in Group II values up to 4.0 kg occurred, and the mean weight was 50% higher in the latter group. CONCLUSIONS: 1) Minimally invasive splenectomy was essentially comparable to open surgery with regard to safety, efficacy, and late results; 2) Advantages concerning shorter postoperative hospitalization could not be shown, despite earlier food intake and a non-significant tendency toward earlier discharge; 3) This new modality should be considered an option in cases of hematologic conditions whenever the spleen is not hugely enlarged.
  • Sperm tail flexibility test: a simple test for selecting viable spermatozoa for intracytoplasmic sperm injection from semen samples without motile spermatozoa Original Articles

    Soares, Jonathas Borges; Glina, Sidney; Antunes Jr, Nelson; Wonchockier, Roberta; Galuppo, Andrea Giannotti; Mizrahi, Françoise Elia

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Descrever os resultados da injeção de espermatozóides imóveis com cauda flexível quando somente estavam presentes nas amostras espermatozóides imóveis. MÉTODOS: Estudo retrospectivo analisando os resultados dos procedimentos de injeção intracitoplasmática de espermatozóide, de 10 casais, realizados no nosso centro. A cauda do espermatozóide era considerada flexível quando esta se movia para cima e para baixo independente do movimento da sua cabeça, e era considerada rígida quando o movimento acontecia em bloco (cabeça e cauda). Os parâmetros de avaliação foram taxas de fertilização e gestação. RESULTADOS: A taxa normal de fertilização (presença de 2 pró-núcleos) encontrada foi 30,3% (40/132) e a taxa de fertilização anormal (presença de menos ou mais de 2 pró-núcleos) foi 6,81% (9/132). No total foram obtidos 52 embriões e foram realizados 9 procedimentos de transferência, a taxa de gestação encontrada foi de 11,12%. CONCLUSÕES: O teste de flexibilidade da cauda do espermatozóide é um método fácil e de baixo custo para avaliação da viabilidade de espermatozóides imóveis e pode ser usado como um método alternativo de determinação da viabilidade de espermatozóides. Esse teste nos parece ser mais simples e com menor risco quando comparado ao Swelling Test.

    Abstract in English:

    PURPOSE: The objective was to describe the results of the injection of immotile spermatozoa with flexible tails when only immotile spermatozoa are present in the semen sample. METHODS: A retrospective study was conducted to analyze the procedure results for 10 couples who participated in our intracytoplasmic sperm injection program. The sperm tail was considered flexible when it moved up and down independently of the head movement, and it was considered inflexible when the movement occurred together (tail plus head). The fertilization and pregnancy rate were analyzed. RESULTS: The normal fertilization rate (presence of 2 pronuclei) was 30.3% (40/132), and the abnormal fertilization rate (presence of less than or more than 2 pronuclei) was 6.81% (9/132). A total of 52 embryos were obtained with 9 transfer procedures performed (pregnancy rate: 11.12%). CONCLUSIONS: The sperm tail flexibility test (STFT) is an easy and cost-effective way for selecting viable immotile spermatozoa and can be used as an alternative method for determining the viability of spermatozoa. This test seems to be a simple and risk-free method when compared to the swelling test.
  • Prevalence rates of infection in intensive care units of a tertiary teaching hospital Original Articles

    Toufen Junior, Carlos; Hovnanian, André Luiz Dresler; Franca, Suelene Aires; Carvalho, Carlos Roberto Ribeiro

