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Influência do uso de chupeta e mamadeira no aleitamento materno exclusivo entre mães atendidas em um Banco de Leite Humano

Influence of pacifier use and bottle in exclusive breastfeeding among mothers treated at a Human Milk Bank

Resumos

OBJETIVO:

Avaliar o uso de chupeta e mamadeira e sua influência na prevalência do aleitamento materno exclusivo entre lactentes de mães atendidas em um Banco de Leite Humano.

MÉTODOS:

Estudo transversal com mães atendidas em um Banco de Leite Humano entre 2009 e 2011 a partir de informações (sociodemográficas, antecedentes obstétricos, dados sobre aleitamento materno exclusivo, mamadeira e chupeta) obtidas por meio de questionário estruturado. Realizaram-se análise descritiva, teste de Qui-quadrado e regressão de Poisson.

RESULTADOS:

Avaliaram-se 9 474 mães, 65,2% com escolaridade até o ensino médio e 60,6% referiram aleitamento materno exclusivo. A prevalência de uso de mamadeira e chupeta foi de 22,9 e 25,0%, respectivamente. A amamentação exclusiva foi menor entre os lactentes que usavam chupeta (38,4 versus 43,2%; p<0,001) e mamadeira (13,5 versus 46,6%; p<0,001). O uso de mamadeira se associou à menor prevalência de aleitamento exclusivo (RP=0,43; IC95%=0,35-0,53), em contraste com a amamentação sob livre demanda (RP=5,5; IC95%=4,17-7,3), maior nível de escolaridade materna (RP=1,2; IC95%=1,08-1,35), pré-natal (RP=1,25; IC95%=1,13-1,38) e a mãe orientada sobre amamentação (RP=1,10; IC95%=1,02-1,18), que favoreceram esta prática. O uso de chupeta não se associou à prevalência de aleitamento materno exclusivo (RP=1,10; IC95%=1,00-1,21).

CONCLUSÃO:

O uso de mamadeira exerceu influência negativa na prevalência do aleitamento materno exclusivo e deve ser considerado alvo de estratégias para incremento dessa prática.

Aleitamento materno; Alimentação artificial; Bancos de leite; Chupeta


OBJECTIVE:

To evaluate the use of pacifiers and bottles and their influence on the prevalence of exclusive breastfeeding among children of mothers attending a human milk bank.

METHODS:

This cross-sectional study included mothers seen at a human milk bank from 2009 to 2011. The following information was collected by a structured questionnaire: sociodemographic data, obstetric history, and information about exclusive breastfeeding, bottle use, and pacifier use. The data were analyzed descriptively and by the Chi-square test and Poisson's regression.

RESULTS:

A total of 9,474 mothers were assessed. Of these, 65.2% had completed high school, and 60.6% reported having done exclusive breastfeeding. The prevalences of bottle and pacifier use were 22.9 and 25.0%, respectively. Exclusive breastfeeding was less prevalent in children who used pacifier (38.4 versus 43.2%; p<0.001) and bottle (13.5 versus 46.6%; p<0.001). Use of bottle was associated with a smaller prevalence of exclusive breastfeeding (PR=0.43; 95%CI=0.35-0.53), unlike feeding on demand (PR=5.5; 95%CI=4.17-7.3), higher maternal education level (PR=1.2; 95%CI=1.08-1.35), prenatal care (PR=1.25; 95%CI=1.13-1.38), and mother having received counseling on breastfeeding (PR=1.10; 95%CI=1.02-1.18), which favored the practice. Pacifier use was not associated with the prevalence of exclusive breastfeeding (PR=1.10; 95%CI=1.00-1.21).

CONCLUSION:

Bottle use had a negative impact on the prevalence of exclusive breastfeeding, thus it should be considered a target of strategies that promote it.

