Aleitamento materno: o que mudou após uma década?1 1 Apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Brasil, processo nº 2011/509309.

Áurea Tamami Minagawa Toryiama Elizabeth Fujimori Claudia Nery Teixeira Palombo Luciane Simões Duarte Ana Luiza Vilela Borges Christiane Borges do Nascimento Chofakian Sobre os autores

RESUMO

Objetivo:

analisar as mudanças ocorridas na prevalência, duração mediana e determinantes do aleitamento materno, em um município de pequeno porte do Estado de São Paulo.

Método:

análise de dois estudos transversais, conduzidos com intervalo de uma década, com 261 e 302 crianças menores de dois anos, respectivamente. Utilizou-se análise de sobrevida de Kaplan-Meier, para o cálculo da duração mediana do aleitamento materno, e regressão de Cox para a análise dos determinantes, com nível de significância de 5%.

Resultados:

constatou-se incremento de 33,4% na prevalência de aleitamento materno exclusivo e de 20,9% no aleitamento materno. Com relação a esse último, sua duração mediana aumentou de 7,2 para 12 meses. No segundo estudo, sua duração mediana foi menor em crianças de primeira ordem de nascimento, e que usavam chupeta, e não foi associada às ações de incentivo ao aleitamento materno.

Conclusões:

avanços na prevalência e na duração do aleitamento materno foram observados no município em questão, porém, o uso de chupeta ainda se mantém como determinante de menor duração mediana para a prática. Portanto, com este estudo, contribuiu-se para evidenciar a necessidade de intensificação das ações de enfermagem na promoção do aleitamento materno e desencorajamento quanto ao uso de chupeta.

Descritores:
Aleitamento Materno; Saúde da Criança; Enfermagem em Atenção Primária; Atenção Primária à Saúde; Epidemiologia; Estudos Transversais

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