Colonização oral por leveduras em pacientes HIV-positivos no Brasil

Juliana C. Junqueira Simone F. G. Vilela Rodnei D. Rossoni Júnia O. Barbosa Anna Carolina B. P. Costa Vanessa M. C. Rasteiro Jamal M. A. H. Suleiman Antonio Olavo C. Jorge Sobre os autores

INTRODUÇÃO: Em pacientes infectados pelo HIV, a colonização da cavidade bucal por leveduras patogênicas pode levar ao desenvolvimento de fungemias. No presente estudo, avaliamos a prevalência de leveduras na cavidade bucal de pacientes HIV-positivos e verificamos se as espécies isoladas foram enzimaticamente ativas. Além disso, as espécies identificadas foram testadas quanto à suscetibilidade a antifúngicos. MÉTODOS: Amostras de saliva e de candidose orofaríngea foram coletadas de 60 pacientes soropositivos para HIV e identificados pelo sistema API20C. A atividade enzimática foi avaliada pela produção de proteinase e fosfolipase. A suscetibilidade a antifúngicos foi determinada utilizando o método de microdiluição em caldo. RESULTADOS: As espécies mais comumente isoladas foram C. albicans (51,56%), seguido por espécies de Candida não-albicans (43,73%), Trichosporon mucoides (3,12%) e Kodamaea ohmeri (1,56%). A colonização bucal por associação de diferentes espécies foi observada em 42% dos pacientes. A atividade enzimática foi verificada na maioria das espécies isoladas, com exceção de C. glabrata, C. lusitaniae e C. guilliermondii. Resistência ao fluconazol e anfotericina B foi observada em isolados de C. albicans, C. glabrata, C. parapsilosis, C. krusei, e K. ohmeri. CONCLUSÃO: Os pacientes HIV-positivos são colonizados por espécies únicas ou múltiplas de levedura que ocasionalmente são resistentes ao fluconazol ou anfotericina B.


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