Estabilidade oxidativa de biodiesel de ésteres etílicos de ácidos graxos de soja

Biodiesel consiste em ésteres de ácidos graxos de cadeia longa, proveniente de fontes renováveis como óleos vegetais, e sua utilização está associada à substituição do diesel em motores. Dependendo da matéria-prima, o biodiesel pode conter mais ou menos ácidos graxos insaturados em sua composição, que são suscetíveis a reações de oxidação aceleradas pela exposição ao oxigênio e altas temperaturas, podendo resultar em compostos poliméricos prejudiciais ao motor. O objetivo deste trabalho foi avaliar a estabilidade oxidativa do biodiesel obtido pela etanólise dos óleos de soja neutro, refinado, usado em fritura, e óleo parcialmente hidrogenado usado em fritura. A avaliação foi feita através do equipamento Rancimat®, nas temperaturas de 100 e 105ºC, com fluxo de ar de 20 L h-1. A composição em ácidos graxos foi determinada por CG e o índice de iodo calculado. Embora os óleos de soja neutro, refinado e usado em fritura apresentassem índices de iodo próximos, a estabilidade oxidativa do biodiesel comportou-se de maneira distinta. O biodiesel de óleo neutro apresentou maior estabilidade, seguido pelo refinado e usado em fritura. Por conter antioxidantes naturais em sua composição, o óleo neutro de soja proporcionou uma estabilidade oxidativa maior ao biodiesel produzido. O proveniente de óleo refinado - que pelo processo de desodorização perde parte destes antioxidantes - apresentou menor estabilidade. O processo térmico degrada os antioxidantes, resultando em menor estabilidade ao biodiesel de óleo de fritura, ocorrendo o mesmo com o biodiesel de óleo hidrogenado usado em fritura, embora este apresentasse índice de iodo inferior aos demais.

Rancimat®; transesterificação; oxidação


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