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Rate of reversion of hepatosplenic schistosomiasis after specific therapy

Foram tratados com oxamniquine 70 esquistossomóticos, com a forma hepatosplênica. Os pacientes permaneceram na área endêmica e foram avaliados clinicamente antes, 6, 18, e 24 meses após o tratamento. Durante este período a transmissão foi interrompida na área. Após o tratamento específico ocorreu melhora clínica em 49(70%) pacientes, traduzida por diminuição nas visceromegalias e reversão do fígado nodular. Houve reversão da forma hepatosplênica em 28(40%) e do fígado nodular em 26(47.3%) após 24 meses. A reversão da forma hepatosplênica já havia ocorrido após seis meses em 12(21%) pacientes e a do fígado nodular em 4(8.5%). Em geral a regressão da hepatosplenomegalia ocorre mais precocemente do que a do fígado nodular. Ela foi observada em alguns pacientes com história de tratamento específico anterior. Interessante assinalar que a reversão da forma hepatosplênica ocorreu também em indivíduos com idade avançada e que em quatro deles esta forma clínica já estava instalada há pelo menos 20 anos. Portanto devem existir outros fatores regulando a reversibilidade desta forma clínica, independentemente do seu tempo de evolução. Nossos resultados reforçam o conceito de que nos pacientes com hipertensão porta esquistossomótica que não tiveram hemorragias digestivas, o tratamento específico deve preceder qualquer indicação cirúrgica em pelo menos 18 meses, mesmo em doentes que referem já tê-lo feito antes.

Esquistossomose; Tratamento; Oxamniquine; Reversão da forma hepatosplênica


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