FRÊNULO LABIAL SUPERIOR E INFERIOR: ESTUDO CLÍNICO QUANTO A MORFOLOGIA E LOCAL DE INSERÇÃO E SUA INFLUÊNCIA NA HIGIENE BUCAL

SUPERIOR AND INFERIOR LABIAL FRENULUM: CLINICAL STUDY OF MORPHOLOGY, POSITION OF ATTACHMENT, AND INFLUENCE ON ORAL HYGIENE

Resumos

Foi realizada uma pesquisa visando a avaliação morfológica e o local de inserção dos frênulos labiais superiores e inferiores. A amostra foi constituída de 100 pacientes em condições sócio-econômicas semelhantes, tendo-se observado que o frênulo labial simples foi o mais prevalente, inserindo o superior na gengiva inserida e o inferior, na mucosa alveolar. A distância média da inserção, em relação à borda gengival livre, foi de 4,4 mm para o superior e de 5,6 mm para o inferior. Foi possível, nessas áreas, manter o controle clínico da placa bacteriana

Freio labial; Freio labial; Higiene bucal


A study was carried out to evaluate morphology and position of attachment of the superior and inferior labial frenulum. One hundred patients were evaluated. In this sample, the simple labial frenulum was the most prevalent. Superior frenulum insertion was most frequently found in the attached gingiva, while insertion of the lower frenulum was predominantly located in the alveolar mucosa. The mean distance from the frenulum attachment to the gingival margin was 4.4 mm for the superior frenulum, and 5.6 mm for the inferior labial frenulum

Labial frenum; Labial frenum; Oral hygiene


FRÊNULO LABIAL SUPERIOR E INFERIOR:

ESTUDO CLÍNICO QUANTO A MORFOLOGIA E LOCAL DE INSERÇÃO E SUA INFLUÊNCIA NA HIGIENE BUCAL* * Resumo da Tese apresentada para a obtenção do título de Mestre, área de concentração em Periodontia, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. ** Mestra em Periodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. *** Professor Associado da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. **** Professor Titular de Periodontia da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP. † Professora Assistente da Disciplina de Bioestatística da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP.

SUPERIOR AND INFERIOR LABIAL FRENULUM: CLINICAL STUDY OF MORPHOLOGY, POSITION OF ATTACHMENT, AND INFLUENCE ON ORAL HYGIENE

Lilian Pescinini RULI** * Resumo da Tese apresentada para a obtenção do título de Mestre, área de concentração em Periodontia, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. ** Mestra em Periodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. *** Professor Associado da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. **** Professor Titular de Periodontia da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP. † Professora Assistente da Disciplina de Bioestatística da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP.

Cesário Antonio DUARTE*** * Resumo da Tese apresentada para a obtenção do título de Mestre, área de concentração em Periodontia, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. ** Mestra em Periodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. *** Professor Associado da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. **** Professor Titular de Periodontia da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP. † Professora Assistente da Disciplina de Bioestatística da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP.

Luiz Alberto MILANEZI**** * Resumo da Tese apresentada para a obtenção do título de Mestre, área de concentração em Periodontia, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. ** Mestra em Periodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. *** Professor Associado da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. **** Professor Titular de Periodontia da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP. † Professora Assistente da Disciplina de Bioestatística da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP.

Sylvia Helena Venturoli PERRI† * Resumo da Tese apresentada para a obtenção do título de Mestre, área de concentração em Periodontia, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. ** Mestra em Periodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. *** Professor Associado da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. **** Professor Titular de Periodontia da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP. † Professora Assistente da Disciplina de Bioestatística da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP.

RULI, L. P. et al. Frênulo labial superior e inferior: estudo clínico quanto a morfologia e local de inserção e sua influência na higiene bucal. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 11, n. 3, p. 195-205, jul./set. 1997.

Foi realizada uma pesquisa visando a avaliação morfológica e o local de inserção dos frênulos labiais superiores e inferiores. A amostra foi constituída de 100 pacientes em condições sócio-econômicas semelhantes, tendo-se observado que o frênulo labial simples foi o mais prevalente, inserindo o superior na gengiva inserida e o inferior, na mucosa alveolar. A distância média da inserção, em relação à borda gengival livre, foi de 4,4 mm para o superior e de 5,6 mm para o inferior. Foi possível, nessas áreas, manter o controle clínico da placa bacteriana.

