Captura da broca-do-café, hypothenemus hampei (coleoptera, scolytidae), em resposta a características de armadilhas

Armadilhas iscadas com semioquímicos têm sido propostas para manejo da broca-do-café. O cafeeiro é cultivado em condições ambientais diversas que podem afetar a eficiência das armadilhas. Vários modelos de armadilha e variações nos modelos são utilizados. Uma série de experimentos de campo objetivou avaliar capturas da broca-do-café em armadilhas numa lavoura de café semi-adensado no Norte do Paraná. Uma garrafa plástica (2 L) com uma abertura (13 × 18 cm) constituiu a armadilha. O etanol (E), metanol (M) e óleo de café, sozinhos, não incrementaram as capturas quando se utilizaram armadilhas transparentes com um frasco difusor com furo de 2 mm; armadilhas iscadas com as misturas 1 : 1, 1 : 2 e 1 : 3 de etanol (E) + metanol (M) capturaram quantidades similares e superiores à testemunha; sinergismo ocorreu pela mistura de etanol e metanol; a adição do óleo de café às misturas não incrementou as capturas. Armadilhas com taxas de liberação da mistura E:M (1:1) de 342, 400, 428 e 710 mg dia-1 capturaram quantidades similares. Armadilhas verdes transparentes, transparentes e vermelhas, iscadas com E:M (1:1) (642 mg dia-1) capturaram quantidades similares. Foi observada interação entre as cores (verde transparente, transparente, vermelha) e taxas de liberação dos semioquímicos (540, 720 e 1100 mg dia-1). Armadilhas verdes transparentes, quando iscadas com doses de 720 mg dia-1 da mistura 1:1 de E:M, capturaram 2,3 e 4,4 mais insetos do que 540 e 1100 mg dia-1; e capturaram 3,2 mais insetos do que armadilhas transparentes e vermelhas.

semioquímico; atraente; cor de armadilha


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