Cobertura do substrato com filme plástico e o cultivo hidropônico da roseira: produtividade, consumo de água, temperatura e salinização

Mulching in soilless systems of the rose crop: productivity, water consumption, temperature and salinization

Resumos

Roseiras das cultivares Anna e Sari foram conduzidas em cultivo hidropônico em bancadas com e sem cobertura do substrato. O material usado para a cobertura foi o polietileno (PEBD) de coloração preta e com espessura de 0,18 mm. Como substrato de cultivo, foi usada a mistura de areia:turfa = 4:1 v/v. Os transplantes foram feitos em novembro de 1995, dispostos em fila única com 7,5 plantas/m2. Para o controle da fertirrigação, foi usado o método que se baseia no uso de um lisímetro, colocado em cada bancada, o qual permite obter o percentual de drenado prefixado e também controlar o limite máximo de salinidade do percolado, a partir do qual é adicionada água para lavar o excesso de sais do substrato. O percentual teórico de drenagem foi fixado em 10% do volume irrigado, a salinidade máxima em 4000 mmS/cm e as fertirrigações em duas por semana. Como resultado do uso da cobertura do substrato, foi verificada redução do consumo hídrico de 35% e 16%, correspondente as cultivares Anna e Sari e também menor salinização dos substratos. O uso da cobertura do substrato permitiu uma melhoria de qualidade de flores e também ganho em produtividade, com menor consumo hídrico, resultando em maior eficiência de uso da água. A umidade no ambiente das raízes manteve-se mais estável principalmente na superfície do substrato, comprovando o uso da cobertura como uma técnica, a mais, para o controle da umidade e da salinidade do substrato, com redução da quantidade de drenagem, de água e de fertilizantes administrados, com redução dos custos de produção e benefícios para o ambiente.

rosa; cobertura do substrato; cultivo hidropônico


Rose plants cvs. Anna and Sari were propagated on Rosa indica rootstock and were grown in closed soilless systems, with and without mulching with a black polyethylene sheet (0.18 mm thick). Plants were grown in an artificial potting mixture of sand:peat (4:1 v/v). Rose plants in single row (7.5 plants/cultivated m-2) were maintained in a greenhouse with a minimum temperature of 12°C (winter). Fertirrigation occurred considering a leaching fraction of 10% based on lysimeters. According to a formerly tested method, substrate leaching by an increased volume of nutrient solution or water, occurred in cases of solution electric conductivity equal to, or greater than 4000mmS.cm-1 in the leachate. There was a reduction in the water consumption of 35 or 16% corresponding to cultivars Anna and Sari, respectively, when the plants were mulched. The number of fertigations increased nutrient solution volumes and leachate water decreased using the mulched cultivation. Salt accumulation for control near substrate surface was very high in summer. A lower electrical conductivity and a higher water content of the mulched substrate was recorded both in fall and in spring/summer. The results showed significant differences in flower production and quality, using the mulched system. Higher water use efficiency was caused by lower evaporation and overall lower increase of the electrical conductivity of the substrate.

rose; mulching; soilless culture


Ernesto José Resende Rodrigues1,4*; Keigo Minami2; Enrico Farina3

1CEDAF/UFV - CEP: 35690-000 - Florestal, MG.

2Depto. de Produção Vegetal - ESALQ/USP, C.P. 9 - CEP: 13418-900 - Piracicaba, SP.

3Istituto Sperimentale per la Floricoltura di Sanremo, 18038 - Sanremo-IM, Itália.

4Bolsista da Capes.

