Caracterização fenotípica e genética de cepas de Bordetella pertussis isoladas em São Paulo, Brasil, 1988-2002

A coqueluche ou pertussis foi a maior causa de morbidade e mortalidade infantil em todo o mundo até a introdução de uma vacina na década de 1940. Entretanto, desde a década de 1980, a coqueluche tornou-se, em muitos países , um importante problema de saúde pública. Este acontecimento pode ser atribuído à melhoria do diagnóstico laboratorial e da notificação da doença, declínio da imunidade no decorrer do tempo, mudanças demográficas ou adaptação da população bacteriana à imunidade induzida pela vacina. O objetivo deste estudo foi analisar as características fenotípicas e genotípicas de uma coleção de 67 cepas de Bordetella pertussis isoladas no período 1988-2002 em São Paulo, Brasil. Todas as cepas foram submetidas à determinação do perfil de resistência à eritromicina, à sorotipagem e 56 cepas à eletroforese em campo pulsado (PFGE). Todas as cepas foram sensíveis à eritromicina e a maioria delas pertencia ao sorotipo 1,3. As 56 cepas foram classificadas em 11 perfis de PFGE com base nas diferenças no padrão de bandas. Embora mais de 60% das cepas tenham sido isoladas de crianças com menos de três meses de idade, cerca de 15% delas era de adolescentes/adultos evidenciando um aumento da incidência da coqueluche nesse grupo etário.


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