ÉPOCA DE CORTE, PRODUÇÃO, COMPOSIÇÃO QUÍMICO-BROMATOLÓGICA E DIGESTIBILIDADE DA MATÉRIA SECA DA GRAMA-ESTRELA FLORICO

AGE AT CUTTING, YIELD, CHEMICAL COMPOSITION AND DRY MATTER DIGESTIBILITY OF FLORICO STARGRASS

Flávio Geraldo Ferreira Castro Cláudio Maluf Haddad Andrea Campmany Vieira João Maurício Bueno Vendramini Osvaldo Ruben Peralta Heisecke Sobre os autores

Resumos

Com objetivo de avaliar a produção de matéria seca da grama-estrela "Florico" estudou-se a composição químico-bromatológica, a variação no conteúdo de macro e micronutrientes e a extração destes minerais em função da idade da planta no corte. O delineamento estatístico adotado foi o de blocos completos casualizados, com seis tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos constaram de seis idades de corte, com intervalo de 10 dias entre cada corte, sendo que o primeiro corte foi realizado 20 dias após o rebaixamento. Os dados, todos analisados a um nível de probabilidade P < 0,05, mostraram que a produção de matéria seca aumentou de forma quadrática entre 20 e 70 dias de crescimento, enquanto o teor de matéria seca sofreu acréscimo cúbico. A digestibilidade verdadeira "in vitro" da matéria seca e o teor de proteína bruta decresceram quadraticamente com o aumento da idade. Inversamente, os teores de fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido aumentaram de forma quadrática. As concentrações dos macronutrientes potássio, cálcio, magnésio e enxofre sofreram decréscimo linear, enquanto os teores de nitrogênio e fósforo diminuíram de forma quadrática. A concentração de cobre não sofreu efeito da idade. Já a concentração de boro decresceu cubicamente. As concentrações de ferro e zinco decresceram de forma quadrática, enquanto a concentração de manganês diminuiu linearmente. Em termos de composição química e digestibilidade, a `Florico' mostrou-se adequada até por volta de 35 dias de crescimento, com exceção dos teores de zinco e cobre, entretanto estes parâmetros de valor nutritivo apresentaram valores razoáveis mesmo em idade de corte avançada, o que permite o aproveitamento desta forrageira na forma de pastejo diferido.

Composição química; idade de corte; Cynodon, pastagem


The objective of this study was to evaluate dry matter production, chemical composition, variation in macro and micro mineral content and mineral uptake by `Florico' stargrass, as related to plant age at cutting. The experiment was a randomized complete block design with six treatments replicated four times. Treatments consisted of six cutting periods every 10 days, with the first cut 20 days after staging. Data, analysed at a probability level of P < 0.05, showed that dry matter production incresed quadratically between 20 and 70 days of regrowth, whereas dry matter concentration increased cubically . True "in vitro" dry matter digestibility and crude protein concentration decresead quadratically with increasing age. Conversely, neutral detergent fiber and acid detergent fiber concentrations increased quadratically. Concentrations of the macroelements potassium, calcium, magnesium, and sulfur decresead linearly, whereas nitrogen and phosphorus concentrations decreased quadratically. Copper concentration was not affected by age, but boron concentration declined cubically. Concentrations of iron and zinc decreased quadratically, whereas manganese decreased linearly. Chemical composition and digestibility were considered adequate up to 35 days after cutting, except for zinc and cooper concentrations. With advanced maturity, the nutritive value parameters remained at reasonable high levels, turning make stargrass an option for stockpiled forage.

chemical composition; cutting age; Cynodon; pasture


ÉPOCA DE CORTE, PRODUÇÃO, COMPOSIÇÃO QUÍMICO-BROMATOLÓGICA E DIGESTIBILIDADE DA MATÉRIA SECA DA GRAMA-ESTRELA FLORICO1 1 Parte da Dissertação do primeiro autor.

Flávio Geraldo Ferreira Castro2,6,*; Cláudio Maluf Haddad3; Andrea Campmany Vieira4,6; João Maurício Bueno Vendramini5,7; Osvaldo Ruben Peralta Heisecke5,7

2Pós-Graduando em "Ciência Animal e Pastagens"-ESALQ/USP.

3Depto. de Zootecnia-ESALQ/USP, C.P. 9, CEP: 13418-900 - Piracicaba, SP.

4Pós-Graduanda em "Ciência Animal e Pastagens"-ESALQ/USP.

5Pós-Graduando em "Ciência Animal e Pastagens"-ESALQ/USP.

6Bolsista CNPq.

