Detection of circulating polysaccharide antigen of Schistosoma mansoni in hamster sera by crossed immunoelectrophoresis

Pesquisa do antígeno polissacarídico do Schistosoma mansoni em soros de hamsters pela técnica de imunoeletroforese cruzada

Margareth Fernandes Ione Irulegui Dirce Mary Correia Lima Clarice Pires Abrantes Martha Smith Cressoni Carlos Henrique Christo Luiz Caetano da Silva Clovis Takiguti About the authors

Abstracts

Crossed immunoelectrophoresis (IEC) was used for detection of free and complexed circulating polisaccharide anodic antigen (AgCA) of Schistosoma mansoni in sera of infected hamsters. An attempt was also done to detect AgCA in human sera from patients infected with S. mansoni. The conditions for isolation and detection of complexed AgCA were established. The sensitivity of IEC was increased by incorporation of 2% polyethylene glicol (PEG) to the agarose and by maintaining the system at 4°C during the electrophoretic run. Free AgCA was detected in 12 and the complexed in 30 of the 37 hamsters sera analysed. Correlation between AgCA (free and complexed) and the parasite load was observed. AgCA was not detected, under the experimental conditions used, in human sera from 7 patients in the acute and 23 in the chronic phase of infection.

Schistosoma mansoni


A imunoeletroforese cruzada (IEC) foi utilizada para a detecção do antígeno polissacarídico circulante anódico (AgCA) do Schistosoma mansoni, livre e complexado, em soro de hamsters infectados. O AgCA foi também pesquisado em soros humanos de 7 pacientes na fase aguda e de 23 na fase crônica da infecção. Foram estabelecidas as condições para isolamento e determinação do AgCA complexado. A sensibilidade da técnica foi aumentada pela incorporação de polietilenoglicol a 2% à agarose e realização da corrida eletroforética a 4ºC. O AgCA livre foi detectado em 12 e o complexado em 30 dos 37 soros de hamsters analisados. Foi observada correlação entre AgCA (livre e complexado) e carga parasitária. O AgCA não foi detectado, nas condições experimentais utilizadas, nas amostras de soro humano de 7 pacientes na fase aguda e de 23 na fase crônica da infecção.

Imunoeletroforese cruzada (IEC); Antígeno circulante anódico (AgCA); Imunocomplexos (IC)


ARTIGOS ORIGINAIS

Pesquisa do antígeno polissacarídico do Schistosoma mansoni em soros de hamsters pela técnica de imunoeletroforese cruzada

Detection of circulating polysaccharide antigen of Schistosoma mansoni in hamster sera by crossed immunoelectrophoresis

Margareth FernandesI; Ione IruleguiI; Dirce Mary Correia LimaI; Clarice Pires AbrantesI; Martha Smith CressoniII; Carlos Henrique ChristoI; Luiz Caetano da SilvaI; Clovis TakigutiIII

IInstituto de Medicina Tropical de São Paulo. Laboratório de Investigação Médica HC-FMUSP. Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 470, CEP 05403 São Paulo, SP., Brasil

IIBolsista Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq)

IIIDepartamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo. SP., Brasil

RESUMO

A imunoeletroforese cruzada (IEC) foi utilizada para a detecção do antígeno polissacarídico circulante anódico (AgCA) do Schistosoma mansoni, livre e complexado, em soro de hamsters infectados. O AgCA foi também pesquisado em soros humanos de 7 pacientes na fase aguda e de 23 na fase crônica da infecção. Foram estabelecidas as condições para isolamento e determinação do AgCA complexado. A sensibilidade da técnica foi aumentada pela incorporação de polietilenoglicol a 2% à agarose e realização da corrida eletroforética a 4ºC. O AgCA livre foi detectado em 12 e o complexado em 30 dos 37 soros de hamsters analisados. Foi observada correlação entre AgCA (livre e complexado) e carga parasitária. O AgCA não foi detectado, nas condições experimentais utilizadas, nas amostras de soro humano de 7 pacientes na fase aguda e de 23 na fase crônica da infecção.

Unitermos:Schistosoma mansoni: Imunoeletroforese cruzada (IEC); Antígeno circulante anódico (AgCA) Imunocomplexos (IC).

SUMMARY

Crossed immunoelectrophoresis (IEC) was used for detection of free and complexed circulating polisaccharide anodic antigen (AgCA) of Schistosoma mansoni in sera of infected hamsters. An attempt was also done to detect AgCA in human sera from patients infected with S. mansoni.

The conditions for isolation and detection of complexed AgCA were established. The sensitivity of IEC was increased by incorporation of 2% polyethylene glicol (PEG) to the agarose and by maintaining the system at 4°C during the electrophoretic run.

Free AgCA was detected in 12 and the complexed in 30 of the 37 hamsters sera analysed. Correlation between AgCA (free and complexed) and the parasite load was observed. AgCA was not detected, under the experimental conditions used, in human sera from 7 patients in the acute and 23 in the chronic phase of infection.

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AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao Dr. Giovanni Gazzinelli, do Centro de Pesquisa René Rachou (Belo Hori zonte) pelo fornecimento de 200 mg de vermes liofilizados do S. mansoni, bem como à Dra. Junko Takano Osaka, Chefe do Biotério Central da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pelo fornecimento dos animais de laboratório utilizados no presente trabalho.

Recebido para publicação em 27/11/1987.

Financiado pelo CNPq (PIDE VI) e FAPESP

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Publication Dates

  • Publication in this collection
    17 Feb 2011
  • Date of issue
    Apr 1988

History

  • Received
    27 Nov 1987
Instituto de Medicina Tropical de São Paulo Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 470, 05403-000 - São Paulo - SP - Brazil, Tel. +55 11 3061-7005 - São Paulo - SP - Brazil
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