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Determinar a prevalência de infecções em pacientes de Terapia Intensiva, os agentes infecciosos mais comuns e seus padrões de resistência. Identificar os fatores relacionados a infecção adquirida na Unidade de Terapia Intensiva e as taxas de mortalidade. DESENHO: Estudo de prevalência de um dia. LOCAL:Um total de 19 Unidades de Terapia Intensiva do Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) participaram do estudo. PACIENTES: Todos os pacientes com idade superior a 16 anos internados em leitos de terapia intensiva por mais de 24 horas foram incluídos. As 19 Unidades de Terapia Intensiva forneceram 126 casos. VARIÁVEIS:Taxas de infecção, uso de antibióticos, padrões de resistência microbiológica, fatores relacionados à infecção adquirida na Unidade de Terapia Intensiva, taxas de mortalidade. RESULTADOS: Um total de 126 pacientes foi estudado. Oitenta e sete (69%) receberam antibióticos no dia do estudo, sendo 72 (57%) para tratamento e 15 (12%) para profilaxia. Baseado no tipo, observou-se que a infecção adquirida na comunidade ocorreu em 15 pacientes (20,8%), infecção hospitalar fora da Unidade de Terapia Intensiva em 24 (33,3%), e infecção adquirida na Unidade de Terapia Intensiva em 22 pacientes (30,6%). Para 11 pacientes (15,3%) não se definiu o tipo de infecção. Quanto ao sítio de infecção, as respiratórias foram as infecções mais comuns (58,5%). Os agentes mais freqüentemente isolados foram: Enterobacteriaceae (33,8%), Pseudomonas aeruginosa (26,4%) e Staphylococcus aureus (16,9%; 100% meticilina-resistentes). Análise multivariada identificou 3 fatores associados à infecção adquirida na Unidade de Terapia Intensiva: idade maior ou igual a 60 anos (p=0,007), uso de sonda nasogástrica (p=0,017) e pós-operatório (p=0,017). Ao final de quatro semanas, a taxa de mortalidade foi de 28,8%. Entre os infectados, a mortalidade foi de 34,7%. Não houve diferença entre as taxas de mortalidade para pacientes infectados e não-infectados (p=0,088). CONCLUSÃO: A taxa de infecção é alta entre os pacientes de terapia intensiva, especialmente as infecções respiratórias. As bactérias predominantes foram: Enterobacteriaceae. Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (agentes resistentes). Fatores como uso de sonda nasogástrica, pós-operatório e idade maior ou igual a 60 anos mostraram associação com infecção. Este estudo documenta a impressão clínica de que a prevalência de infecção adquirida na Unidade de Terapia Intensiva é alta e sugere que medidas preventivas são importantes para reduzir a ocorrência de infecção em pacientes críticos.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To determine the prevalence rates of infections among intensive care unit patients, the predominant infecting organisms, and their resistance patterns. To identify the related factors for intensive care unit-acquired infection and mortality rates. DESIGN: A 1-day point-prevalence study. SETTING:A total of 19 intensive care units at the Hospital das Clínicas - University of São Paulo, School of Medicine (HC-FMUSP), a teaching and tertiary hospital, were eligible to participate in the study. PATIENTS: All patients over 16 years old occupying an intensive care unit bed over a 24-hour period. The 19 intensive care unit s provided 126 patient case reports. MAIN OUTCOME MEASURES: Rates of infection, antimicrobial use, microbiological isolates resistance patterns, potential related factors for intensive care unit-acquired infection, and death rates. RESULTS: A total of 126 patients were studied. Eighty-seven patients (69%) received antimicrobials on the day of study, 72 (57%) for treatment, and 15 (12%) for prophylaxis. Community-acquired infection occurred in 15 patients (20.8%), non- intensive care unit nosocomial infection in 24 (33.3%), and intensive care unit-acquired infection in 22 patients (30.6%). Eleven patients (15.3%) had no defined type. The most frequently reported infections were respiratory (58.5%). The most frequently isolated bacteria were Enterobacteriaceae (33.8%), Pseudomonas aeruginosa (26.4%), and Staphylococcus aureus (16.9%; [100% resistant to methicillin]). Multivariate regression analysis revealed 3 risk factors for intensive care unit-acquired infection: age > 60 years (p = 0.007), use of a nasogastric tube (p = 0.017), and postoperative status (p = 0.017). At the end of 4 weeks, overall mortality was 28.8%. Patients with infection had a mortality rate of 34.7%. There was no difference between mortality rates for infected and noninfected patients (p=0.088). CONCLUSION: The rate of nosocomial infection is high in intensive care unit patients, especially for respiratory infections. The predominant bacteria were Enterobacteriaceae, Pseudomonas aeruginosa, and Staphylococcus aureus (resistant organisms). Factors such as nasogastric intubation, postoperative status, and age ³60 years were significantly associated with infection. This study documents the clinical impression that prevalence rates of intensive care unit-acquired infections are high and suggests that preventive measures are important for reducing the occurrence of infection in critically ill patients.
  • Cystic fibrosis with normal sweat chloride concentration: case report Case Report

    Silva Filho, Luiz Vicente Ferreira da; Bussamra, Maria Helena de Carvalho Ferreira; Nakaie, Cleyde Miriam Aversa; Adde, Fabíola Villac; Rodrigues, Joaquim Carlos; Raskin, Salmo; Rozov, Tatiana

    Abstract in Portuguese:

    A fibrose cística é uma doença genética usualmente diagnosticada através de teste anormal de dosagem de cloro no suor. Os autores descrevem o caso de uma paciente de 18 anos com bronquiectasias e infecção crônica por P. aeruginosa mas com dosagens de cloro no suor normais que evoluiu com rápido declínio da função pulmonar e piora clínica, a despeito do tratamento. Dada a forte suspeita de fibrose cística, realizou-se um teste de genotipagem amplo, evidenciando a presença de mutações deltaF508 e 3849+10kb C->T, deste modo confirmando o diagnóstico de fibrose cística . Apesar da dosagem de cloro no suor ainda ser considerada o padrão ouro para o diagnóstico de fibrose cística , testes diagnósticos alternativos como genotipagem e medidas eletrofisiológicas devem ser empregados se há suspeita de fibrose cística , mesmo com níveis normais ou limítrofes de níveis de cloro no suor.

    Abstract in English:

    Cystic fibrosis is a genetic disease usually diagnosed by abnormal sweat testing. We report a case of an 18-year-old female with bronchiectasis, chronic P. aeruginosa infection, and normal sweat chloride concentrations who experienced rapid decrease of lung function and clinical deterioration despite treatment. Given the high suspicion ofcystic fibrosis, broad genotyping testing was performed, showing a compound heterozygous with deltaF508 and 3849+10kb C->T mutations, therefore confirming cystic fibrosis diagnosis. Although the sweat chloride test remains the gold standard for the diagnosis of cystic fibrosis, alternative diagnostic tests such as genotyping and electrophysiologic measurements must be performed if there is suspicion of cystic fibrosis, despite normal or borderline sweat chloride levels.
  • Vaccines in pregnancy: a review of their importance in Brazil Review

    Bricks, Lucia Ferro

    Abstract in Portuguese:

    Recém-nascidos e lactentes jovens permanecem vulneráveis a diversas doenças causadas por vírus e bactérias. Em geral, as estratégias de imunização são inefetivas para que a criança produza anticorpos em quantidades suficientes nos primeiros seis meses de vida. Gestantes podem produzir anticorpos IgG que são transportados ativamente através da placenta e podem beneficiar tanto a mãe quanto a criança. Entretanto, com poucas exceções, as vacinas não são recomendadas rotineiramente para as gestantes, devido às preocupações relacionadas à segurança desse procedimento. A realização de estudos para avaliar os riscos e benefícios da vacinação em gestantes implica em dificuldades éticas e culturais, tendo baixa aceitação. Na última década, o desenvolvimento de vacinas, muito seguras e imunogênicas, reativou o debate sobre os riscos e benefícios da vacinação de gestantes, particularmente, quando existe alto risco de a gestante e/ou o feto apresentarem infecção com graves conseqüências. Neste trabalho, apresentamos uma revisão da literatura sobre a imunização em gestantes, utilizando dados do MEDLINE (1990-2002). Conclusões: 1) não existem evidências de risco para o feto quando a gestante é imunizada com toxóides, vacinas polissacarídicas, conjugadas ou contendo vírus mortos; 2) provavelmente, a maioria das vacinas contendo vírus atenuados também é segura, mas os dados sobre sua segurança ainda são insuficientes; 3) no Brasil, é necessário melhorar a cobertura vacinal de gestantes contra o tétano. Novas vacinas são candidatas para uso em gestantes, porém, é necessário realizar pesquisas para avaliar sua segurança, eficácia e possíveis indicações, considerando-se dados epidemiológicos regionais.

    Abstract in English:

    Neonates and young children remain susceptible to many serious infectious diseases preventable through vaccination. In general, current vaccines strategies to prevent infectious diseases are unable to induce protective levels of antibodies in the first 6 months of life. Women vaccinated during pregnancy are capable of producing immunoglobulin antibodies that are transported actively to the fetus, and maternal immunization can benefit both the mother and the child. With few exceptions, maternal immunization is not a routine, because of the concerns related to the safety of this intervention. Ethical and cultural issues make the studies on maternal immunization difficult; however, in the last decade, the development of new vaccines, which are very immunogenic and safe has reactivated the discussions on maternal immunization. In this paper we present a review of the literature about maternal immunization based on MEDLINE data (1990 to 2002). The most important conclusions are: 1) there is no evidence of risk to the fetus by immunizing pregnant women with toxoids, polysaccharide, polysaccharide conjugated and inactive viral vaccines; 2) most viral attenuated vaccines are probably safe too, but data is still insufficient to demonstrate their safety; therefore these vaccines should be avoided in pregnant women; 3) in Brazil, there is a need for a maternal immunization program against tetanus. Many new candidate vaccines for maternal immunization are available, but studies should be conducted to evaluate their safety and efficacy, as well as regional priorities based on epidemiological data.
  • Trends in male contraception Review