*e-mail: ejrrodri@nanet.com.br

RESUMO: Roseiras das cultivares Anna e Sari foram conduzidas em cultivo hidropônico em bancadas com e sem cobertura do substrato. O material usado para a cobertura foi o polietileno (PEBD) de coloração preta e com espessura de 0,18 mm. Como substrato de cultivo, foi usada a mistura de areia:turfa = 4:1 v/v. Os transplantes foram feitos em novembro de 1995, dispostos em fila única com 7,5 plantas/m2. Para o controle da fertirrigação, foi usado o método que se baseia no uso de um lisímetro, colocado em cada bancada, o qual permite obter o percentual de drenado prefixado e também controlar o limite máximo de salinidade do percolado, a partir do qual é adicionada água para lavar o excesso de sais do substrato. O percentual teórico de drenagem foi fixado em 10% do volume irrigado, a salinidade máxima em 4000 mmS/cm e as fertirrigações em duas por semana. Como resultado do uso da cobertura do substrato, foi verificada redução do consumo hídrico de 35% e 16%, correspondente as cultivares Anna e Sari e também menor salinização dos substratos. O uso da cobertura do substrato permitiu uma melhoria de qualidade de flores e também ganho em produtividade, com menor consumo hídrico, resultando em maior eficiência de uso da água. A umidade no ambiente das raízes manteve-se mais estável principalmente na superfície do substrato, comprovando o uso da cobertura como uma técnica, a mais, para o controle da umidade e da salinidade do substrato, com redução da quantidade de drenagem, de água e de fertilizantes administrados, com redução dos custos de produção e benefícios para o ambiente.

Palavras-chave: rosa, cobertura do substrato, cultivo hidropônico

Mulching in soilless systems of the rose crop: productivity, water consumption, temperature and salinization

ABSTRACT: Rose plants cvs. Anna and Sari were propagated on Rosa indica rootstock and were grown in closed soilless systems, with and without mulching with a black polyethylene sheet (0.18 mm thick). Plants were grown in an artificial potting mixture of sand:peat (4:1 v/v). Rose plants in single row (7.5 plants/cultivated m-2) were maintained in a greenhouse with a minimum temperature of 12°C (winter). Fertirrigation occurred considering a leaching fraction of 10% based on lysimeters. According to a formerly tested method, substrate leaching by an increased volume of nutrient solution or water, occurred in cases of solution electric conductivity equal to, or greater than 4000mmS.cm-1 in the leachate. There was a reduction in the water consumption of 35 or 16% corresponding to cultivars Anna and Sari, respectively, when the plants were mulched. The number of fertigations increased nutrient solution volumes and leachate water decreased using the mulched cultivation. Salt accumulation for control near substrate surface was very high in summer. A lower electrical conductivity and a higher water content of the mulched substrate was recorded both in fall and in spring/summer. The results showed significant differences in flower production and quality, using the mulched system. Higher water use efficiency was caused by lower evaporation and overall lower increase of the electrical conductivity of the substrate.

Key words: rose, mulching, soilless culture

INTRODUÇÃO

O cultivo da rosa sem solo, em bancadas ou mesmo em vasos, é conduzido usualmente sem proteção do substrato e sem controle da evaporação da água. Os substratos artificiais que normalmente são empregados para a cultura sem solo são caracterizados por elevada porosidade ou disponibilidade de ar. Normalmente, o mesmo não acontece com a disponibilidade de água, que na maioria dos casos é baixa. Nestas condições, os processos de evaporação podem assumir valores relativamente elevados, que conduzam a importantes alterações, tanto sobre a quantidade de água disponível às plantas, quanto na composição química da solução nutritiva do substrato, fatores que podem influir na disponibilidade de todas as substâncias ou elementos fundamentais ao crescimento das plantas.