Breastfeeding; Bottle feeding; Milk banks; Pacifiers


INTRODUÇÃO

O aleitamento materno é considerado uma estratégia fundamental para promoção e proteção da saúde de crianças, tendo em vista seus benefícios nutricionais, imunológicos, cogni-tivos, econômicos e sociais11. Kummer SC, Giugliani ERJ, Susin LO, Folletto JL, Lermen NR, Wu VYJ, et al. Evolução do padrão de aleitamento materno. Rev Saúde Pública. 2000; 34(2):143-8. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89 102000000200007.
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. Esses efeitos são aproveitados em sua plenitude quando a ama-mentação é praticada de forma exclusiva até o sexto mês de vida do lactente, estendendo-se até os dois anos com complementação de outros alimentos22. World Health Organization. Report of the expert consultation on the optimal duration of exclusive breastfeeding: Conclusions and recommendations. Geneva: WHO; 2001..

Apesar da sua importância, o Aleitamento Materno Exclusivo (AME) (oferta apenas do leite materno diretamente da mama ou ordenhado, sem outros líquidos ou sólidos, excetuando-se gotas, xaropes, suplementos minerais ou medi-camentos) apresenta baixa prevalência no Brasil: 41%33. Venancio SI, Escuder MML, Saldiva SRDM, Giugliani ERJ. Breastfeeding practice in the Brazilian capital cities and the Federal District: Current status and advances. J Pediatr. 2010; 86(4):317-24.. Além disso, a duração mediana do AME, identificada em pesquisa nacional, de 54,1 dias (1,8 meses) é bastante inferior ao recomendado44. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno nas capitais Brasileiras e Distrito Federal. Brasília: Ministério da Saúde; 2009..

Esses resultados se associam a diferentes fatores, como a introdução de chupeta e mama-deiras55. Susin LRO, Giugliani ERJ. Influência das avós na prática do aleitamento materno. Rev Saúde Pública. 2005; 39(2):141-7. http://dx.doi.org/10.1590/S0 034-89102005000200001.
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6. França MCT, Giugliani ERJ, Oliveira LD, Weigert EML, Santo LCE, Kohler CV, et al. Uso de mamadeira no primeiro mês de vida: determinantes e influência na técnica de amamentação. Rev Saúde Pública. 2008; 42(4):607-14. http://dx.doi.org/10.1590/S00 34-89102008005000028.
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-77. Soares MEM, Giugliani ERJ, Braun ML, Salgado ACN, Oliveira AP, Aguiar PR. Uso de chupeta e sua relação com o desmame precoce em população de crianças nascidas em hospital amigo da criança. J Pediatr. 2003; 79(4):309-16. http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572003000400008.
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. Em estudo realizado em municípios do estado de São Paulo, a prevalência do uso de chu-peta variou de 32,8 a 78,4%88. Cotrim LC, Venancio SI, Escuder MML. Uso de chupeta e amamentação em crianças menores de quatro meses no estado de São Paulo. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2002; 2(3):245-52. http://dx.doi.org/10.1590/S1519-38292002000300005.
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. Em Porto Alegre (RS), notou-se que 46,9% das crianças com até 30 dias de vida já utilizavam mamadeira99. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Guia alimentar para crianças menores de dois anos. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.. No âmbito nacional, verificou-se o uso de chupeta e mamadeira por 42,6 e 58,4% de 34.366 lactentes avaliados, respectivamente44. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno nas capitais Brasileiras e Distrito Federal. Brasília: Ministério da Saúde; 2009..

Destaca-se que essas práticas são desacon-selháveis99. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Guia alimentar para crianças menores de dois anos. Brasília: Ministério da Saúde; 2005., pois representam fontes de conta-minação, reduzem o tempo de sucção das mamas, interferem na amamentação por livre demanda e podem retardar o estabelecimento da lacta-ção22. World Health Organization. Report of the expert consultation on the optimal duration of exclusive breastfeeding: Conclusions and recommendations. Geneva: WHO; 2001.,1010. Monte CM, Ashworth A, Nations MK, Lima AA, Barreto A, Huttly SR. Designing educational messages to improve weaning food hygiene practices of families living in poverty. Soc Med. 1997; 44:1453-64., além de alterarem as funções de masti-gação, sucção e deglutição, propiciando modifi-cações na musculatura de órgãos fonoarticula-tórios e a oclusão dentária1111. World Health Organization. Child health and development: Evidence for the ten steps to successful breast-feeding. Geneva: WHO; 1998.,1212. Kurtz L, Maahs MAP, Bonamigo AW, Almeida ST. Promoção do aleitamento materno em um context interdisciplinary. Rev Atenção Saúde. 2015; 13(43):46-51. http://dx.doi.org/10.13037/rbcs. vol13n43.2657.
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. Esses efeitos, somados à possibilidade de "confusão de bicos" devido às diferenças existentes entre a sucção na mama e no bico artificial, podem favorecer a in-terrupção precoce do aleitamento materno77. Soares MEM, Giugliani ERJ, Braun ML, Salgado ACN, Oliveira AP, Aguiar PR. Uso de chupeta e sua relação com o desmame precoce em população de crianças nascidas em hospital amigo da criança. J Pediatr. 2003; 79(4):309-16. http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572003000400008.
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,88. Cotrim LC, Venancio SI, Escuder MML. Uso de chupeta e amamentação em crianças menores de quatro meses no estado de São Paulo. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2002; 2(3):245-52. http://dx.doi.org/10.1590/S1519-38292002000300005.
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.

