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Imunização ativa contra o virus da Hepatite B com baixas doses da vacina plasma derivada por via intradérmica

Flair José Carrilho Maria Lúcia Queiroz Luiz Caetano da Silva Luís Edmundo Pinto da Fonseca Celso Granato Isabel Oba Leda Obara Sobre os autores

O esquema habitualmente utilizado para imunização ativa contra o vírus da hepatite B (VHB) consiste em 3 doses de 20 meg por via intramuscular (IM) no deltóide. Um dos problemas quanto à sua utilização em larga escala refere-se ao seu custo elevado. Poucas publicações têm se referido a doses menores, de 10 meg IM ou 2 meg intradérmica (ID). Pesquisou-se em 300 funcionários da área da saúde o anti-HBc-total. Todos os marcadores foram determinados pela técnica de ELISA. Em 43 (14,3%) o marcador foi positivo, correspondendo a 9 (3,0%) com AgHBs e a 34 (11,3%) com anti-HBs. Aos 257 funcionários sem anti-HBc propôs-se um esquema de vacinação, que foi aceito por 90 (35,0%). Idade média de 37,4 ± 8,4 anos, limites de 22 - 56 anos e 68 do sexo feminino. Esquema: 3 doses de 2 meg por via ID com intervalos de 1 e 6 meses. O anti-HBs, pesquisado após a 2ª dose mostrou-se positivo em 74 (82,2%) e após a 3ª dose em 80 (88,9%) - diferença não significativa. Contudo, a quantificação do anti-HBs mostrou níveis 10 vezes acima do "cut-off em 29 (32,2%) e em 77 (85,5%) após a 2ª e 3ª doses, respectivamente (p < 0,001). Portanto, o esquema proposto mostrou-se válido para este tipo de população e, apesar da freqüência semelhante de sero-conversão após a 2ª e 3ª doses, há necessidade desta última para aumentar o título de anticorpos.


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