O efeito da cobertura morta do solo, no sistema de cultivo tradicional em solo, é uma técnica com efeitos agronômicos bem definidos, sendo, por exemplo, comprovado os efeitos desta cobertura sobre as características do substrato de cultivo são de natureza diversas. No cultivo de Angelica dahurica a umidade do solo foi mantida superior em até 72% com a utilização desta técnica (Chung et al., 1991), enquanto, no caso do cultivo da alface, foi verificada uma redução na mineralização do nitrogênio e aumento do nível de N-NO3 + N-NH3 em solos protegidos (Matitschka & Ernest, 1995). Alguns efeitos da cobertura dos substratos foram obtidos para valores de salinidade, em diferentes profundidades, assim como variação no comprimento de hastes florais, diâmetro de haste e rendimento de flores de corte de Rosa chinensis (Wu-GenLang & Cai-WeiGuo, 1996), também foram verificados aumentos no número e rendimento na produção de hastes de rosas utilizadas na produção de óleos usados como essências, após uma poda drástica (Paskalev & Tsacjev, 1982).

O problema da variação da salinidade no substrato via acumulação de sais e a sua renovação via fertirrigação tem sido avaliada nos sistemas de cultivo sobre lã de rocha (Van Noordwijk & Raats, 1980), sistema em que o substrato vem protegido por um saco plástico com perfurações, fornecendo indicações sobre estratégias e parâmetros de fertirrigação a ser adotado para conter os efeitos desfavoráveis da evaporação. No sistema estudado, o substrato é envolvido por um plástico, podendo ser considerado como na presença da cobertura do substrato.

Embora já tenham sido comprovados significativamente, os efeitos positivos da cobertura do solo, para os sistemas convencionais de cultivos, como mostram os resultados de Paskalev (1983), que comprovou o melhoramento da produção e da qualidade da rosa com o uso da cobertura com filme de polietileno, por outro lado, ao nível de cultivo sem solo, não se encontram estudos específicos a este respeito.

A manutenção da qualidade da solução nutritiva no substrato assume importância, tanto no sistema hidropônico no ciclo aberto quanto no ciclo fechado. No sistema aberto, pode possibilitar a redução da quantidade de solução nutritiva a ser irrigada, como também eventualmente reduzir a quantidade da solução nutritiva necessária para reequilibrar a solução do substrato quando esta se torna muito salina. Para o sistema a ciclo fechado, pode-se possibilitar melhoras da qualidade do drenado em reciclo, uma vez que manteria os níveis dos elementos nutritivos em condições mais idôneas às culturas por um período mais longo. Com base nestas ponderações, foi realizado este experimento, com o objetivo de avaliar o efeito da cobertura do substrato com filme plástico, em sistema de cultivo sem solo, sobre o balanço hídrico/nutricional e sobre o crescimento e produtividade na cultura da roseira.

MATERIAL E MÉTODOS

Roseiras dos cultivares Sari e Anna microenxertadas, sobre Rosa indica, foram colocadas em cultivo hidropônico em bancadas suspensas, junto ao Istituto Sperimentale per la Floricoltura di Sanremo, Itália, situada a 440 de latitude norte e a 80 de longitude, a 100 metros de altitude, sendo adotado como variantes do sistema, plantas com cobertura do substrato e plantas sem cobertura. As coberturas do substrato nas bancadas foram feitas usando filme de polietileno preto de espessura de 0,18 mm. Como substrato, foi adotada uma mistura composta inicialmente de areia:turfa = 4:1 v/v. O transplante foi feito no início de novembro de 1995, dispondo as plantas em fila única. A densidade final na superfície cultivada foi de 7,5 plantas/m2 (largura das bancadas de 0,7 m). Em cada bancada foram conduzidas 7 parcelas, cada uma contendo 6 plantas, das quais apenas as 5 parcelas centrais foram utilizadas como unidades experimentais para a coleta dos dados de crescimento e de produção. As plantas foram deixadas em livre crescimento em casa de vegetação climatizada, à temperatura mínima invernal de 10°C até abril de 1996, executando somente a retirada dos botões florais formados. Posteriormente, o ensaio foi conduzido utilizando uma programação da casa de vegetação para manter a temperatura mínima do ar a 12°C nos invernos 1996/97 e 97/98, e nos demais períodos do ano programada para a abertura de janelas laterais e posteriormente do teto a partir dos 25°C no ambiente interno da casa de vegetação.