UNITERMOS: Freio labial * localização; Freio labial * morfologia; Higiene bucal.

INTRODUÇÃO

Frênulos labiais são pregas sagitais da mucosa alveolar, em forma de lâmina de faca, inseridas, de um lado, à superfície interna do lábio e, do outro, localizadas na gengiva da linha mediana dos maxilares, entre os incisivos centrais10,26,27,43. O frênulo labial inferior normalmente apresenta-se de forma reduzida5,43,45 quando comparado ao superior.

Como qualquer estrutura anatômica, o frênulo labial está sujeito a certas variações em sua forma, tamanho e posição, tanto entre os indivíduos quanto no mesmo indivíduo em diferentes idades. Alguns frênulos são amplos e resistentes, outros são finos e frágeis15. Alguns autores consideram o frênulo como fator predisponente à doença periodontal7,28,41.

O frênulo, pela sua constituição histológica, é capaz de adaptar-se a qualquer dos movimentos dos lábios sem grandes alterações na sua forma15. Sua função seria limitar esses movimentos, promovendo uma estabilização na linha média do lábio e impedindo a excessiva exposição da mucosa gengival13. Sugere-se que a função do frênulo é maior no recém-nascido, auxiliando o trabalho de sucção do músculo orbicular da boca34.

Segundo alguns autores22,27,33,38, o frênulo é constituído histologicamente por três planos: epitélio estratificado pavimentoso orto ou paraqueratinizado, tecido conjuntivo denso e frouxo e submucosa contendo glândulas mucosas e vasos linfáticos.

Existem, no entanto, controvérsias quanto à sua constituição histológica no tocante à presença ou não de fibras musculares esqueléticas.

Em geral, o frênulo está inserido a alguns milímetros da margem gengival e, idealmente, essa separação é feita por gengiva inserida9. Nem sempre, contudo, ocorre esse relacionamento: uma inserção próxima à borda gengival livre na gengiva papilar é relativamente comum.

O frênulo labial superior tem recebido maior atenção por estar entre as causas do diastema entre os incisivos centrais superiores2,10,13,15,16,17,19,21,27,47, assim como o frênulo labial inferior, por provocar, direta ou indiretamente, retração gengival nos incisivos inferiores8,19,21,23.

Além dessas alterações, o frênulo labial ainda é responsabilizado por restringir os movimentos labiais, dando um aspecto estético desfavorável, por afetar os sons, alterando a pronúncia correta, por induzir a criança a adquirir hábitos viciosos33, por interferir na escovação dentária pelo difícil posicionamento da escova9,19,22,23 e por provocar a movimentação da gengiva marginal durante o movimento do lábio19,22,35.

A presente investigação procura avaliar os frênulos labiais dentro dos seguintes aspectos: prevalência dos diferentes tipos morfológicos; prevalência dos diferentes tipos quanto aos locais de inserção; correlação entre os tipos morfológicos e local de inserção e mensuração da distância entre sua inserção e a borda gengival livre, além da influência na higiene bucal nessas áreas.

MATERIAL E MÉTODO

Deste estudo, participaram 100 alunos da Faculdade de Odontologia do "Campus" de Araçatuba da UNESP, com idade entre 19 e 26 anos completos, sendo 38 do sexo masculino e 62, do sexo feminino. Foram selecionados aleatoriamente e não tiveram conhecimento prévio a respeito da pesquisa. Foram excluídos os indivíduos que utilizavam aparelho protético ou ortodôntico, fixo ou removível, os que haviam realizado alguma cirurgia ou sofrido injúria na região anterior, ou, ainda, aqueles que possuíam defeitos congênitos ou hipodontia. Todos os alunos selecionados apresentavam boas condições de saúde geral e bucal.

Os exames foram realizados por um único examinador. Esse exame era feito levantando-se e distendendo-se o lábio com o auxílio dos dedos da mão, seguindo-se a visualização do frênulo. Os resultados foram anotados em ficha apropriada.

Foram realizados sete exames em cada participante, sendo um inicial, cinco intermediários, com intervalos entre eles de 7 a 14 dias, e mais um final, depois de, no mínimo, três meses após o último exame intermediário.

