Introdução A crescente resistência antimicrobiana em ambientes hospitalares constitui uma das ameaças à saúde pública global. O uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como máscaras faciais, pode facilitar a contaminação cruzada e a disseminação de patógenos.
Objetivo Este estudo teve como objetivo avaliar a contaminação microbiológica de máscaras usadas por estudantes da área da saúde no Hospital de Emergência de Alagoas, identificando os microrganismos presentes e analisando seu perfil de resistência antimicrobiana.
Material e método Foi realizado um estudo seccional e microbiológico com abordagem descritiva e analítica. Máscaras usadas por estudantes de medicina e odontologia durante estágios hospitalares foram coletadas e posteriormente submetidas à cultura microbiológica de acordo com os critérios do Clinical and Laboratory Standards Institute (CSLI M100, 2025) e BrCAST.
Resultado A presença de Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis foi identificada nas amostras, indicando contaminação significativa. O antibiograma revelou resistência à eritromicina, oxacilina e clindamicina em algumas cepas isoladas. Além disso, a amostra demonstrou resistência à meticilina e que a carga bacteriana é inversamente proporcional a eficácia da amicacina (p = 0,034; r = -0,327).
Conclusão As máscaras utilizadas por estudantes em ambientes hospitalares podem servir como veículos de contaminação microbiológica e, para reduzir agravos, os estudantes necessitam de treinamento prévio à entrada no ambiente hospitalar.
Descritores:
Microbiologia; máscaras; estudantes; farmacorresistência bacteriana; Staphylococcus aureus
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