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Redes sociais, desinformação e regulação do processo eleitoral: um estudo baseado na experiência eleitoral brasileira de 2018

Resumo

Existe uma preocupação mundial com o impacto que as “fake news” têm nos processos democráticos de tomada de decisão. A decisão democrática precisa ser bem informada e os eleitores precisam de um mínimo de confiança em relação às informações que recebem sobre os concorrentes. A internet aumentou a disponibilidade de informações, mas permitiu o surgimento de novas maneiras de manipulá-las. Nas recentes experiências eleitorais, as mídias sociais aumentaram o impacto da desinformação na democracia. Essas experiências nos mostraram que a governança da Internet durante a campanha eleitoral é uma questão urgente. Uma abordagem de laissez-faire no processo eleitoral é uma ameaça à democracia porque permite todos os tipos de trapaça. As instituições responsáveis por garantir a integridade das eleições precisam tentar recursos democráticos para constranger os concorrentes a adotarem um comportamento responsável. É importante conhecer a experiência concreta de um país que sofreu o ataque de campanhas de desinformação em período eleitoral, estudando a ação do órgão responsável pela organização desse processo. Este artigo discute a garantia do processo eleitoral com base no estudo de caso da eleição brasileira de 2018.

Palavras-chave:
redes sociais; governança da internet; regulamentação dos meios de comunicação; democracia; processo eleitoral

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