No exame inicial, foram observados os seguintes aspectos nos frênulos labiais superior e inferior:

1. O tipo morfológico, de acordo com SEWERIN42 (1971), seguindo seus esquemas dos diferentes tipos de frênulos, representados por desenhos (Figuras 1 e 2):

FIGURA 1 - Tipos morfológicos dos frênulos labiais (SEWERIN50, 1971). A: Frênulo simples superior. B: Frênulo simples inferior. C: frênulo simples com apêndice. D: Frênulo simples com nódulo.

FIGURA 2 - Tipos morfológicos dos frênulos labiais (SEWERIN50, 1971). A: Frênulo bífido. B: Frênulo com nicho. C: frênulo teto-labial persistente. D: Frênulo duplo.

A. Variações do frênulo labial (normalidades):

  1. frênulo simples;

  2. frênulo simples com apêndice;

  3. frênulo simples com nódulo;

B. Anomalias do frênulo labial (anormalidades):

d. frênulo bífido;

e. frênulo com nicho;

f. frênulo teto-labial persistente;

g. frênulo duplo;

h. coincidência de duas ou mais variações de frênulos ou anormalidades.

2. A classificação de acordo com o local de inserção, segundo PLACEK et al.35 (1974):

A. Inserção mucosa do frênulo: na mucosa alveolar, incluindo a união mucogengival.

B. Inserção gengival: na gengiva inserida.

C. Inserção papilar: na papila interproximal.

D. Inserção penetrante na papila: são aqueles casos nos quais a inserção do frênulo passa sobre a papila gengival, enquanto insere-se na gengiva inserida.

3. A posição da inserção do frênulo através da medida da distância entre o ápice da papila gengival e o início do frênulo. Essa medida foi indiretamente realizada com um paquímetro, através da transferência dessa distância por um compasso de dupla ponta seca. Isso permitiu a classificação da amostragem quanto à distância da inserção do frênulo ao ápice da papila gengival (Tabelas 3 e 4).

Em seguida, com a finalidade de se observar a capacidade de controle da placa bacteriana e a correspondente resposta clínico-gengival, foram utilizados, tanto nos incisivos centrais superiores como nos inferiores, os seguintes índices:

1. O índice gengival, nas faces vestibular e proximais, proposto por LÖE; SILNESS32 (1963), modificado por LÖE31 (1967). Depois de obtidos os valores das três faces gengivais de cada dente, estes foram somados e divididos por seis e chegou-se ao valor do índice gengival para a área (LÖE; SILNESS32,1963).

2. O índice de placa bacteriana, na vestibular dos incisivos centrais superiores e inferiores, que foi realizado obtendo-se o índice de induto, componente do índice de higiene bucal (IHO) preconizado por GREENE; VERMILLION25 (1964). Para isso, cada aluno foi orientado para que fizesse um bochecho com água, para a remoção de eventuais resíduos alimentares. Em seguida, a placa bacteriana foi revelada com uma solução evidenciadora de verde de malaquita a 2%, com auxílio de algodão frouxo na extremidade de uma pinça clínica. Procedia-se, então, a um bochecho com água18. Os graus de placa foram obtidos para os incisivos centrais pela soma dos graus desses dentes, dividida por dois.

Completadas as anotações, era realizada a motivação do paciente à higiene bucal. A motivação era feita levando-se em consideração os conhecimentos prévios de cada aluno com relação ao papel da placa bacteriana na doença periodontal, bem como se esclarecia a importância dos frênulos como possível fator etiológico predisponente. A motivação era feita sempre com a observação, pelo paciente, da placa evidenciada, quando então o mesmo era orientado para a execução da técnica de STILLMAN44 (1932) e para a utilização do fio dentário. Utilizava-se espelho para a motivação direta do paciente.

A fim de se padronizar a utilização da escovaI I Oral B 30 - Gillette do Amazonas S.A II Oral B - Gillette do Amazonas S.A.

Nos exames intermediários, foram avaliados o índice gengival e, com a ajuda de uma solução evidenciadora, o índice de placa. No exame final, foram anotados novamente todos os dados, para comparação com o exame inicial.

Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística, as quais constituíram-se, fundamentalmente, em testes não paramétricos29.

Os testes não paramétricos foram realizados para cada um dos índices estudados, ou seja, para o índice de higiene bucal superior, o índice de higiene bucal inferior, o índice gengival superior e o índice gengival inferior. Os testes foram feitos no nível de significância de 5%.

RESULTADOS

Os resultados são mostrados nas Tabelas 1, 2, 3, 4, 5 e nos Gráficos 1 e 2.