7Bolsista CAPES.

* e-mail: fgfcastr@carpa.ciagri.usp.br

RESUMO: Com objetivo de avaliar a produção de matéria seca da grama-estrela "Florico" estudou-se a composição químico-bromatológica, a variação no conteúdo de macro e micronutrientes e a extração destes minerais em função da idade da planta no corte. O delineamento estatístico adotado foi o de blocos completos casualizados, com seis tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos constaram de seis idades de corte, com intervalo de 10 dias entre cada corte, sendo que o primeiro corte foi realizado 20 dias após o rebaixamento. Os dados, todos analisados a um nível de probabilidade P < 0,05, mostraram que a produção de matéria seca aumentou de forma quadrática entre 20 e 70 dias de crescimento, enquanto o teor de matéria seca sofreu acréscimo cúbico. A digestibilidade verdadeira "in vitro" da matéria seca e o teor de proteína bruta decresceram quadraticamente com o aumento da idade. Inversamente, os teores de fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido aumentaram de forma quadrática. As concentrações dos macronutrientes potássio, cálcio, magnésio e enxofre sofreram decréscimo linear, enquanto os teores de nitrogênio e fósforo diminuíram de forma quadrática. A concentração de cobre não sofreu efeito da idade. Já a concentração de boro decresceu cubicamente. As concentrações de ferro e zinco decresceram de forma quadrática, enquanto a concentração de manganês diminuiu linearmente. Em termos de composição química e digestibilidade, a `Florico' mostrou-se adequada até por volta de 35 dias de crescimento, com exceção dos teores de zinco e cobre, entretanto estes parâmetros de valor nutritivo apresentaram valores razoáveis mesmo em idade de corte avançada, o que permite o aproveitamento desta forrageira na forma de pastejo diferido.

Palavras-chave: Composição química, idade de corte, Cynodon, pastagem

AGE AT CUTTING, YIELD, CHEMICAL COMPOSITION AND DRY MATTER DIGESTIBILITY OF FLORICO STARGRASS

ABSTRACT: The objective of this study was to evaluate dry matter production, chemical composition, variation in macro and micro mineral content and mineral uptake by `Florico' stargrass, as related to plant age at cutting. The experiment was a randomized complete block design with six treatments replicated four times. Treatments consisted of six cutting periods every 10 days, with the first cut 20 days after staging. Data, analysed at a probability level of P < 0.05, showed that dry matter production incresed quadratically between 20 and 70 days of regrowth, whereas dry matter concentration increased cubically . True "in vitro" dry matter digestibility and crude protein concentration decresead quadratically with increasing age. Conversely, neutral detergent fiber and acid detergent fiber concentrations increased quadratically. Concentrations of the macroelements potassium, calcium, magnesium, and sulfur decresead linearly, whereas nitrogen and phosphorus concentrations decreased quadratically. Copper concentration was not affected by age, but boron concentration declined cubically. Concentrations of iron and zinc decreased quadratically, whereas manganese decreased linearly. Chemical composition and digestibility were considered adequate up to 35 days after cutting, except for zinc and cooper concentrations. With advanced maturity, the nutritive value parameters remained at reasonable high levels, turning make stargrass an option for stockpiled forage.

Key words: chemical composition, cutting age, Cynodon, pasture

INTRODUÇÃO

A pecuária brasileira caracteriza-se como uma atividade extensiva e extrativista de baixos índices produtivos. O rebanho bovino nacional é mantido, na sua maioria, em pastagens implantadas em solos de baixa fertilidade, sujeitas a estacionalidade climática com reflexos na qualidade e quantidade da forragem produzida, que, utilizadas de forma inadequada e sem fertilização, culmina com a degradação das mesmas. Estima-se que no Brasil Central, aproximadamente 30 milhões de hectares de pastagens estejam degradados ou em processo de degradação, contribuindo para uma lotação média anual de 0,5 UA ha-1 e uma produção de carne de 19 kg ha-1 ano-1 (Cezar & Euclides Filho, 1996).

Por outro lado, quando se aplica alta tecnologia em pastagens cultivadas pretendendo alcançar maior produtividade é necessário trabalhar com espécies melhoradas, capazes de produzir forragem em quantidade e qualidade, proporcionando altas lotações e ganhos de peso por área. Neste sentido, a grama-estrela `Florico' tem-se destacado tanto em Porto Rico como na Flórida, com resultados de até 4,5 UA ha-1 ano-1, com ganhos de 1500 kg ha-1 ano-1 (Caro-Costas et al., 1976). Além disso, apresenta a vantagem de poder ser utilizada também para a produção de feno e silagem.

