Impacto do tratamento antihelmíntico sobre a infecção por Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e ancilostomídeos na população rural de Covas, Pernambuco, Brasil

Luciana Carvalho Zani Tereza Cristina Favre Otávio Sarmento Pieri Constança Simões Barbosa Sobre os autores

Este trabalho avalia o impacto do tratamento antihelmíntico sobre a infecção por A. lumbricoides (Al), T. trichiura (Tt) e ancilostomídeos (Anc) na população de Covas, Pernambuco. Durante março/2001 e março/2002, quatro inquéritos parasitológicos foram realizados. Em cada um foram coletados dois exames de fezes por morador. O diagnóstico foi feito pelos métodos de Kato-Katz e Hoffmann. Em abril/01, os indivíduos positivos foram separados em dois grupos para tratamento com albendazol (n = 62) ou mebendazol (n = 57). As proporções de indivíduos positivos reduziram-se significativamente um mês pós-tratamento: Al (de 47,7% para 6,6%), Tt (de 45,7% para 31,8%) e Anc (de 47,7% para 24,5%); permanecendo abaixo do nível inicial um ano pós-tratamento. Os casos de monoinfecção, exceto os por Tt, e infecções múltiplas reduziram-se após o tratamento. A negativação foi significativa para Al (94,0%), Anc (68,3%), mas não para Tt (45,5%) e foi maior para Al. A negativação não diferiu significativamente entre os tratados com mebendazol ou albendazol. A intensidade da infecção reduziu-se significativamente nos indivíduos que permaneceram positivos para Tt. Recomenda-se que o tratamento seja seletivo, administrado anualmente, de preferência com albendazole, devido ao seu custo-benefício.


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