Gráfico 1
- Médias dos índices de higiene oral (IHO) e gengival (IG) no arco superior em relação aos períodos de avaliação.
Gráfico 2
- Médias dos índices de higiene oral (IHO) e gengival (IG) no arco inferior em relação aos períodos de avaliação.

A análise estatística mostrou que houve diferença significativa no nível de 5% entre os períodos, sendo que o período inicial é diferente dos demais períodos avaliados e que, a partir do primeiro período intermediário para o índice de placa e do segundo período intermediário para o índice gengival, não ocorre diferença estatística entre os períodos. O período final deve ser analisado separadamente, pois representa o retorno após 3 meses, verificando-se que este se iguala estatisticamente ao período inicial.

A análise estatística dos resultados dos índices de placa e gengival demonstrou que o frênulo labial não exerce influência no controle mecânico da placa bacteriana, seja qual for o parâmetro estudado.

DISCUSSÃO

Analisando a Tabela 1, verifica-se que o tipo simples é predominante em relação aos demais tipos, representando 69% do total de casos, o que coincide com as observações de SEWERIN42 (1971), WALTER48 (1980) e SANTOS et al.40 (1985).

O aparecimento das variações simples com apêndice e simples com nódulo correspondeu, no frênulo labial superior, respectivamente, a 10% e 15% dos casos, o que significa uma inversão dos resultados encontrados na literatura40,42,48. Segundo SEWERIN42 (1971), a alta prevalência dos frênulos simples com nódulo e com apêndice no arco superior é devida ao desenvolvimento involutivo do frênulo na infância.

O frênulo teto-labial persistente representou neste estudo 1% do total da amostra (Tabela 1), igual ao resultado encontrado por SEWERIN42 (1971) para uma faixa etária (de 15 a 29 anos) próxima a deste estudo. WALTER48 (1980) e SANTOS et al.40 (1985) encontraram valores maiores (7,56% e 10,6%, respectivamente); isso é explicado pela menor idade dos indivíduos participantes desses estudos.

A prevalência do frênulo teto-labial persistente, quando se completa a dentição permanente, demonstra que o frênulo hipertrófico aparece em um número muito pequeno de casos42,48, o que sugere que é exagerada a ênfase dada por inúmeros autores a essa condição, principalmente como sendo causa direta do diastema entre os incisivos10,15,19.

Quanto às outras anormalidades, esta pesquisa revelou um número maior de frênulo com nicho (3%), seguido pelo frênulo bífido e o com duas ou mais variações ou anormalidades, ambos representando 1% dos casos; não foi encontrado o frênulo duplo (Tabela 1). Esse achado está próximo aos de SEWERIN42 (1971) e WALTER48 (1980), mas diferente do de SANTOS et al.40 (1985). Todos esses estudos estão de acordo com o critério de classificação das anormalidades proposto por SEWERIN42 (1971).

Considerando-se os resultados no arco inferior, verifica-se que o tipo simples está bem próximo de representar a totalidade de casos, correspondendo a 97% do total (Tabela 2). Esse resultado se assemelha ao encontrado por FERELLE20 (1984), equivalendo a 91,83%.

No estudo em pauta, os outros tipos foram o simples com nódulo, 2%, e o duplo, 1%. Algumas alterações morfológicas que são relativamente raras também não foram encontradas na presente pesquisa.

A hipótese mais evidente para explicar a diferença entre esses resultados encontrados para o frênulo labial inferior e aqueles descritos para o frênulo labial superior parece estar associada à diferença no desenvolvimento das duas regiões12, pois, enquanto o frênulo inferior está envolvido na diferenciação do tecido relacionado à mandíbula, o frênulo labial superior está localizado em uma área de formação embrionária complexa3,15,46.

Quanto ao local de inserção dos frênulos, os resultados mostram que a inserção mucosa representou 15% e a inserção papilar, 7% dos frênulos labiais superiores (Tabela 1). Esses resultados, no arco superior, são semelhantes aos encontrados por BERGESE5 (1966), ADDY et al.1 (1987) e PLACEK et al.35 (1974).

O achado de 77% de inserção gengival e de 1% de inserção penetrante na papila é corroborado pelo encontrado por ADDY et al.1 (1987), apresentando-se ligeiramente discrepante dos achados de BERGESE5 (1966) e divergente dos encontrados por PLACEK et al.35 (1974).