A qualidade dos alimentos é geralmente medida através de seu valor alimentar, o qual segundo Raymond (1969), divide-se em digestibilidade, consumo de matéria seca e eficiência de utilização da energia. Van Soest (1983), observou que eficiência energética e consumo apresentam maior variação entre animais e que o estabelecimento de valores alimentares para esses componentes é mais difícil que para digestibilidade. Dessa forma, a digestibilidade é comumente medida e utilizada como parâmetro de qualidade.

A qualidade das forragens pode ser influenciada por uma série de fatores; com a maturidade as plantas têm seu valor nutritivo diminuído, face ao aumento na lignificação e diminuição na proporção folha/haste (Van Soest, 1983), além do aumento na proporção de parede celular (Wilkins, 1969).

Van Soest (1994), postulou que importantes minerais, paralelamente à digestibilidade, declinam com o conteúdo celular e com a diminuição do tecido metabólico, em função da maturidade da planta. Essa tendência geral de queda nos teores de minerais com o aumento na idade das plantas foi sumarizada por Haag (1984).

De acordo com Van Soest (1994), a não ser que recebam suplementação alimentar, animais em pastejo retiram os nutrientes da forragem consumida; dessa maneira, as necessidades minerais das gramíneas são relevantes para seu próprio crescimento e para o suprimento dos requerimentos animais.

Muitos minerais não requeridos ou requeridos apenas em pequenas quantidades pelas plantas são necessários para os animais em maiores quantidades e, inversamente, as plantas têm maiores necessidades de alguns minerais que os animais. Estes diferentes requerimentos levam a situações em que as plantas crescem normalmente, mas a produção animal é limitada e, alternativamente, o crescimento vegetal é limitado pelos nutrientes do solo e a resposta animal, por sua vez, é restringida pela disponibilidade de forragem (Van Soest, 1994).

Os teores de minerais e sua disponibilidade nas plantas forrageiras variam devido a fatores como: disponibilidade do nutriente mineral trocável no solo, adubação, diferenças genéticas entre espécies e variedades, estação do ano e idade da planta (Gomide, 1976 e National Research Council - NRC, 1988; Van Soest, 1994).

De acordo com Mengel & Kirkby (1987), o principal agente de controle do teor de minerais das plantas é o seu potencial de absorção, geneticamente fixado e inerente a cada espécie, sendo o segundo agente a disponibilidade de nutrientes no meio.

Martin & Matocha (1973), afirmaram que a composição química de qualquer planta é o resultado da interação do suprimento de minerais e do crescimento da planta, sendo que todo fator que limite o crescimento, seja ele luz, umidade, temperatura, ou algum nutriente, pode levar ao acúmulo de outros nutrientes na planta.

A grama-estrela cv. `Florico' (Cynodon nlemfuensis Vanderyst var. nlemfuensis) foi lançada conjuntamente pela Florida Agricultural Experimental Station, Puerto Rico Agricultural Experiment Station, e pelo USDA-ARS, em julho de 1989 (Mislevy et al., 1989). A mesma foi selecionada, após 15 anos de pesquisa na Flórida e 25 anos de pesquisa em Porto Rico, devido sua maior digestibilidade e melhor persistência que a grama-estrela `Ona', e excelente média de ganho diário e capacidade de suporte (Mislevy et al., 1989).

A `Florico' é uma gramínea verde-escura, perene de estação quente, pubescente e de alta produtividade, adaptada a muitos solos tropicais). É importante destacar que responde bem a altos níveis de adubação e um programa adequado de fertilização deve ser seguido para obtenção da máxima resposta da cultivar (Mislevy et al., 1989).

De acordo com Brown & Mislevy (1989), quando adequada fertilização é aplicada e umidade está disponível, a `Florico' pode crescer rapidamente e produzir grandes quantidades de forragem num curto intervalo de tempo; entretanto o valor nutritivo decresce rapidamente com a maturidade da planta. Isto ocorre devido uma interação entre produção e qualidade. Em um estudo de corte, quando a colheita foi atrasada de 2 para 8 semanas de rebrota, a `Florico' cresceu rapidamente acumulando MS (0,89 para 5,74 Mg ha-1- megagrama por hectare). Já o conteúdo de proteína e a digestibilidade decresceram (29,6 para 7,4 decagrama por quilograma e 70 para 48,7 dag kg-1, respectivamente) com o alargamento do intervalo entre cortes. Segundo aqueles autores, para obtenção de forragem de adequado valor nutritivo, a `Florico' deve ser colhida após aproximadamente 5 semanas de rebrota e, se atrasar a colheita, haverá acúmulo de grande quantidade de material de baixo valor nutritivo.