A adoção dessas condutas pelas mães é decorrente, em grande parte, do pensamento errôneo de que a utilização de chupeta e mama-deiras é uma prática inofensiva ao desenvol-vimento do lactente. Ademais, estudos têm apon-tado relação entre o uso de chupeta e mamadeira com a menor escolaridade materna, classe so-cioeconômica menos favorecida, dificuldade para amamentar, presença da avó, entre outros. A compreensão de alguns desses fatores pode con-tribuir para o delineamento de ações de promo-ção, proteção e apoio ao AME1313. Lamounier JA. O efeito de bicos e chupetas no aleitamento materno. J Pediatr. 2003; 79:284-6. http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572003000 400004.
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.

Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o uso de chupeta e de mamadeira e sua influência na prevalência do AME em lactentes de mães atendidas em um Banco de Leite Humano. Trata-se de um local pro-pício para a investigação por abarcar nutrizes em diferentes necessidades com relação ao processo de amamentação.

Esse serviço, além da doação e da coleta de leite, oferece orientações gratuitas sobre a importância do aleitamento e cuidados com a mama através de: a curso mensal gratuito: casal grávido; b reuniões educativas para mães de bebês prematuros internados na neonatologia, (c) treinamentos para profissionais de saúde em aconselhamento e manejo clínico da amamen-tação1414. Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. Banco de leite: quem somos. Belo Horizonte: Fheming; 2013 [acesso 2015 jul 12]. Disponível em: http://www.fhemig.mg.gov.br/pt/programas-e-acoes/banco-de-leite-humano/quem-somos
Disponívelem:http://www.fhemig.mg.gov.br...
. Essas ações de incentivo, apoio e promo-ção do aleitamento materno são reforçadas pela Rede Brasileira de Banco de Leite Humano e têm como princípio promover a saúde da mulher e da criança mediante parcerias com órgãos federais, iniciativa privada e sociedade1515. Fundação Oswaldo Cruz. Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2005 [acesso 2014 jul 14]. http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=home#
http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua...
.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo retrospectivo com dados secundários, obtidos a partir de formulário de preenchimento obrigatório de um Banco de Leite Humano, que faz parte da estrutura de uma maternidade inaugurada em 1955, como uma casa de parto, que funciona como pronto socorro ginecológico e obstétrico com demanda de gravi-dez de alto risco. Posteriormente, na década de 1980, inaugurou-se no local o Banco de Leite Humano, que é referência no estado de Minas Gerais e tem como objetivo principal o incentivo ao aleitamento materno e a redução da morta-lidade infantil. Esse serviço atende anualmente mais de duas mil mães1616. Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. Banco de notícias. Notícias de Minas. Banco de Leite completa 24 anos e realiza atividades educativas. Belo Horizonte: Fheming; 2010 [acesso 2012 jul 11]. Disponível em: http://www.fhemig.mg.gov.br/pt/banco-de-noticias/20-noticias-de-minas/1643-banco-de-leite-mov-completa-24-anos-e-realiza-atividades-educativas
http://www.fhemig.mg.gov.br/pt/banco-de-...
.