As discretas diferenças encontradas nos resultados deste estudo com relação ao frênulo labial superior, comparativamente ao de BERGESE5 (1966) na inserção gengival e penetrante na papila, podem ser explicadas pela menor idade analisada por ele, que abrangeu uma faixa etária de 9 a 12 anos, quando a inserção do frênulo se faz mais próxima da margem gengival3,15,16,27,33,40,42,46,47,48.

Por outro lado, os resultados bastante divergentes encontrados por PLACEK et al.35 (1974) apresentaram tanto uma inversão no local de inserção mais prevalente, quanto um número muito grande de inserções penetrantes na papila, principalmente quando considerada a faixa etária estudada — de 15 a 40 anos. Mesmo SANTOS et al.40 (1985), que estudaram crianças de 4 a 6 anos, encontraram uma prevalência de 10,6% para o frênulo teto-labial persistente, que corresponde à inserção penetrante na papila.

Quanto ao frênulo labial inferior, encontrou-se 69% de frênulos com inserção em mucosa (Tabela 2). Esses achados são distoantes de todos os outros estudos, que encontraram resultados bastante divergentes, tanto acima quanto abaixo dos verificados por este estudo1,5,20,30,35.

Esta pesquisa encontrou a inserção gengival em 31% dos casos no arco inferior (Tabela 2). Esse achado difere dos encontrados por outros autores, existindo também uma grande divergência entre eles, sendo que PLACEK et al.35 (1974) encontraram um baixo percentual e FERELLE20 (1984), um percentual alto, enquanto que BERGESE5 (1966), LEITE NETO et al.30 (1975) e ADDY et al.1 (1987) acharam resultados intermediários. Esse fato poderia ser explicado possivelmente pela diferença de critérios utilizados pelos autores.

A inserção papilar não foi encontrada no frênulo labial inferior. Esse resultado é semelhante ao encontrado por ADDY et al.1 (1987), que também não acharam inserção nessa posição, porém, é bem próximo aos dos trabalhos de BERGESE5 (1966), PLACEK et al.35 (1974) e FERELLE20 (1984) e distante do encontrado por LEITE NETO et al.30 (1975).

Da mesma forma que a inserção papilar, não foi encontrado nenhum representante da inserção penetrante na papila no arco inferior. Esses achados são corroborados por BERGESE5 (1966), LEITE NETO et al.30 (1975), FERELLE20 (1984) e ADDY et al.1 (1987). A ocorrência de inserção nesse local só foi verificada por PLACEK et al.35 (1974).

Conforme os resultados da relação entre a morfologia e o local de inserção, apresentados nas Tabelas 1 e 2, verificamos que ocorre uma igual distribuição percentual dos tipos anatômicos nos diversos locais de inserção, assim como o inverso é verdadeiro, ou seja, em um determinado local de inserção, encontramos a mesma distribuição percentual dos diferentes tipos anatômicos. Isso indica que o tipo morfológico não influencia o local da inserção do frênulo labial, com exceção do frênulo teto-labial persistente, no qual a inserção é sempre penetrante na papila.

Através da análise dos resultados das Tabelas 3 e 4, verifica-se que é grande a variação da altura da inserção do frênulo, sendo que, comparando-se as duas tabelas, observa-se que a distância entre a papila interdental e o frênulo labial varia mais no arco superior do que no inferior. Um outro fato a ser destacado é que o frênulo labial inferior parece se inserir a uma distância maior da papila interdental que o frênulo labial superior; enquanto 98% dos frênulos inferiores se inserem a mais de 4,0 mm da papila, apenas 74% dos frênulos superiores o fazem.

Na literatura, somente se encontra referência à distância entre a papila e o frênulo labial superior; no entanto, isso são dados provindos de observações clínicas, sem comprovação científica2,10,15. Eles também correspondem aos achados deste estudo (Tabela 5), pois afirmam que o frênulo se insere entre 4,0 e 5,0 mm da gengiva marginal.

Analisando-se os Gráficos 1 e 2, que contêm as médias dos índices de higiene bucal e gengival nos diferentes períodos de avaliação, percebe-se que, na maioria dos períodos, houve queda nos dois índices a partir do momento inicial. Isso demonstra que a motivação repetida leva a resultados cumulativos, o que corresponde às observações de DE MICHELI14 (1984), SABA-CHUJFI39 (1986), DUARTE18 (1987) e COUTO11 (1993).

