Resumo
Retomando as colocações de Jacques Lacan acerca do movimento de maio de 1968 na França, consideramos seus impasses interpretativos enquanto marcas entre o político e o campo psicanalítico. O presente artigo oferece uma análise da relação entre Lacan, Maio de 1968, Marx e o discurso capitalista, destacando a distinção entre revolução e subversão e o legado da psicanálise lacaniana no pensamento crítico contemporâneo. Em meio a esse momento histórico, Lacan desenvolve sua teoria dos giros dialéticos discursivos e sua crítica ao Capitalismo. Tal argumento subversivo em sua concepção psicanalítica, informou o avanço de algumas tendências na teoria crítica da atualidade.
Palavras-chave:
Lacan; maio de 1968; Zizek; Althusser; Marx; mais-valia; mais-de-gozar