Para explorar todo o potencial desta gramínea, visando elevados índices de produtividade animal, é preciso que se adotem as técnicas de manejo adequadas à espécie, e para isto torna-se necessário o conhecimento do potencial de produção e das variações em sua composição químico-bromatológica durante o seu ciclo de crescimento. A obtenção destes dados em nossas próprias condições é fundamental, pois a simples extrapolação de resultados obtidos em uma localidade para outras é um exercício perigoso que pode ter sérias conseqüências, sob o ponto de vista técnico e econômico.

O presente trabalho, teve como objetivo avaliar a produção de matéria seca e o comportamento dos conteúdos de proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA) e da digestibilidade verdadeira "in vitro" da matéria seca (DIVMS), assim como, também, estudar a variação da composição de macro e micronutrientes e a extração dos mesmos pela grama-estrela `Florico', em função da idade de corte.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido em uma área de 450 m2 (15 m x 30 m) pertencente ao Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"/Universidade de São Paulo, no município de Piracicaba, Estado de São Paulo, possuindo como coordenadas geográficas a latitude de 22° 42' 30" sul e longitude de 47° 38' 00" oeste e altitude de 546 metros (Ometto, 1989).

Conforme o sistema de Koppen, o clima da região de Piracicaba é classificado como Cwa, isto é mesotérmico úmido subtropical de inverno seco, onde a temperatura do mês mais frio é inferior a 18°C e a do mês mais quente ultrapassa os 22° (Brasil. Ministério da Agricultura. Serviço Nacional de Pesquisa Agronômica. Comissão de Solos, 1960). A precipitação anual (média de 71 anos) é de 1247 mm, com temperatura do ar mínima (média anual) de 14,3°C, temperatura máxima do ar (média anual) de 27,8°C e temperatura média do ar (média anual) de 21,1°C (Ometto, 1989).

Segundo levantamento realizado por Vidal-Torrado & Sparovek (1993), o solo da área experimental foi classificado como Terra Roxa Estruturada Latossólica Eutrófica, A moderado, textura argilosa/muito argilosa (Kandiudafic Eutrudot). Apresentando, segundo análise realizada, a seguinte composição química: pH = 5,8; matéria orgânica = 37 g dm-3; P = 89 mg dm-3; K+ = 7,6 mmolc dm-3; Ca2+ = 37 mmolc dm-3; Mg2+ = 17 mmolc dm-3; CTC = 84 mmolc dm-3; V = 74 %.

Em abril de 1996, aquela área foi plantada com grama-estrela cv. "Florico", sendo que em decorrência da alta fertilidade do solo utilizado não foi necessária adubação de plantio. No entanto, foram aplicados 60 kg de N e 60 kg de K2O, por hectare, sendo utilizada a fórmula NPK comercial 20-00-20, logo após um corte de rebaixamento realizado em novembro de 1996.

O delineamento estatístico adotado foi o de blocos completos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos consistiram de seis períodos de crescimento determinados através de cortes efetuados aos 20, 30, 40, 50, 60 e 70 dias após o corte de uniformização, totalizando vinte e quatro parcelas amostradas.

O período experimental teve início em janeiro de 1997, quando foi realizado um corte de rebaixamento a uma média de 3 cm do nível do solo e terminou em março do mesmo ano.

Para efetuar amostragem do material a ser analisado foi utilizado um quadrado com área de 1 m2 (1 m x 1 m), o qual foi arremessado aleatoriamente dentro de cada bloco. O material contido no interior do quadrado foi cortado rente ao solo, com o auxílio de uma tesoura inox. As áreas amostradas foram delimitadas com estacas de madeira e barbante, de modo a não serem amostradas novamente. Em cada área amostrada foi considerada uma bordadura de 50 cm.

Em seguida ao corte o material amostrado foi acondicionado em sacos plásticos vedados e imediatamente levado ao laboratório onde foi pesado, para determinação da produção de matéria verde. Logo após, foi submetido à lavagem com água de torneira, depois com água destilada e por último com água desmineralizada. Foi então, colocado em estufa de circulação forçada a 65°C por um período de 72 horas, ao fim do qual foi novamente pesado, para determinação da matéria seca. Após a secagem, o material foi moído em moinho tipo "Willey" com peneira 20 "mesh" e finalmente acondicionado em pequenos sacos plásticos.

