Esquistossomose mansônica no município de Pedro de Toledo (São Paulo, Brasil) onde Biomphalaria tenagophila é hospedeiro intermediário: I - Prevalência na população humana

L. C. S. Dias U. Kawazoe C. Glasser S. Hoshino-Shimizu H. Y. Kanamura J. A. Cordeiro O. F. Guarita G. J. Ishihata Sobre os autores

Devido à escassez de dados epidemiológicos sobre esquistossomose mansônica onde Biomphalaria tenagophila é vetor foi desenvolvido em 1980 o presente trabalho, no município paulista de Pedro de Toledo. Foram examinadas fezes de 4741 pessoas (Método de Kato-Katz) com prevalência de 22,8%; entre essas, 583 foram tratadas para a endemia anteriormente e 4158 não medicadas; as prevalências nos dois grupos for ram, respectivamente, 31,7% e 21,6%. Por investigação epidemiológica constatou-se que 83,6% dos casos foram autóctones da área estudada. Prevalência dos autóctones e intensidade de infecção nos portadores autóctones não tratados foram maiores no homem do que na mulher; a intensidade no último grupo foi baixa: 58,5 ovos/ g de fezes (média geométrica). De acordo com grupos etários, se correlacionaram bem (r s = 0,745) as intensidades de infecção e as prevalências. A infecção ocorreu, na zona rural, principalmente, durante lazer e trabalho doméstico. Somente 0,4% de 1137 moluscos foram positivos para Schistosoma mansoni. Esse índice foi, aparentemente, o mesmo em estudo de 1978 quando a prevalência humana era de 12,0%. A área estudada apresentou diferenças e semelhanças epidemiológicas em relação às áreas onde B. glabrata é o principal hospedeiro intermediário.


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