A cura por carbonatação altera as características da microestrutura do concreto e pode interferir na penetração de íons agressivos. O objetivo deste artigo foi avaliar a influência da pressão de CO2 e do tempo de cura da carbonatação nos perfis de cloreto. As amostras de concreto foram curadas por carbonatação com pressões de CO2 variando de 5 a 25 Psi, por um tempo dentro da câmara de carbonatação de 8, 24 e 36 horas. Esses concretos foram submetidos a 30 ciclos de umedecimento e secagem em solução de NaCl para estimular o ingresso de cloretos. A profundidade de carbonatação e a microestrutura do concreto foram monitoradas ao longo do tempo. Perfis de cloreto foram obtidos e modelados por 4 equações matemáticas. Os resultados mostraram que a combinação de menor tempo e pressão de CO2 durante a cura por carbonatação potencializou a redução da penetração de cloretos no concreto. Além disso, as condições de cura por carbonatação de 5 e 10 Psi por 8 horas reduziram o coeficiente de difusão do cloreto.
Palavras-chave:
cura por carbonatação; pressão de CO2; tempo de cura; perfis de cloreto; modelagem
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