A queda nos índices é significante para o índice gengival entre o período inicial e o primeiro período e, para o índice de placa, entre o período inicial e o segundo período nos dois arcos. Um outro fato a ser enfatizado é o retorno, no período final, que corresponde ao controle, à condição encontrada no período inicial, o que significa que, mesmo obtendo-se uma condição de higiene favorável através do reforço da instrução do controle de placa, este também deve ser periódico, devido à volta à condição inicial com o passar do tempo, o que está em concordância com BARRICKMAN; PENHALL4 (1973).

A análise estatística dos resultados dos índices de placa e gengival demonstra claramente que o frênulo labial não exerce influência no controle mecânico da placa bacteriana, uma vez que, seja qual for o parâmetro estudado — morfologia, local de inserção ou distância da papila interdental-frênulo labial —, foi possível um controle semelhante em todo o grupo estudado.

Isso está em discordância com a literatura específica periodontal, que revela uma concordância consistente de opiniões, responsabilizando o frênulo labial pela interferência na eficiência da higiene bucal. No entanto, muitas dessas afirmações manifestam mais uma opinião pessoal do que uma comprovação científica7,8,9,19,22,23,33,37,41. Quando se tenta correlacionar as duas variáveis, não se chega a resultados comprobatórios das afirmativas da maioria dos autores, segundo as quais, quando a localização da inserção do frênulo labial fosse próxima à gengiva marginal, interferiria diretamente na eficiência da escovação dentária.

A inserção na gengiva marginal ou próxima a ela é apontada como causadora de retração gengival, principalmente no arco inferior; no entanto, o envolvimento do frênulo, em muitos casos, ocorre tardiamente, além de outros fatores predisponentes encontrados com freqüência nessa área, como posição proeminente dos dentes no arco9,36 e ausência de gengiva inserida9, além de vestíbulo raso, que dificulta a higiene1.

Diversos autores3,7,22 apontam que a existência de um frênulo que tracione a gengiva marginal pode causar muitos transtornos; no entanto, POWELL; MCENIERY36 (1982) afirmam que a posição do frênulo pode meramente acelerar o processo ou, como afirma BRESSMAN6 (1973), "o frênulo pode agravar ou potencializar a desorganização periodontal adicional quando a doença periodontal está presente".

Nessa direção, PLACEK et al.35 (1974) estudaram a correlação entre a condição da papila gengival e a posição de inserção do frênulo labial e constataram que a influência do frênulo só se faz em algumas pessoas e com maior intensidade no arco inferior do que no superior, sendo que, no arco superior, essa influência é maior com o frênulo inserindo-se na papila gengival, enquanto que, no inferior, ela se faz tanto com a inserção papilar, quanto com a gengival.

Os resultados de ADDY et al.1 (1987) demonstram que a influência do frênulo depende muito da arcada dentária considerada, sendo que a posição do frênulo labial superior é relativamente sem importância para o acúmulo de placa e sangramento. Alguns dados sugerem que a inserção do frênulo labial inferior que invade a gengiva marginal afeta a retenção da placa e a prevalência da gengivite; contudo, apesar de estatisticamente significante, em termos clínicos para placa e sangramento, foram pequenas as diferenças.

LEITE NETO et al.30 (1975) não encontraram correlação estatisticamente significante entre a altura do frênulo labial inferior e a eficiência da higiene bucal, o que corrobora os achados desta pesquisa. Esse resultado pode, contudo, ser questionado pelo uso de todos os dentes anteriores para calcular o índice de higiene bucal, diluindo, assim, a influência do frênulo, já que esta é mais acentuada nos incisivos centrais.

Concentradas as atenções desta pesquisa na relação causa e efeito, nota-se que, diferentemente de observações estáticas, foram realizadas motivações supervisionadas. Assim sendo, pode-se verificar que, independentemente da posição de inserção do frênulo, é possível se obter o controle adequado da placa bacteriana, conseguindo-se, então, um índice de gengivite compatível com normalidade clínica. Esse aspecto encontra respaldo em uma afirmativa de RAMFJORD; ASH37 (1991), os quais opinam que "o que se deve levar em consideração não é a posição do frênulo e, sim, a possibilidade de o indivíduo manter boa condição de higiene bucal".

