Vitamina A e peroxidação lipídica em pacientes com diferentes formas de hanseníase

Emerson S. Lima Ivete de A. Roland Maria de Fátima Maroja Jaydione L. Marcon Sobre os autores

A hanseníase, doença infecciosa crônica, é causada pelo Mycobacterium leprae. Depois da Índia, o Brasil possui o segundo maior número de casos no mundo. O aumento do estresse oxidativo e da deficiência das defesas antioxidantes estão presentes em indivíduos infectados e podem associar-se à progressão da infecção. Foram estudadas alterações nos níveis séricos da peroxidação lipídica e vitamina A em pacientes com diferentes formas de hanseníase. Foram selecionados para o estudo quatro grupos de pacientes com hanseníase e um grupo controle (indivíduos saudáveis) e os níveis séricos de vitamina A e a peroxidação lipídica, medida através do malondialdeído (MDA), foram determinados por métodos espectrofotométricos. Os níveis séricos médios de MDA (µmol/L) foram 3,80 ± 0,5 no grupo controle e 10,54 ± 1,1 nos pacientes com hanseníase. Sendo este aumento gradual e exacerbado nas formas mais severas da doença. Quanto à vitamina A, os níveis séricos (µg/dL) encontraram-se diminuídos nos indivíduos infectados (38.51 ± 4.2), principalmente na forma lepromatosa, quando comparados com o grupo controle (53.8 ± 5.6). Estes resultados indicam que a peroxidação lipídica pode ser um fator importante na infecção mediada pelo Mycobacterium leprae podendo estar relacionada ao aumento da atividade fagocítica pelos macrófagos contribuindo para um aumento da LPO durante a progressão da infecção. A avaliação do perfil oxidante/antioxidante nestes pacientes pode ser um fator importante no tratamento, controle e/ou prognóstico desta doença.


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