Aleitamento materno e perfil antropométrico de crianças com doença falciforme acompanhadas em serviço de referência em triagem neonatal

Zeni Drubi Nogueira Ney Boa-Sorte Maria Efigênia de Queiroz Leite Márcia Miyuki Kiya Tatiana Amorim Silvana Fahel da Fonseca Sobre os autores

OBJETIVO:

Descrever a história de aleitamento materno (AM) e estado antropométrico de crianças com doença falciforme (DF).

MÉTODOS:

Estudo transversal com 357 crianças com hemoglobinopatias SS e SC de dois e seis anos, acompanhadas regularmente num Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) entre novembro de 2007 e janeiro de 2009. O desfecho correspondeu ao estado antropométrico e as exposições foram: padrão do AM, tipo de hemoglobinopatia, faixa etária e sexo da criança.

RESULTADOS:

A média (DP) de idade observada foi de 3,7 (1,1) anos, 52,9% meninos e 53,5% com hemoglobinopatia SS. A prevalência de aleitamento materno exclusivo (AME) até o sexto mês foi de 31,5%, a mediana (p25-p75) do tempo de AME foi de 90 (24-180) dias e a mediana (p25-p75) da idade de desmame foi de 360 (90-720) dias. Crianças eutróficas em relação ao P/A tiveram o tempo de AME, em média, quase quatro vezes maior do que os desnutridos (p < 0,01), bem como foram desmamadas mais tarde (p < 0,05). O déficit de altura foi encontrado em 5% das crianças e todas as crianças com baixa estatura grave tinham hemoglobinopatia SS e mais de quatro anos.

CONCLUSÕES:

O tempo de AME e a idade de desmame foram superiores aos encontrados na literatura, possível efeito do acompanhamento multidisciplinar. A duração do AME e a idade mais tardia de desmame foram associadas a melhores indicadores antropométricos.

Aleitamento materno; Estado nutricional; Anemia falciforme; Doença da hemoglobina SC; Triagem neonatal


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