A determinação da porcentagem de matéria seca à 100-105°C e proteína bruta (multiplicando-se o teor de N por 6,25), foram feitas segundo Association Official Analytical Chemists (1970). Para a análise da digestibilidade verdadeira "in vitro" da matéria seca foi utilizado o método de Tilley & Terry (1963), modificado por Tinnimit (1974). A fibra em detergente neutro e a fibra em detergente ácido foram analisadas segundo o método de Goering & Van Soest (1970).

Para as determinações das concentrações de macro e micronutrientes no tecido vegetal, foram utilizadas as metodologias descritas por Malavolta et al. (1989), com exceção do enxofre, que foi determinado segundo o método de análise indicado por Bataglia (1976).

A análise de variância foi executada através do programa SAS. Os graus de liberdade para cortes, para todas variáveis estudadas, foram desdobrados em uma análise de regressão para obtenção da curva descritiva dos resultados, a partir do procedimento de análise de regressão do mesmo programa, descrito no manual SAS Institute (1988). Os testes de adequação de modelo (escala de resposta, obsevações extremas e variância constante) e o teste t de Student para comparação de médias, ao nível de 5%, também foram feitos através do SAS.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados de produção de matéria seca (MS) e composição químico-bromatológica da `Florico', encontram-se na TABELA 1.

Os dados de produção de matéria seca da `Florico' revelaram efeito da idade (P < 0,05) sobre esta variável. Pela análise de regressão verificou-se acréscimo quadrático (P < 0,05) com o aumento da idade, apresentando valor máximo (1509,03 g m-2) aos 77 dias.

Sotomayor-Rios et al. (1976) e Vélez-Santiago et al. (1979), verificaram aumento na produção de MS da `Florico' ao se estender o intervalo de corte de 30 para 60 dias. Esses resultados confirmam o esperado aumento na produção de MS com a extensão do intervalo de corte, concordando com os do presente ensaio.

Os resultados do presente estudo foram superiores aos obtidos por Brown & Mislevy (1989), segundo os quais, num ensaio de corte quando a colheita foi atrasada de 2 para 8 semanas de rebrota, a `Florico' cresceu rapidamente acumulando MS (0,89 para 5,74 Mg ha-1). Esta superioridade ocorreu, provavelmente, em função de diferenças climáticas e de fertilidade de solo.

No Brasil, Palhano & Haddad (1992), estudaram a produção de matéria seca do capim `Coastcross-1', quanto à idade de corte (20 a 70 dias). A produção de matéria seca aumentou de forma quadrática com o tempo, estabilizando-se a partir dos 40 dias de crescimento e apresentando valor máximo aos 60 dias. Essa tendência também é observada neste estudo, apesar das produções alcançadas serem superiores, em função de diferenças individuais das espécies forrageiras e da disponibilidade de nutrientes no solo.

A partir dos dados de teor de matéria seca da `Florico' (TABELA 1), verificou-se diferenças significativas (P < 0,05) com o aumento da idade, porém este parâmetro foi semelhante nas idades de corte de 30 e 40 dias. Pela a análise de regressão observou-se variação cúbica com o avanço da idade.

Sotomayor-Rios et al. (1976), em estudo de corte sob adubação pesada (2400 kg ha-1 ano-1 de 15-05-10) testou nove Brachiarias, nove Digitarias e a `Florico', quanto ao teor de matéria seca sob três intervalos de colheita. O conteúdo de matéria seca médio dos 19 capins aumentou com o atraso na idade de corte. A `Florico' apresentou teor de matéria seca de 29,5, 32,5 e 33,1 dag kg-1, respectivamente aos 30, 45 e 60 dias. Esses valores são superiores aos observados neste experimento, provavelmente em função de diferenças climáticas e da adubação pesada que promoveu um maior desenvolvimento, antecipando a maturidade da planta. Estes resultados corroboram entre si, quanto aos acréscimos no teor de matéria seca em função do avanço da idade de corte.

O decréscimo no teor de matéria seca entre as idades de 50 e 60 dias, com posterior aumento aos 70 dias, pode ser explicado, em função de ter chovido nos dois dias que antecederam o corte e a gramínea ter acamado, o que provavelmente acabou acarretando retenção de água da chuva. O mesmo fato, possivelmente foi responsável por não haver aumento no teor de matéria seca entre 30 e 40 dias.