Foi utilizado o sistema hidropônico aberto com perda do drenado. Para o monitoramento e controle do estado hídrico das plantas, foi utilizado o método proposto por Farina et al. (1996), sobre o qual é calculado o volume de fertirrigação, baseando-se nos percentuais dos drenados e de sua salinidade prefixada. Neste ensaio, o percentual de drenagem teórica foi fixado em 10% do volume de solução fertirrigada. A salinidade máxima do drenado foi fixada em 4000 mmS/cm. Toda vez que a salinidade atingisse o teto máximo fixado, a irrigação era conduzida somente com água para lavar o substrato. Os intervalos entre irrigações foram fixados em dois dias por semana. Caixas lisimétricas, dispostas na extremidade de cada bancada, permitiram o cálculo do balanço hídrico, a partir dos dados do volume irrigado e o volume drenado. Sistema igual foi colocado nas bancadas sem plantas para estimar a evaporação. O uso deste método exige o uso de um software próprio "Fersan46", para os cálculos da quantidade da solução a ser irrigada, programa que armazena os dados de todas as soluções nutritivas administradas e seus respectivos drenados produzidos a cada intervento de fertirrigação.

As fertirrigações foram feitas com uma solução completa em macro e micro elementos, obtidas a partir de adubos minerais usuais, com as seguintes concentrações em mg/l; N-NO3 (150,9), N-NH4(23,4), P(41), K(220), Ca(96), Mg(33), Fe(0,6), Mn(0,17), Cu(0,17), B(0,03), Zn(0,03), Mo(0,03), CE(2,1mS/cm). A concentração foi reduzida a 2/3 no período de verão. O ferro foi distribuído alternando na solução irrigada a forma quelada (Sequestrene) e iônica livre (Sulfato ferroso). A distribuição da solução nutritiva ou d’agua foi feita uniformemente sobre toda superfície do substrato.

Foi adotado o sistema de colheita contínua de flores. O materiais frescos colhidos foram: flores, descarte vegetal ou material de podas, que posteriormente foram pesados. As flores colhidas foram classificadas comercialmente por diferenças de comprimento de hastes em classe I, classe II e classe III (descartes). Dados de temperatura, umidade e salinidade do substrato de 0-5 cm e de 6-10 cm, foram coletados no quarto dia após a fertirrigação, seguindo a programação habitual de irrigação prevista. Os dados foram coletados durante duas semanas de novembro de 1997 e de junho de 1998, sendo cada período representado por seis repetições. Os dados de salinidade foram coletados a partir da adição de água destilada sobre a amostra do substrato previamente pesada, de acordo com o método utilizado por Chen et al. (1991) para alguns substratos minerais. Foram pesados (P0) 100g do substrato acrescentados 100ml de água destilada e, após a decantação, foi medida a salinidade. Em seguida o substrato foi colocado para secar a 110°C e novamente pesado (P1). Por diferença de peso (P0-P1) foi calculada a água inicial (P2). A partir do valor da água inicial, foi calculada a diluição, (P2+100)/P2, empregada para estimar a salinidade real do substrato, usando uma curva, previamente calibrada, de diluição da solução nutritiva.

No final da pesquisa, o sistema radicular das plantas foi coletado, secado e pesado. Todos os dados colhidos foram submetidos a análise de variância e sucessivamente aos testes de confronto de médias (Teste de Tukey, p = 0,01).

