Fontes protéicas e atividade de enzimas digestivas em jundiás (Rhamdia quelen)

As enzimas digestivas influenciam a utilização dos alimentos em peixes, e seu conhecimento é importante para otimizar a formulação de dietas. Este trabalho descreve a atividade de enzimas digestivas em juvenis de jundiá alimentados com fontes protéicas. Os peixes foram alimentados com seis dietas (90 dias): MBY (farinha de carne e ossos + levedura de cana), SY (farelo de soja + levedura de cana), S (farelo de soja), MBS (farinha de carne e ossos + farelo de soja), FY (farinha de peixe + levedura de cana) e FS (farinha de peixe + farelo de soja). A cada 30 dias, foram analisadas as enzimas digestivas (tripsina, quimiotripsina e amilase) no intestino. No estômago, foi mensurada a protease ácida. Foram estimados os índices digestivo e hepato-somático, quociente intestinal, comprimento do trato digestório e ganho em peso. As atividades de tripsina e quimiotripsina foram maiores (p < 0,0001) nos peixes alimentados com as dietas com fontes de origem animal (MBY, MBS, FY e FS). As proteases alcalinas foram afetadas negativamente pelo farelo de soja nas dietas. A atividade de amilase apresentou grandes variações. Os peixes alimentados com as dietas MBY e MBS apresentaram maior atividade de protease ácida (p < 0,0001). Os ganhos em peso foram maiores nos peixes alimentados com as dietas MBS e FS (p < 0,05). Os maiores valores (p < 0,05) de comprimento do trato digestório foram verificados nos peixes alimentados com as dietas MBS e FY. A composição da dieta influencia na atividade de enzimas digestivas do jundiá.

digestão; nutrição; farelo de soja; farinha de carne e ossos; farinha de peixe


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