A maternidade que abriga o Banco de Leite Humano faz parte da rede de Hospitais Amigos da Criança, que tem como principal objetivo apoiar, proteger e promover o aleitamento materno atra-vés da mobilização de profissionais e funcionários das maternidades para mudanças em rotinas e condutas a fim de prevenir a interrupção precoce do aleitamento materno1717. Lamounier JA, Bouzada MCF, Janneu MAS, Ma-ranhão AGK. Iniciativa Hospital Amigo da Criança, mais de uma década no Brasil: repensando o futuro. Rev Paul Pediatr. 2008; 26(2):161-9..

Para alcance de tal objetivo proposto, pauta-se nos "10 passos para o sucesso do aleita-mento materno", que consistem basicamente em orientações às gestantes acerca dos benefícios da amamentação e do manejo correto do aleita-mento materno. Para o presente estudo, abordou--se o descumprimento do Passo 9: "Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas ao seio" (p.163) e suas possíveis associações1717. Lamounier JA, Bouzada MCF, Janneu MAS, Ma-ranhão AGK. Iniciativa Hospital Amigo da Criança, mais de uma década no Brasil: repensando o futuro. Rev Paul Pediatr. 2008; 26(2):161-9..

O Banco de Leite Humano, além da coleta, pasteurização e doação de leite materno, realiza também atendimento às nutrizes que por ventura tenham alguma dificuldade para amamentar, o que, em sua grande maioria, ocorre no início do processo da amamentação. Essas mulheres, que procuram atendimento, respondem a um ques-tionário juntamente ao profissional que trabalha nesse serviço. O questionário contempla diversas informações referentes às mães como variáveis sociodemográficas, dados de pré-natal, parto e puerpério, entre os anos de 2009 a 2011.

Para o presente estudo, foi avaliada parte dos dados presentes no questionário mencionado, incluindo variáveis sociodemográficas (idade, escolaridade, situação funcional), antecedentes obstétricos (pré-natal, orientação sobre aleita-mento materno) e informações referentes às con-dutas das mães sobre aleitamento materno exclu-sivo, aleitamento materno sobre livre demanda e uso de mamadeira e chupeta.

Os dados obtidos foram analisados com o auxílio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS Inc., Chicago, Illinóis, Estados Unidos) versão 19.0 e Stata (Stata Corp., College Station, Texas, Estados Unidos) na versão 11.0. Realizou-se análise descritiva com cálculos de frequências e medianas (mínimo, máximo), além da aplicação dos testes Kolmogorov-Smirnov para verificar a adesão das variáveis à distribuição normal e Qui-quadrado para comparar as pro-porções. Ademais, para avaliar o uso de chupeta e de mamadeira e sua possível influência no aleitamento materno exclusivo, utilizou-se a aná-lise de regressão de Poisson com variância robusta, com critério Backward de eliminação de variáveis. Adotou-se nível de significância de 5% para todas as análises.

Em respeito aos parâmetros éticos, esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Parecer n° 042/2010) e da Universidade Federal de Minas Gerais (n° ETIC 0079.0.203.000-10).

RESULTADOS

Foram avaliadas 9.474 mães, com me-diana de 29 (12-51) anos de idade; 65,19% estu-daram até o ensino médio e a maioria delas (53,3%) era do lar. Destas, 98,7% declararam a realização de pré-natal, sendo que a maioria (53,1%) o fez pelo Sistema Único de Saúde e 38,3% haviam recebido orientações sobre aleita-mento materno, sobretudo de forma coletiva (74,0%). Ademais, a prática de AME foi referida por 60,6% das mães e 25 e 22,9% delas, res-pectivamente, declararam uso de chupeta e ma-madeira por seus filhos (Tabela 1). O uso combi-nado dos bicos artificiais (chupeta e mamadeira) foi referido entre 57,8% dos lactentes.

Observou-se maior prevalência de AME entre as mães nas faixas etárias iniciais (12 a 18 anos; e 19 a 30 anos), entre aquelas com esco-laridade de nível técnico ou superior (55,8 versus 41,8% entre as que estudaram até o ensino médio). Entre as que realizaram pré-natal, 58,6%, tiveram orientação sobre amamentação durante o pré-natal 63,0%, e realizaram aleitamento sob livre demanda (76,2%; p<0,001) (Tabela 1).

