QUALIDADE DE VIDA DE MÃES DE CRIANÇAS COM SÍNDROME CONGÊNITA AFETADAS PELO ZIKA VÍRUS

Paulo Rogério Lobão de Araújo Costa Francisca Bruna Arruda Aragão Jacira do Nascimento Serra Marcelo Sousa Andrade Andréa Dias Reis Maria do Desterro Soares Brandão Nascimento Sobre os autores

RESUMO

Objetivo:

Investigar a percepção da qualidade de vida das mães de crianças portadoras de síndrome congênita (microcefalia) associada ao Zika vírus.

Métodos:

Trata-se de um estudo qualitativo realizado em duas etapas. A primeira foi conduzida no Hospital Universitário Materno-Infantil e a segunda na Casa de Apoio Ninar, por meio de entrevista semiestruturada com mães de crianças que apresentam a síndrome congênita associada ao Zika vírus. A amostra foi composta por 10 mulheres.

Resultados:

Em consonância com a análise crítica do discurso, segundo os pressupostos de Fairclough, de 2008, quatro categorias emergiram: Qualidade de Vida e Saúde - a percepção da qualidade de vida está vinculada ao significado amplo do termo saúde; Redes de Qualidade de Vida e Atenção à Saúde - caracterizadas por precariedade e fragmentação do cuidado; Qualidade de Vida e Tempo Livre - falta de tempo livre para realizar atividades da vida diária e lazer; Qualidade de Vida e Perspectivas Futuras - foi abordada a falta de perspectiva futura, uma vez que a maioria das participantes teve que parar de trabalhar e estudar para cuidar dos filhos.

Conclusões:

Mães de crianças com síndrome congênita associada ao vírus Zika são totalmente dedicadas ao cuidado de seus filhos. A falta de perspectivas para o futuro foi considerada em decorrência da falta de tempo para lazer e atividade da vida diária.

Palavras-chave:
Qualidade de vida; Microcefalia; Zika vírus

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