Prevalência da infecção pelo vírus da hepatite A: o exemplo paradoxal de comunidades isoladas na região Amazônica Ocidental Brasileira

Wornei Silva Miranda Braga Fabiane Giovanella Borges Gildo Maia Barros Júnior Ana Cristina de Souza Martinho Ivo Seixas Rodrigues Eliete Pereira de Azevedo Gustavo Henrique Nolasco Grimmer Davis Manoel Bezerra de Queiroz Simone Helena Derzi dos Santos Thiago Vitoriano Barbosa Márcia da Costa Castilho Sobre os autores

Este estudo avaliou a prevalência de infecção pelo vírus da hepatite A na área rural de Lábrea, Amazônia Ocidental Brasileira. Comunidades e domicílios foram selecionados aleatoriamente. Amostras de soro foram analisadas pelo método imunoenzimático para os anticorpos totais contra o vírus da hepatite A. O estudo incluiu 1.499 indivíduos. A prevalência do anti-HAV foi 74,6% (IC 95% 72,3 a 76,8). Análise univariada mostrou associação com idade (qui-quadrado de tendência linear = 496,003, p<0,001), presença de sanitário fora do domicílio (p<0,001), passado de hepatite (p<0,001) e história familiar de hepatite (p=0,05). Depois de controlado por idade, a infecção pelo VHA mostrou também associação com o número de pessoas na família (p=0,03). A prevalência global mostra taxas elevadas, entretanto não mais do que 60% dos menores de 10 anos, já são infectados, e prevalências elevadas são detectadas em coortes de mais idade, mostrando paradoxalmente uma definição de região de endemicidade intermediária, mesmo nas condições de pobreza encontradas.

Vírus da hepatite A; Epidemiologia; Prevalência; Região amazônica; Brasil


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