Objetivo: Identificar os fatores associados à neofobia alimentar em crianças por meio de uma revisão sistemática.
Fontes de dados: Esta pesquisa foi baseada nas recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e Scientific Electronic Library Online (SciELO), com a conjugação dos descritores em saúde em português e inglês: (“Food Neophobia” OR “Feeding Behavior” OR “Food Preferences” OR “Food Selectivity”) AND Child, no período de 2000 a 2019. Foram incluídos os estudos que avaliaram os fatores associados à neofobia alimentar em crianças. A qualidade dos estudos foi mensurada por meio da ferramenta Effective Public Health Practice Project: Quality Assessment Tool for Quantitative Studies (QATQS).
Síntese dos dados: Dezenove trabalhos foram incluídos na revisão sistemática. A prevalência da neofobia alimentar variou de 12,8 a 100%. Os estudos utilizaram três diferentes escalas a fim de medir o nível de neofobia alimentar. Os principais fatores associados a esse quadro foram: influência parental nos hábitos alimentares da criança, preferência inata das crianças por sabores doces e salgados, influência do aspecto sensorial do alimento, pressão dos pais para a criança comer, falta de encorajamento e/ou afetividade dos pais no momento das refeições, ansiedade na infância, dietas pouco variadas e com baixa qualidade nutricional.
Conclusões: Os fatores associados à neofobia alimentar permeiam diversos âmbitos da vida da criança, assim, o acompanhamento interprofissional torna-se essencial no processo de intervenção.
Palavras-chave:
Neofobia alimentar; Comportamento alimentar; Preferências alimentares; Crianças; Revisão sistemática
Thumbnail
Thumbnail