RESULTADOS

Na TABELA 1 é apresentada a análise do balanço hídrico dos 790 dias de cultivo sem solo e com cobertura do substrato com filme plástico, foram verificadas reduções no consumo hídrico de 35% na cultivar Anna e de 16% na cultivar Sari e também, redução do total dos drenados de 29% nas bancadas cobertas para a cv. Anna e de 10% para a cv. Sari. O número de interventos com aplicação somente de água para correção da salinidade foi reduzida de 58,5 para 43,5 e de 51,5 para 42 interventos, respectivamente, sobre os cvs. Anna e Sari com cobertura de plástico. Isto significa que a salinidade foi mantida por um período mais longo, sem alcançar o valor máximo fixado nos 4000 mms/cm. É importante verificar que, além da redução do volume total da solução drenada foi, ainda, constatado aumento percentual do drenado em relação à quantidade administrada. Foi verificada, no caso das bancadas vazias, a contribuição da evaporação sobre o consumo hídrico total. A lâmina de 1.41 l/m2.dia, nas bancadas vazias, diferiu daquelas observadas nas bancadas com a cultura, igual a 1.89 e 1.88 l/m2.dia respectivamente para os cultivares Anna e Sari, consumo que se deve à evaporação, transpiração e a água retida pelos tecidos. Entretanto, por observações já feitas anteriormente, por Farina & Cervelli (1994), as cotas de água retida pelos tecidos são tão pequenas que podem ser desprezadas em termos práticos.

A variação do consumo hídrico e da evaporação é apresentada nas Figuras 1 e 2. Nos primeiros meses de cultivo, a evapo-transpiração foi semelhante a evaporação nas bancadas sem o plástico para cobertura do substrato. À medida que as plantas foram crescendo, aumentou também o consumo de água por evapo-transpiração, o mesmo acontecendo nas estações mais quentes do ano. No mês de abril, iniciaram-se as colheitas das flores, que continuaram nos meses seguintes. O consumo hídrico foi alterado ao iniciar as colheitas, a partir de abril, por causa da retirada de flores e folhas, operação que interfere na superfície transpirante das mesmas. A cobertura do substrato resultou em uma ação complexa, agindo sobre a evaporação do substrato e sobre a transpiração das plantas por meio dos efeitos sobre o seu ritmo de crescimento. Portanto, para possibilitar o melhor entendimento deste processo, analisou-se o efeito da cobertura sobre o balanço hídrico em condições de produção. Assim, fez-se a análise dos componentes do balanço hídrico, juntamente com a produção exportada pelas plantas.



Da relação entre produção de matéria fresca e consumo hídrico, foi observada uma redução no consumo de água e incremento da eficiência no uso da água com o uso da cobertura do substrato, durante toda a condução do experimento (Figura 3 e 4). Notáveis diferenças na eficiência e consumo de água foram demonstrados com a mudança das estações climáticas do ano. No verão, foi verificada redução na eficiência de uso da água para a produção de matéria fresca, ou seja, nesta estação foi gasta mais água para produzir uma unidade de peso de matéria fresca, fato explicado em conseqüência da alta taxa de evaporação, e também, conforme Baille et al. (1994), o estresse hídrico e a alta temperatura durante este período, levariam a um aumento do déficit de vapor de pressão, fato que é constata também em cultivo hidropônico. Juntamente à alta temperatura do substrato, induzem o fechamento dos estômatos e, em conseqüência, reduzem a taxa de fotossíntese. Entretanto, mesmo neste período, as plantas com cobertura do substrato conseguiram maior eficiência de produção de matéria fresca por litro de água consumada.



Da análise agronômica dos dados de 27 meses de colheita contínua de rosa, foi verificado ganho tanto de qualidade quanto de produtividade, com o emprego da cobertura do substrato (TABELA 2). O aumento da produção de flores da classe I foi igual a 8,99 e 4,46 flores/planta, respectivamente, para a cv. Sari e Anna. Já para a classe II a produção foi significativamente superior somente para a cv. Sari. O rendimento da produção comercial cresceu de 29,7 para 38,2 flores/planta (+29%) para a cv. Anna e de 33,5 para 52,4 flores/planta (+56%) para a cv. Sari.

