Fatores associados à baixa adesão ao tratamento farmacológico de doenças crônicas no Brasil

Noemia Urruth Leão Tavares Andréa Dâmaso Bertoldi Sotero Serrate Mengue Paulo Sergio Dourado Arrais Vera Lucia Luiza Maria Auxiliadora Oliveira Luiz Roberto Ramos Mareni Rocha Farias Tatiane da Silva Dal Pizzol Sobre os autores

RESUMO

OBJETIVO

Analisar fatores associados à baixa adesão ao tratamento farmacológico de doenças crônicas no Brasil.

MÉTODOS

Análise de dados oriundos da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM), inquérito domiciliar de base populacional, de delineamento transversal, baseado em amostra probabilística da população brasileira. Analisou-se a associação entre baixa adesão ao tratamento medicamentoso mensurado pelo Brief Medication Questionnaire e fatores demográficos, socioeconômicos, de saúde, assistência e prescrição. Foi utilizado modelo de regressão de Poisson para estimar as razões de prevalência brutas e ajustadas, os respectivos intervalos de 95% de confiança (IC95%) e p-valor (teste de Wald).

RESULTADOS

A prevalência de baixa adesão ao tratamento farmacológico de doenças crônicas foi de 30,8% (IC95% 28,8–33,0). As maiores prevalências de baixa adesão estiveram associadas a indivíduos: adultos jovens; que nunca estudaram; residentes na região Nordeste e Centro-Oeste do País; que tiveram que pagar parte do tratamento; com pior autopercepção da saúde; com três ou mais doenças; que referiam limitação causada por uma das doenças crônicas; e que faziam uso de cinco medicamentos ou mais.

CONCLUSÕES

A baixa adesão ao tratamento medicamentoso para doenças crônicas no Brasil é relevante e as diferenças regionais, demográficas e aquelas relacionadas à atenção à saúde do paciente e ao regime terapêutico requerem ações coordenadas entre profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e formuladores de políticas para o seu enfrentamento.

Pacientes Desistentes do Tratamento; Adesão à Medicação; Medicamentos de Uso Contínuo; Doenças Crônicas; Acesso aos Serviços de Saúde; Fatores Socioeconômicos; Inquéritos Epidemiológicos

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