Resistência física de morangos submetidos ao manuseio

A etapa de colheita é a principal fonte de danos físicos ao morango (Fragaria x ananassa Duch.). Experimentos foram realizados para simular condições encontradas durante manuseio. Frutos foram submetidos individualmente às forças de impacto e compressão em energias similares para determinar sensibilidade dos frutos a danos físicos. Volume da injúria física foi utilizado para mensurar a incidência do dano físico ocorrido. Severidade da lesão aumenta, com incremento da energia, tanto para força de impacto como para compressão. Todavia, frutos submetidos à queda livre demonstraram maiores volumes de danos físicos do que frutos submetidos a danos ocasionados por pendulo no mesmo nível de energia. Dobrando a energia de impacto (0,040 para 0,083 J) ocorreu aumento no volume da injúria em sete vezes (13 para 91 mm³). Frutos submetidos à queda de 380 mm (0,075 J) demonstraram volumes de danos físicos 71% superiores do que aqueles ocasionados em queda de 130 mm (0,025 J) ou 200 mm (0,040 J). Frutos em teste de compressão mostraram maiores volumes de injúrias físicas do que outros testes. Alguns cultivares são mais sensíveis à força de compressão do que outros. Frutos cultivar 'Sweet Charlie' apresentaram volume de injúria 40% superiores do que outros quando submetidos à força de compressão. Morangos submetidos à força de impacto demonstraram volume de injúria inferior do que aqueles comprimidos, indicando a possibilidade dos morangos serem classificados e manuseados em uma linha de beneficiamento.

Fragaria x ananassa Duch.; impacto; compressão; injúria; classificação


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