A produção de matéria fresca proveniente das flores colhidas e também da exportação de flores de descartes e podas foi sempre a favor das plantas com cobertura do substrato. Quanto à massa média das flores, não foi verificada nenhuma diferença significativa com o uso da cobertura, o que significa que o aumento de matéria fresca corresponde simplesmente a um aumento no número de flores nas respectivas classes, mantendo a massa média das flores. Igualmente, na análise da distribuição de flores e comprimento em cada classe, verifica-se que o aumento na produção não vem acompanhado de aumento no comprimento das hastes, exceto na cv. Sari classe II, TABELAS 3 e 4.

O efeito benéfico e progressivo (Figura 5) da cobertura do substrato foi evidenciado em todos os meses do ano. Entretanto, dentro da classe I este efeito foi menor para o período mais quente do ano, de julho a setembro, e também para o período mais frio, que foi em fevereiro (Figuras 6 e 7).




Os efeitos da cobertura do substrato sobre a salinização, a retenção de umidade e a manutenção da temperatura, no quarto dia após a fertirrigação, são apresentados na TABELA 5. A salinidade no substrato coberto foi sempre inferior a 50% daquela encontrada sobre o substrato não coberto. A salinidade no substrato apresentou variação com a profundidade. Para o substrato coberto, a salinidade de 0-5 cm foi menor do que a 6-10 cm, enquanto que, no substrato não protegido com o plástico, ocorre exatamente o contrário, efeito que se torna ainda maior nos períodos mais quentes. Por exemplo, em junho, a salinidade chegou a 7062mmS/cm, fato decorrente da forte evaporação neste período.

O uso da cobertura permitiu manter a umidade do substrato 21% superior no período mais frio e em 10% no período mais quente nos primeiros 5 cm de profundidade, e de 15 e 12 % superior para a profundidade de 6–10 cm, respectivamente em novembro e em junho.

A temperatura se manteve praticamente a mesma em ambos os tratamentos, sendo um pouco menor no substrato protegido, no período mais frio, talvez por causa da maior quantidade de água contida neste, sendo que, para o período mais quente, ela aumentou mais no substrato coberto, talvez porque no substrato sem plástico ocorra maior evaporação (maior perda de energia na forma de calor latente) e por isso a temperatura seria menor, principalmente no período mais quente com maior consumo d’água, mas de grandeza pouco relevante quanto aos efeitos gerais da cobertura.

Ao final dos 27 meses de cultivo, foi verificado que as roseiras, mantidas sem a cobertura com o plástico, tiveram seus sistemas radiculares maiores, tanto no cv. Anna quanto para o cv. Sari (TABELA 6). As raízes no substrato coberto estavam distribuídas de maneira a formar uma espécie de bulbo partindo do colo da planta em direção ao fundo, sendo a distribuição das raízes uniforme no perfil do substrato, e com raízes finas; já no caso das plantas das bancadas sem cobertura, as raízes que se formaram próximas do coleto eram de maior diâmetro e de reduzido número se dirigindo para as partes mais profundas do substrato, onde se ramificavam.

DISCUSSÃO

Da concentração dos ânions ou dos cátions na solução, obtém-se a salinidade no substrato. Quando os elementos são retidos nos tecidos da planta ou se adiciona água, promove-se uma diluição e conseqüente redução da salinidade. Ao contrário, com a evaporação, concentra-se a solução e aumenta a salinidade. Este tipo de variação é mais acentuada no cultivo sem solo, em que a quantidade de água disponível nos substratos artificiais normalmente é baixa. O uso da cobertura do substrato permitiu uma redução das perdas de água por evaporação de até 35%, perdas que acontecem sobre a superfície do substrato e levaram a salinidade freqüentemente a níveis não desejados para a cultura.