    Pasqualotto, Fábio Firmbach; Lucon, Antônio Marmo; Pasqualotto, Eleonora Bedin; Arap, Sami

    Abstract in Portuguese:

    Métodos disponíveis para contracepção como coito interrompido, preservativo e vasectomia são usados desde o século 19. Com exceção a alguma melhora nestes métodos, nenhum progresso maior tem sido feito com relação à introdução de novos contraceptivos masculinos desde então. É de extrema urgência o desenvolvimento de um novo método contraceptivo seguro, efetivo e reversível. Entre todos os métodos contraceptivos que estão sendo investigados, a abordagem hormonal é a que está mais perto para aplicação clínica. A contracepção hormonal fornece proteção contra a gravidez por meio da supressão na espermatogênese. Tratamentos que incluem andrógeno e progestágenos representam na atualidade a melhor combinação hormonal disponível para induzir uma profunda supressão na espermatogênese. O desenvolvimento futuro de uma nova formulação esteróide é mandatório para melhorar as chances de formulações contraceptivas disponíveis e otimizar o efeito a longo-prazo de tais regimes.

    Abstract in English:

    Methods that are available for male contraception, namely coitus interruptus, condoms, and vasectomy, have been used since the 19th century. With the exceptions of a few improvements of these methods, no major progress has been made with respect to introducing new male contraceptives since then. It is extremely urgent to develop new, safe, effective, and reversible male contraceptive methods. Among all male contraceptive methods that are being investigated, the hormonal approach is the closest to clinical application. Hormonal contraception provides pregnancy protection by means of spermatogenic suppression. Androgen-progestin regimens currently represent the best available hormonal combination for induction of a profound suppression of spermatogenesis. Further development of new steroids is mandatory for increasing the choices of available contraceptive formulations and to optimize long-term safety of these regimens.
  • Conservative therapies for hemorrhagic radiation proctitis: a review Review

    Cotti, Guilherme; Seid, Victor; Araujo, Sérgio; Souza Jr., Afonso Henrique Silva e; Kiss, Desidério Roberto; Habr-Gama, Angelita

    Abstract in Portuguese:

    A retite actínica crônica é uma condição cada vez mais freqüentemente observada como resultado do crescente emprego da radioterapia no tratamento do câncer de órgãos pélvicos. A manifestação hemorrágica da retite actínica é a complicação mais comum dessa doença e seu tratamento é desafiador. Diversas técnicas foram empregadas para o tratamento dessa condição e não há evidência satisfatória acerca da melhor forma de controlar os episódios de sangramento de forma eficaz e duradoura. A necessidade de se realizar múltiplas sessões de tratamento conservador bem como a associação de técnicas freqüentemente observada no manejo desses pacientes dificulta a interpretação dos resultados. O objetivo dessa revisão foi avaliar a segurança e a eficácia das alternativas clínicas mais freqüentemente empregadas no controle da retite actínica hemorrágica. Ainda que a falta de estudos prospectivos e randomizados comparando duas ou mais alternativas terapêuticas impeça uma conclusão mais definitiva, concluímos que existe suficiente evidência acerca de elevada eficácia e segurança associadas ao emprego da formalina tópica e da coagulação por plasma de argônio no controle do sangramento em pacientes com retite actínica crônica.

    Abstract in English:

    Chronic radiation proctitis represents a challenging condition seen with increased frequency due to the common use of radiation for treatment of pelvic cancer. Hemorrhagic radiation proctitis represents the most feared complication of chronic radiation proctitis. There is no consensus for the management of this condition despite the great number of clinical approaches and techniques that have been employed. Rectal resection represents an available option although associated with high morbidity and risk of permanent colostomy. The effectiveness of nonoperative approaches remains far from desirable, and hemorrhagic recurrence represents a major drawback that leads to a need for consecutive therapeutic sessions and combination of techniques. We conducted a critical review of published reports regarding conservative management of hemorrhagic chronic radiation proctitis. Although prospective randomized trials about hemorrhagic radiation proctitis are still lacking, there is enough evidence to conclude that topical formalin therapy and an endoscopic approach delivering an argon plasma coagulation represent available options associated with elevated effectiveness for interruption of rectal bleeding in patients with chronic radiation proctitis.
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