A prevalência do aleitamento materno exclusivo foi menor entre os lactentes que usavam chupeta (38,4 versus 43,2% dentre os que não fazem uso desse artifício; p<0,001), mamadeira (13,5 versus46,6%; p<0,001) e também entre mães com ocupação funcional do lar, quando comparadas às mães com outras profissões (37,0%,p<0,001) (Tabela 1).

Na análise multivariada, o uso de mama-deira permaneceu estatisticamente associado à menor prevalência de AME (Razões de Prevalên-cia - RP=0,43; Intervalo de Confiança de 95% - IC95%=0,35-0,53), em contraste com a orien-tação sobre aleitamento materno (RP=1,10; IC95%=1,02-1,18), a maior escolaridade (ensino técnico e/ou superior - RP=1,21; IC95%=1,08-1,35), a realização do pré-natal (RP=1,25; IC95%=1,13-1,38), a amamentação em livre demanda (RP=5,00; IC95%=4,17-7,25), que favoreceram tal prática (Tabela 2). O uso de chupeta não se manteve no modelo (RP=1,10; IC95%=1,00-1,21).

Tabela 1.
Distribuição, prevalência e associações entre as variáveis sociodemográficas, antecedentes obstétricos com aleitamento ma-terno exclusivo entre mães atendidas em um Banco de Leite Humano. Belo Horizonte (MG), 2009-2011.

DISCUSSÃO

A prática do aleitamento materno exclu-sivo tem como objetivo garantir a qualidade da alimentação do recém-nascido, pois é uma forma segura e econômica de alimentação além de promover o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê. Inúmeros fatores podem influenciar essa prática, como identificado no presente estudo, dentre eles o uso de bicos artificiais (chupeta e mamadeira).

A prevalência do uso de mamadeira e de chupeta ora encontrada (22,9 e 25,0%, respecti-vamente), apesar de elevada, foi aquém da encontrada na "II Pesquisa de prevalência de aleitamento materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal"44. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno nas capitais Brasileiras e Distrito Federal. Brasília: Ministério da Saúde; 2009. de 58,4 e 42,6%, respectiva-mente, provavelmente pela influência positiva do local de estudo. Acredita-se em um perfil dife-renciado das mães que buscam um Banco de Leite Humano, com maior desejo em realizar o aleita-mento materno, mesmo diante de dificuldades no processo.

O uso de mamadeira representa fator de risco para o uso persistente de chupeta e de sucção digital, tendo em vista a importante as-sociação entre os hábitos descritos1818. Góes MPS, Araújo CMT, Góes PSA, Jamelli SR. Persistência de hábitos de sucção não nutritiva: pre-valência e fatores associados. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2013; 13(3):247-57. http://dx.doi. org/10.1590/S1519-38292013000300006.
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,1919. Bueno SB, Bittar TO, Vazquez FL, Meneghim MC, Pereira AC. Association of breastfeeding, pacifier use, breathing pattern and malocclusions in preschoolers. Dental Press J Orthod. 2013; 18(10:301-6. http://dx.doi.org/10.1590/S2176-94 512013000100006.
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. Esse fato foi evidenciado entre os lactentes avaliados e pode prejudicar a manutenção do AME pelo atendi-mento não só da necessidade de alimentação do recém-nascido como também da sua necessidade inata de sucção.

Tabela 2.
Regressão de Poisson para aleitamento materno exclusivo e variáveis sociodemográficas, de pré-natal e pós-parto entre mães atendidas em um Banco de Leite Humano. Belo Horizonte (MG), 2009-2011.

Além disso, diversos autores apontam que os processos de sucção do seio materno e do bico da mamadeira são diferentes, o que favorece a confusão de bicos, que se refere à dificuldade do recém-nascido em pegar o seio adequadamente e, também, contribui para a falta de estímulo e produção de leite pelas glândulas mamárias, po-tencializando a interrupção do AME66. França MCT, Giugliani ERJ, Oliveira LD, Weigert EML, Santo LCE, Kohler CV, et al. Uso de mamadeira no primeiro mês de vida: determinantes e influência na técnica de amamentação. Rev Saúde Pública. 2008; 42(4):607-14. http://dx.doi.org/10.1590/S00 34-89102008005000028.
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,88. Cotrim LC, Venancio SI, Escuder MML. Uso de chupeta e amamentação em crianças menores de quatro meses no estado de São Paulo. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2002; 2(3):245-52. http://dx.doi.org/10.1590/S1519-38292002000300005.
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,2020. Nascimento VC, Oliveira MIC, Alves VH, Silva KS. Associação entre orientações pré-natais em aleitamento materno e a satisfação com o apoio para amamentar. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2013; 13(2):147-59. http://dx.doi.org/10.1590/S15 19-38292013000200008.
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.