A digestibilidade verdadeira "in vitro" da matéria seca (DIVMS) decresceu quadraticamente (P < 0,05) com o aumento da idade (70,63 a 58,97 dag kg-1). Inversamente, os teores de fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA) aumentaram de forma quadrática (P < 0,05), apresentando intervalos de variação de 65,05 a 77,16 dag kg-1 e de 32,95 a 41,68 dag kg-1, respectivamente.

Os valores máximos observados deram-se aos 20 dias (70,65 dag kg-1), 65 dias (77,16 dag kg-1), 59 dias (41,93 dag kg-1) para DIVMS, FDN e FDA, respectivamente. Já o menor para DIVMS foi de 58,83 dag kg-1, alcançado aos 66 dias de crescimento segundo a equação de regressão.

As prováveis razões para a queda nos valores de DIVMS com o avanço da maturidade, consistem no aumento na lignificação e na relação haste/folha (Van Soest, 1983), além do incremento na proporção de parede celular (Wilkins, 1969).

De acordo com Brown & Mislevy (1989), quando adequada fertilização é aplicada e umidade está disponível, a `Florico' pode crescer rapidamente e produzir grandes quantidades de forragem num curto intervalo de tempo; entretanto, a qualidade decresce rapidamente com a maturidade da planta. Isto ocorre devido a interação entre produção e qualidade. Em um estudo de corte quando a colheita foi atrasada de 2 para 8 semanas de rebrota, a digestibilidade decresceu (70 para 48,7 dag kg-1); sendo assim, para obtenção de forragem de adequado valor nutritivo, a `Florico' deve ser colhida após aproximadamente 5 semanas de rebrota, e se atrasar a colheita, haverá acúmulo de grande quantidade de material de baixo valor nutritivo (Brown & Mislevy, 1989). Esses resultados concordam com este ensaio, apesar da digestibilidade manter um valor acima de 48,7 dag kg-1, entre 50 e 70 dias de crescimento.

Palhano & Haddad (1992), verificaram, para o capim `Coastcross-1', que DIVMS decresceu segundo regressão quadrática com avanço da idade, com valor máximo verificado aos 20 dias de crescimento. Essa tendência também é observada neste estudo.

Quanto à nutrição animal, Hamilton et al. (1970), afirmaram que valores em torno de 65 dag kg-1 para a digestibilidade da matéria seca são indicativos de um bom valor nutritivo, permitindo um bom consumo de energia digestível. Observou-se, através da equação de regressão, que até a idade de 33 dias, nas condições do presente ensaio, a `Florico' apresentou valores acima desse limite.

No presente estudo, verificou-se que a DIVMS se mantém razoável mesmo em idade avançada, não diferindo dos 40 aos 70 dias de crescimento (TABELA 1), o que permite sugerir um aproveitamento da `Florico' em pastejo diferido.

É possível explicar os aumentos ocorridos nos teores de FDN e FDA na `Florico', neste trabalho, pois estes parâmetros, de acordo com Van Soest (1994), estão intimamente relacionados com a parede celular, a qual, segundo Wilkins (1969), aumenta progressivamente com a maturidade da planta, passando a constituir uma maior porção dos constituintes celulares. Além disso, há aumento no conteúdo de lignina (Van Soest, 1983), que se associa à celulose e hemicelulose, restringindo o ataque das enzimas digestivas e, consequentemente, diminuindo a digestibilidade da fibra (Norton, 1982).

Palhano & Haddad (1992), observaram que os valores de FDN e FDA sofreram aumentos quadráticos em função da idade para o capim `Coastcross-1', com máximos valores verificados aos 70 dias (80,55 e 46,55 dag kg-1 para FDN e FDA, respectivamente) de crescimento. Esses dados se assemelham com este estudo, quanto aos acréscimos nos teores de fibra segundo regressões quadráticas, e por outro lado apresentam maiores teores de FDN e FDA, provavelmente em função de diferenças individuais das forrageiras. Segundo os autores, as explicações para o aumento progressivo da fibra com o avanço da maturidade, consiste no aumento da lignificação e na relação colmo/folha, além do aumento na proporção de parede celular.

Um outro aspecto de grande importância refere-se ao comportamento observado para a digestibilidade verdadeira "in vitro" da matéria seca, que, a partir dos 40 dias de crescimento apresentou estabilização. Tal comportamento também foi observado para o FDN e FDA, que se estabilizaram a partir dos 50 dias (TABELA 1), mostrando a interdependência existente entre estas variáveis, pois o aumento do teor de fibra com a maturidade leva ao declínio da digestibilidade (Wilkins, 1969; Van Soest, 1994 e Pedreira, 1995).

