Contacto domiciliar e profissional com cães como fatores de risco para infecção humana por larvas de Toxocara

Investigou-se o papel do contacto com cães no domicílio e na atividade profissional como fatores de risco para transmissão de larvas de Toxocara sp. a seres humanos, acarretando a síndrome de larva migrans visceral. Através de técnica imunoenzimática (E.L.I.S.A.) pesquisou-se a presença de anticorpos anti-Toxocara no soro de 79 mulheres adultas, residentes no município de São Paulo, que possuíam, ou possuíram nos dois últimos anos, cães em seus domicílios e de 123 homens adultos, funcionários da Prefeitura Municipal de São Paulo, encarregados da captura de cães vadios e de sua manutenção em canis. Como controles utilizaram-se os soros de 205 mulheres adultas que não possuíram, nos dois últimos anos, cães em suas casas e de 139 homens adultos, cuja atividade profissional não os obrigava a manter contacto com cães. Os resultados indicaram que, nas condições do presente trabalho, a posse de cães no domicílio constitui fator de risco para transmissão de larvas de Toxocara a seres humanos, ao contrário do verificado para o contacto profissional com cães.

Larva migrans visceral; Toxocara sp.; cães; Contacto domiciliar; Contacto profissional


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