Produtividade e qualidade de fruto de pessegueiro utilizando porta-enxertos propagados por alporquia aérea e semente

Na propagação de porta-enxertos vários métodos podem ser usados, no entanto alguns são pouco utilizados devido à falta de informação sobre o comportamento das plantas a campo. Avaliou-se o método de propagação de porta-enxertos por alporquia comparado ao sistema tradicional de propagação por meio de sementes no pêssego [Prunus persica (L.) Batsch] cv. copa Granada. Avaliaram-se as seguintes variáveis: produtividade, peso de fruto, coloração da epiderme, firmeza de polpa, teor de sólidos solúveis totais (SST) e acidez titulável (AT), relação SST/AT, tamanho de fruto, fenóis totais, diâmetro de tronco, e peso de poda. A produtividade, fenóis totais e acidez titulável foram maiores quando utilizado o método de propagação por alporquia. Não houve diferenças entre os métodos de propagação para coloração e diâmetro de fruto, firmeza de polpa e sólidos solúveis totais e relação sólidos solúveis totais e acidez titulável. Dependendo do médoto de propagação, o peso do fruto não se diferencia entre os porta-enxertos. Para o porta-enxerto Capdeboscq os frutos maiores foram obtidos com a propagação com sementes. O comportamento dentro de cada método de propagação está relacionado com o tipo de porta-enxerto utilizado. A cultivar (cv.) copa Granada, sobre porta-enxerto obtido por alporquia aérea, mantém a produtividade igual ou superior e com os mesmos atributos de qualidade de fruto do que quando utilizado o método de propagação de porta-enxertos por semente.

Prunus; propagação vegetativa; porta-enxerto; produção e qualidade das frutas


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