Os valores obtidos para teor de proteína bruta, apresentaram decréscimos significativos (P < 0,05) com o aumento da idade. Pela análise de regressão, verificou-se diminuição quadrática.

Com a maturidade das plantas verifica-se, comumente, queda nos teores de proteína bruta e minerais, provavelmente em decorrência do efeito de sua diluição na matéria seca produzida e acumulada (Gomide, 1976).

Palhano & Haddad (1992), verificaram que o conteúdo de PB decresceu linearmente entre 20 e 70 dias de crescimento. Esses autores, atribuíram a queda no teor de PB à um efeito de diluição do conteúdo de N na quantidade total de matéria seca produzida. Essa tendência também é observada neste estudo.

É importante realçar que o conteúdo de proteína bruta atingiu o valor mínimo de 11,29 dag kg-1 aos 68 dias, de acordo com a equação de regressão, demonstrando, que nas condições deste experimento, manteve-se adequado à manutenção animal em todas as idades de corte, pois situou-se acima de 7 dag kg-1, valor abaixo do qual o consumo de forragem fica restrito pela deficiência de nitrogênio na dieta (Raymond; 1969).

Segundo Pedreira (1995), a composição química e a digestibilidade da forragem são influenciadas marcadamente pela idade da planta e o aumento da fibra em detergente neutro está associado com o decréscimo nos teores de proteína bruta e na digestibilidade. Observações confirmadas no presente estudo, demonstrando a interdependência existente entre estes parâmetros.

Os resultados referentes às concentrações de nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S) na matéria seca da parte aérea da grama-estrela `Florico', em função da idade, são apresentados na TABELA 2.

Através análise de variância dos valores obtidos para concentração de macronutrientes, observou-se que os teores de K e S não foram influenciados (P > 0,05) pela idades de corte, já os teores de N, P, Ca e Mg, decresceram (P < 0,05) em função da idade de crescimento.

Pela analise de regressão, as concentrações de potássio, cálcio, magnésio e enxofre sofreram decréscimo linear (P < 0,05), enquanto os teores de nitrogênio e fósforo diminuíram de forma quadrática (P < 0,05) com o avanço da idade. Com valores máximos observados aos 20 dias após o corte de rebaixamento, decrescendo a partir desta idade.

Essa tendência geral de queda nos teores de minerais com o aumento na idade das plantas foi sumarizada por Haag (1984), que concluiu que as espécies forrageiras diferem entre si quanto aos teores dos elementos, que eles decrescem com o aumento da idade, podendo essa queda ser mais ou menos acentuada.

Gomide (1976), observou que com a maturidade das plantas verifica-se, comumente, queda nos teores dos minerais, provavelmente em decorrência do efeito de sua diluição na matéria seca produzida e acumulada. Além disso, com o avanço na idade das plantas, ocorrem alterações na relação haste/folha (Norton, 1982), morte de folhas senescentes (Wilson & Mannetje, 1978), diversidade no padrão de absorção dos elementos durante o ciclo da cultura, e sua redistribuição entre os vários órgãos da planta (Malavolta et al., 1986), levando à diminuição da concentração dos minerais na planta.

Para Van Soest (1994), o teor de minerais declina com o conteúdo celular, da mesma maneira que a digestibilidade diminui em função da maturidade. Tal fato foi observado para os macronutrientes neste estudo.

Palhano & Haddad (1992), estudando a composição mineral do capim `Coastcross-1', quanto à idade de corte, verificaram decréscimos de forma linear nos teores de N, P, K, Ca, Mg e S. Esses dados se assemelham aos verificados neste estudo, apesar dos valores obtidos para estes parâmetros serem superiores aos observados por esses autores, provavelmente em função de diferenças individuais das espécies forrageiras quanto a capacidade de absorção deste elemento e da disponibilidade do mesmo no solo (Gomide, 1976; Mengel & Kirkby, 1987 e NRC, 1988).

Em termos de nutrição animal, tratando-se de animais em crescimento (NRC, 1988, 1989 e 1996), os teores de fósforo, potássio, magnésio e enxofre na `Florico' mostraram-se adequados durante todo o período estudado. Já o cálcio, o fez apenas até os 38 dias de crescimento. Reforçando assim a possibilidade do uso na forma de pastejo diferido. O teor de potássio manteve-se acima do nível máximo tolerável para bovinos até os 68 dias de crescimento.

