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Baixa frequência de efeitos colaterais após administração acidental da vacina contra febre amarela em dose 25 vezes concentrada

Em agosto/1999, em conseqüência de engano na etapa de diluição, um grupo de 14 funcionários de um hospital privado de Contagem -- Minas Gerais, Brasil, foi imunizado com uma dose 25 vezes mais concentrada do que a recomendada da vacina 17-DD contra febre amarela (Biomanguinhos). Todos o pacientes foram acompanhados através de exames clínicos e laboratoriais nos dias 5, 13 e 35 após a imunização. A freqüência de efeitos colaterais e as manifestações clínicas e laboratoriais não diferiram das observadas em indivíduos imunizados com doses convencionais da vacina. Ao tempo da segunda e terceira avaliações, nenhum dos pacientes relatava sintomas e nenhum deles apresentou anormalidades ao exame físico. Apenas um paciente apresentou alteração laboratorial, sendo observada plaquetopenia no momento da primeira e da segunda avaliação, que retornou aos valores normais ao terceiro exame. À primeira avaliação, seis pacientes apresentavam resposta imune ao teste de redução de neutralização em placa. Em cinco pacientes, o título foi 10 vezes maior do que o valor de corte de 2.36 Log10 mUI/ml. As amostras de sangue colhidas aos tempos 2 e 3 (13 e 35 dias) demonstraram que quase todos os indivíduos responderam à vacinação, com a exceção de um que não apresentou positividade em nenhum dos tempos de avaliação. Este episódio confirma a segurança da vacina 17-DD contra febre amarela.

Febre amarela; Vacinação; efeitos adversos


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