Nesse cenário, verificou-se, entre os lacten-tes avaliados, menor prevalência de AME entre aqueles em uso de mamadeira. De modo contras-tante, a amamentação sob livre demanda, maior nível de escolaridade materna, realização do pré--natal e orientação sobre aleitamento materno antes do parto aumentaram a prevalência da refe-rida prática.

Brasileiro et al.2121. Brasileiro AA, Ambrosano GMB, Marba STM, Possobon RF. A amamentação entre filhos de mulheres trabalhadoras. Rev Saúde Pública. 2012; 46(5):642-8. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89 102012005000053.
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, em investigação de uma coorte retrospectiva de 200 díades mãe/filho em uma cidade do estado de São Paulo, observaram que 37% dos lactentes que usavam mamadeira desmamaram até o quarto mês de vida (p<0,001). Os autores afirmam que mães que não parti-ciparam do grupo de incentivo ao aleitamento materno tiveram mais chances de interrupção precoce dessa prática (OddsRatio - OR=3,04; IC95%=1,35-6,85). Supõe-se que aquelas que participaram aprenderam sobre os efeitos nega-tivos do uso de bicos artificiais pelos seus lactentes e não ofereceram esses artifícios aos seus filhos e, por isso, continuaram com o AME por maior tempo.

Além disso, outros autores demonstram que o uso de mamadeira parece estar associado de forma significativa à interrupção precoce do aleitamento materno, porém, em virtude da causalidade reversa, ainda não se sabe ao certo se o lactente que recebe mamadeira já desmamou ou se desmamou porque recebeu mamadeira2222. Kaufmann C, Albernaz E, Silveira MB, Mascarenhas M. Alimentação nos primeiros três meses de vida dos bebês de uma coorte na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. Rev Paul Pedriatr. 2012; 30(2):157-65. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-058220120 00200002.
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,2323. Castilho SD, Casagrande RC, Rached CR, Nucci LB. Prevalência do uso de chupeta em lactentes amamentados e não amamentados atendidos em um hospital universitário. Rev Paul Pedriatr. 2012; 30(2):166-72. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05 822012000200003.
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.

Adicionalmente, diversos estudos afirmam que a não realização do pré-natal foi fator de explicação para interrupção precoce do AME e a adoção de amamentação complementada antes dos seis meses2424. Demétrio F, Pinto EJ, Assis AMO. Fatores associados a interrupção precoce do aleitamento materno: um estudo de coorte de nascimento em dois muni-cípios do Recôncavo da Bahia, Brasil. Cad Saúde Pública. 2012; 28(4):641-54. http://dx.doi.org/10. 1590/S0102-311X2012000400004.
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,2525. Chaves RG, Lamounier JÁ, César CC. Factors associated with duration of breastfeeding. J Pediatr. 2007; 83(3):241-6. http://dx.doi.org/10.1177/089 0334411413097.
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, porque o pré-natal, porta de entrada para o cuidado primário no campo da saúde e da nutrição materno-infantil, é o mo-mento oportuno para orientações sobre aleita-mento materno. Adicionalmente, auxilia na de-cisão em amamentar, propiciando fortalecimento e segurança às mulheres quanto a essa prática2424. Demétrio F, Pinto EJ, Assis AMO. Fatores associados a interrupção precoce do aleitamento materno: um estudo de coorte de nascimento em dois muni-cípios do Recôncavo da Bahia, Brasil. Cad Saúde Pública. 2012; 28(4):641-54. http://dx.doi.org/10. 1590/S0102-311X2012000400004.
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. Portanto, a orientação ao aleitamento materno durante o pré-natal é uma importante aliada na promoção da saúde do recém-nascido2626. Baptista GH, Andrade AHHKG, Giolo SR. Fatores associados a duração do aleitamento materno em crianças de família de baixa renda da região Sul da cidade de Curitiba, Paraná, Brasil. Cad Saúde Pú-blica. 2009; 25(3):596-604. http://dx.doi.org/10. 1590/S0102-311X2009000300014.
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.