As quantidades acumuladas dos macronutrientes Mg e S sofreram acréscimos lineares (P <0,05), apresentando valor máximo aos 70 dias, considerando os limites do período avaliado. Já o nitrogênio, o fósforo, o potássio e o cálcio tiveram aumentos quadráticos (P < 0,05) com o avanço da idade, alcançando valor aos 59, 77, 74 e 70 dias respectivamente. Verificaram-se as seguintes variações: 5,03 a 19,59 g m-2 para nitrogênio; 0,68 a 3,41 g m-2 para fósforo; 5,82 a 34,80 g m-2 para potássio; 1,04 a 4,22 g m-2 para cálcio; 0,58 a 4,01 g m-2 para magnésio e 0,39 a 2,48 g m-2 para enxofre.

A TABELA 3 apresenta os resultados referentes às concentrações de boro (B), cobre (cu), ferro (Fe), manganês (Mn) e zinco (Zn) na matéria seca da parte aérea da grama-estrela `Florico', em função da idade.

Através análise de variância dos valores obtidos para concentração de micronutrientes, observou-se que os teores de B e Cu não foram influenciados (P > 0,05) pela idades de corte, já os teores de Fe, Mn e Zn decresceram (P < 0,05) em função da idade de crescimento.

Pela analise de regressão, a concentração de B sofreu decréscimo cúbico (P < 0,05), enquanto os teores de Fe e Zn diminuíram de forma quadrática (P < 0,05), já o conteúdo de Mn decresceu linearmente (P < 0,05) com o avanço da idade. Todos esses elementos apresentaram valores máximos aos 20 dias, decrescendo a partir daí.

Da mesma forma que para outros minerais já discutidos, o decréscimo no teor de micronutrientes, com exceção do Cu, observado neste ensaio, deve-se, possivelmente, ao efeito de diluição dos elementos na matéria seca produzida (Gomide, 1976), a morte de folhas velhas, devido ao sombreamento pelas folhas mais novas (Wilson & Mannetje, 1978) e ao aumento na relação haste/folha (Norton, 1982).

Palhano & Haddad (1992), verificaram que os teores de B, Fe e Mn não variaram dos 20 aos 70 dias de crescimento no capim `Coastcross-1', enquanto o conteúdo de cobre variou de forma cúbica e a concentração de Zn decresceu linearmente. Esses resultados diferem dos verificados no presente ensaio, quanto ao comportamento destes parâmetros, provavelmente em função de diferenças individuais das espécies forrageiras quanto a capacidade de absorção deste elemento e da disponibilidade do mesmo no solo (Gomide, 1976; Mengel & Kirkby, 1987 e NRC, 1988).

Quanto à nutrição animal, se tratando de animais em crescimento (NRC, 1988, 1989 e 1996), os teores de ferro e manganês na `Florico' mostraram-se adequados durante todo o período estudado. Já o zinco, o fez apenas aos 20 dias de crescimento. O teor de cobre foi incapaz de atender estas exigências.

Com relação acúmulo dos micronutrientes, este deu-se de forma quadrática (P <0,05), com exceção do Fe que aumentou linearmente (P > 0,05), com o avanço da idade. O acúmulo máximo dos micronutrientes boro, cobre, manganês e zinco ocorreu, segundo as equações de regressão, aos 95, 69, 65 e 92 dias de crescimento, respectivamente. Já a extração de ferro apresentou valor máximo aos 70 dias de rebrota, considerando os limites do período avaliado. Verificaram-se as seguintes variações: 1,59 a 9,22 mg m-2 para boro; 0,66 a 5,90 mg m-2 para cobre; 77,26 a 222,12 mg m-2 para ferro; 21,20 a 73,80 mg m-2 para manganês e 6,20 a 35,66 mg m-2 para zinco.

CONCLUSÕES

- A composição química e a digestibilidade da `Florico' mostraram-se adequadas às exigências de animais em crescimento até por volta de 35 dias de rebrota, com exceção dos teores de zinco e cobre.

- Estes parâmetros de valor nutritivo apresentaram valores razoáveis mesmo em idade de corte avançada, o que permite o aproveitamento desta forrageira na forma de pastejo diferido.

- O maior acúmulo de minerais pela `Florico' entre 60 e 90 dias de crescimento demonstra a alta capacidade de extração de nutrientes pela planta e enfatiza a necessidade de adequada fertilização em pastagens desta gramínea.

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Recebido para publicação em 24.11.97

Aceito para publicação em 20.07.98

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  • 1
    Parte da Dissertação do primeiro autor.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    18 Jun 1999
  • Data do Fascículo
    1999

Histórico

  • Aceito
    20 Jul 1998
  • Recebido
    24 Nov 1997
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