Infecção experimental com cepas de Schistosoma mansoni, em amostras de Biomphalaria straminea de algumas localidades do Nordeste do Brasil

Na região oeste do Estado da Bahia habitam caramujos das espécies Biomphalaria glabrata e B. straminea os quais, em geral, não coexistem no mesmo habitat. No Estado do Ceará os únicos Hospedeiros intermediários de Schistosoma mansoni são da espécie B. straminea. Neste levantamento não foram detectados B. siraminea naturalmente infectados, nem no Ceará e Bahia. Espécimes de B. straminea, tendo B. glabrata como controle, foram utilizados experimentalmente a fim de se determinar sua suscetibilidade frente a amostras portorriquenhas de S. mansoni. Os referidos B. straminea mostraram baixa suscetibilidade apresentando as seguintes taxas de infecção: 1,1% dentre os caramujos de Redenção-Ceará; 2,3% naqueles provenientes de Pentecoste-Ceará e 2,9% dentre os espécimes colectados em S. Desidério na Bahia. O lote controle, B. glabrata amostra NIH, apresentou elevadas taxas de infecção frente àquela amostra de S. mansoni. Além desta cepa portorriquenha utilizou-se também uma cepa bahiana de S. mansoni cujo teste experimental com B. straminea de São Desidério também demonstrou baixas taxas de infecção, numa média de 3,6%. Aparentemente, a baixa suscetibilidade de B. straminea ao S. mansoni, a despeito da elevada densidade destes caramujos, está em correlação com a prevalência de esquistosomose nas muito elevada no Ceará como mostram os resultados de levantamentos coproscópicos realizados pela SUCAM.


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