Já a associação entre o nível de escola-ridade mais elevado e maiores prevalências de AME também foi identificada por outros auto-res55. Susin LRO, Giugliani ERJ. Influência das avós na prática do aleitamento materno. Rev Saúde Pública. 2005; 39(2):141-7. http://dx.doi.org/10.1590/S0 034-89102005000200001.
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,2727. Silveira RB, Albernaz E, Zuccheto LM. Factors associated with the initiation of breastfeeding in a city in the south of Brazil. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2008; 8(1):35-43. http://dx.doi.org/10.15 90/S1519-38292008000100005.
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e parece decorrer do incremento da auto-confiança materna em virtude do acesso facilitado de informações e conhecimentos acerca das van-tagens para sua saúde e do recém-nascido em manter essa prática de forma exclusiva até o sexto mês do lactente2828. Alves ALN, Oliveira MIC, Moraes JR. Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação e sua relação com aleitamento materno exclusivo. Rev Saúde Pública. 2013; 47(6):1130-40. http://dx. doi.org/10.1590/S0034-8910.2013047004841.
http://dx.doi.org/10.1590/S0034-8910.201...
.

Outro fator que influenciou a manutenção do AME é a amamentação sob livre demanda, que favorece melhor ejeção de leite materno e propicia menores taxas de interrupção precoce do aleitamento materno, tendo em vista maior estímulo à liberação de ocitocina2929. Antunes LS, Antunes LAA, Corvino MPF, Maia LC. Amamentação natural como fonte de prevenção em saúde. Ciênc Saúde Colet. 2008; 13(1):103-9. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232008000 100015.
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. Em concor-dância, Vieiraet al.3030. Vieira GO, Martins CC, Vieira TO, Oliveira NF, Silva LR. Factors predicting early discontinuation of exclusive breastfeeding in the first month of life. J Pedriatr. 2010; 86(5):441-4. verificaram em 1.309 ntrizes que o estabelecimento de horários fixos para ama-mentação favoreceu a interrupção precoce do aleita-mento materno (OR=1,42; IC95%=1,09-1,84).

Por fim, notou-se que o uso de chupeta não influenciou a prática de AME na presente amostra, diferente do descrito por outros autores, provavelmente em virtude da forte interação com o uso de mamadeira. O fato pode ter limitado a manutenção das duas variáveis no modelo final.

O presente estudo de caráter descritivo e delineamento transversal é sujeito a viés de me-mória já que o preenchimento do questionário foi realizado mediante perguntas feitas para as mães quando buscavam atendimento no Banco de Leite Humano. Ademais, utilizaram-se dados secundários que comprometem a verificação da consistência das informações preenchidas. No entanto, cabe destacar o importante tamanho amostral obtido e relevância da temática para a saúde materno-infantil.

No entanto, apesar do crescente aumento da prevalência de AME no Brasil e do valor ora encontrado ressalta-se que esta ainda encontra--se aquém do recomendado pelas organizações internacionais.

CONCLUSÃO

Comprovou-se a relação negativa entre o uso de mamadeira e a prática de AME, fato que atesta a necessidade de conscientização de pais e responsáveis para a não oferta de alimentos nesse utensílio.

Adicionalmente, destaca-se a importância de entender os motivos que movem os pais a ofertarem para seus lactentes o uso de bicos arti-ficiais, a fim de contribuir para a formação de políticas publicas de apoio, proteção e promoção do AME. Por fim, cumpre salientar a premência de ampliar a divulgação da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para lactentes e crianças de primeira infância, bicos, chupetas, ma-madeiras, bem como a Lei nº 11.265/06, que regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também a de produtos de puericultura correlatos. As duas regulamentações exaltam os benefícios do AME e prejuízos do uso de chupeta e de mamadeira.

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  • Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Processo nº CDS-APQ-01782-10).

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Nov-Dec 2015

Histórico

  • Recebido
    03 Nov 2014
  • Revisado
    16 Jul 2015
  • Aceito
    05 Ago 2015
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