Desigualdades na autoavaliação da saúde bucal em adultos

Desigualdades en la autoevaluación de la salud bucal en adultos

Carla Antoni Luchi Karen Glazer Peres João Luiz Bastos Marco Aurélio Peres Sobre os autores

OBJETIVO

Analisar a associação entre autoavaliação da saúde bucal em adultos e desigualdades sociodemográficas.

MÉTODOS

Estudo transversal com 2.016 adultos de 20 a 59 anos de idade, de Florianópolis, SC, em 2009. A amostra foi obtida por duplo estágio (setores censitários e domicílios). Os dados foram coletados por entrevistas domiciliares face a face. O desfecho foi autoavaliação da saúde bucal. As variáveis exploratórias foram caracterizadas em blocos demográficos, socioeconômicos, de utilização de serviços e de condições bucais autorreferidas. Foi realizada análise de regressão multivariável de Poisson e estimadas as razões de prevalências e respectivos intervalos de 95% de confiança.

RESULTADOS

A prevalência de autoavaliação negativa da saúde bucal foi de 33,2% (IC95% 29,8;36,6). Idade avançada, referir-se como pardo, possuir menor escolaridade, ter consultado o dentista há três anos ou mais, ter realizado a última consulta em consultório público, possuir menos de dez dentes naturais presentes em pelo menos um arco, perceber necessidade de tratamento odontológico, apresentar sensação de boca seca e dificuldade de alimentação em virtude dos dentes foram associados à autoavaliação negativa da saúde bucal na análise ajustada.

CONCLUSÕES

A autoavaliação da saúde bucal reflete as desigualdades em saúde e está relacionada às piores condições socioeconômicas, menor uso de serviços de saúde e pior condição bucal autorreferida.

Adulto; Autoavaliação Diagnóstica; Saúde Bucal; Desigualdades em Saúde; Inquéritos de Saúde Bucal; Estudos Transversais


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