Embora não tenha sido a meta principal desta pesquisa, já que a amostragem era uniforme quanto aos índices estudados, ou seja, possuía, na média, índice gengival e de placa compatíveis com normalidade clínica24,32, deduz-se que não houve influência dos frênulos no padrão de higiene bucal preconizado durante o período experimental.

Seria conveniente que se fizesse nova pesquisa com maior amostragem, a fim de melhor se deduzir especificamente a respeito da higiene bucal em relação aos freios com inserção papilar e penetrante na papila.

CONCLUSÕES

Analisando os resultados encontrados na amostra e nas condições deste trabalho, parece lícito concluir que:

1. Morfologicamente, a prevalência dos diferentes tipos de frênulo labial superior é a seguinte: frênulo simples, 69%; frênulo simples com apêndice, 10%; frênulo simples com nódulo, 15%; frênulo com nicho, 3%; frênulo teto-labial persistente, 1%; frênulo bífido, 1%, e frênulo com duas ou mais variações ou anormalidades, 1%.

2. Morfologicamente, a prevalência dos diferentes tipos de frênulo labial inferior é a seguinte: frênulo simples, 97%; frênulo simples com nódulo, 2%; frênulo duplo, 1%.

3. Os tipos de inserção encontrados no frênulo labial superior são: inserção penetrante na papila, 1%; inserção papilar, 7%; inserção gengival, 77%; inserção em mucosa, 15%.

4. Os tipos de inserção encontrados no frênulo labial inferior são: inserção gengival, 31%; inserção em mucosa, 69%.

5. Não existe correlação entre a morfologia do frênulo e o local de inserção.

6. A altura média da inserção do frênulo labial superior é de 4,4 mm e do frênulo labial inferior, de 5,6 mm, com maior variabilidade no primeiro.

7.Foi possível, no período experimental, manter um controle de placa bacteriana compatível com a normalidade clínica gengival.

RULI, L. P. et al. Superior and inferior labial frenulum: clinical study of morphology, position of attachment, and influence on oral hygiene. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 11, n. 3, p. 195-205, jul./set. 1997.

A study was carried out to evaluate morphology and position of attachment of the superior and inferior labial frenulum. One hundred patients were evaluated. In this sample, the simple labial frenulum was the most prevalent. Superior frenulum insertion was most frequently found in the attached gingiva, while insertion of the lower frenulum was predominantly located in the alveolar mucosa. The mean distance from the frenulum attachment to the gingival margin was 4.4 mm for the superior frenulum, and 5.6 mm for the inferior labial frenulum.

UNITERMS: Labial frenum * localization; Labial frenum * morphology; Oral hygiene.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. ADDY, M. et al. A study of the association of fraenal attachment, lip coverage, and vestibular depth with plaque and gingivitis. J Periodontol, v. 58, n. 11, p. 752-757, Nov. 1987.

2. ANGLE, H. E. Malocclusion of the teeth. 7. ed. Philadelphia : S. S. White, 1907.

3. BAER, P. N.; BENJAMIN, S. D. Enfermedad periodontal en niños y adolescentes. Buenos Aires : Mundi, 1975. p. 94-105.

4. BARRICKMAN, R. W.; PENHALL, O. J. Graphing index reduces plaque. J Am Dent Assoc, v. 87, n. 7, p. 1404-1408, Dec. 1973.

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Recebido para publicação em 08/04/96

Aceito para publicação em 26/02/97

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  • e
    do fio dntário
    II I Oral B 30 - Gillette do Amazonas S.A II Oral B - Gillette do Amazonas S.A.
    , esse material foi fornecido ao paciente.
  • *
    Resumo da Tese apresentada para a obtenção do título de Mestre, área de concentração em Periodontia, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.
    **
    Mestra em Periodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.
    ***
    Professor Associado da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.

    ****

    Professor Titular de Periodontia da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP.
    †
    Professora Assistente da Disciplina de Bioestatística da Faculdade de Odontologia, "Campus" de Araçatuba - UNESP.
  • Iedo fio dntárioII, esse material foi fornecido ao paciente. Oral B 30 - Gillette do Amazonas S.A
    II Oral B - Gillette do Amazonas S.A.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    11 Mar 1999
  • Data do Fascículo
    Jul 1997

Histórico

  • Aceito
    26 Fev 1997
  • Recebido
    08 Abr 1996
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