Segundo De Kreij & Van Den Berg (1990), a condutibilidade ideal estaria em torno de 1400mmS/cm na solução fertirrigada, valores que correspondem a 2400mmS/cm nos drenados. Segundo Brun & Settembrino (1995), valores de salinidade da solução nutritiva superiores a 1800 mmS/cm, para a roseira cv. Sonia, em lã de rocha, reduziram a produtividade. Por outro lado, Hughes & Hanan (1978) verificaram perdas de produtividade, da roseira cv. Forever Yours, a valores de salinidade da solução nutritiva de 1300 mmS/cm, em condições da solução nutritiva desbalanceada. Ao contrário, Takeda & Takahashi (1998) verificaram que para o cv. Sonia a produtividade era superior com soluções nutritivas de condutividade 2100 mmS/cm, quando comparada a soluções mais diluídas. Sonneveld (1995) considera que os valores mais altos de salinidade para o tomate poderiam ser desejados para obter produtos de melhor qualidade, e que os valores máximos são variáveis com a cultura e também com o sistema de condução.

No presente experimento, foi adotada uma solução de 2100 mmS/cm nos períodos mais frios, e de 1400 mms/cm no verão e estipulada a salinidade máxima do drenado de 4000mmS/cm, método já comprovado por Farina et al. (1996), valores que podem corresponder a uma salinidade ainda mais alta na zona radicular (TABELA 5), sendo observados valores de até 7000 mmS/cm, nas bancadas sem cobertura do substrato e valores inferiores a 3000 mmS/cm para as bancadas com cobertura. O efeito da evaporação sobre a concentração da solução nutritiva é evidente nos meses de verão, mesmo porque, nos substratos não cobertos, a salinidade na parte superficial é maior por estar mais exposta a evaporação; já para o substrato coberto, o gradiente de concentração é o inverso. Portanto, o fato de se encontrar o sistema radicular mais desenvolvido no fundo da bancada é porque as condições são mais propícias ao seu desenvolvimento. Entretanto, não foram encontrados danos evidentes sobre as plantas deste ensaio, ao contrário do que foi relatado por Bernstein et al. (1972) que observou desfolha e morte de roseiras, enxertadas sobre Dr. Huey, cultivadas em solo irrigado com solução nutritiva com 4 g/l de sais (salinidade no substrato saturado de 8500 mmS/cm) e diferente dos resultados de Hughes & Hanan (1978) que verificaram sintomas de toxicidade, como cloroses ou necroses foliares, e também ramos mal formados. Esta diferença em fitotoxidade pode se explicada pela maior tolerância do porta-enxerto R. indica a salinidade no ambiente de raízes.

O fato das raízes terem se desenvolvido no fundo das bancadas não cobertas com o filme plástico, provavelmente tenha contribuído para diminuir o risco de toxicidade devido à alta salinidade, porque segundo Zeroni (1988), concentrações salinas, nos níveis obtidos neste trabalho, possuem efeitos potencialmente negativos sobre o crescimento das plantas, principalmente se somados à alta intensidade luminosa e baixa umidade relativa, condições semelhantes às observadas neste experimento.

A composição química da solução no substrato resulta da diluição da solução contida no mesmo mais aquela da solução irrigada. Este resultado é variável segundo o volume administrado a cada intervalo de fertirrigação. Portanto, nos períodos em que a evaporação está aumentando e a salinidade está chegando ao valor máximo estipulado, torna-se difícil baixar a salinidade utilizando este método de manejo, principalmente nas bancadas sem cobertura plástica que possuem maior taxa de evaporação. A redução da evaporação encontrada nas bancadas cobertas é de grande importância, por resultar na manutenção da salinidade, em níveis próximos daqueles da solução irrigada, na zona radicular, valores que correspondem praticamente à metade da concentração salina encontrada nos substratos sem cobertura e, portanto, não permitindo efeitos danosos às plantas e mantendo a qualidade e produtividade, à níveis mais elevados.

Os efeitos positivos da cobertura sobre a umidade do substrato são apresentados na TABELA 5. A cobertura do substrato possibilitou melhores condições para o desenvolvimento e eficiência do sistema radicular das plantas e, consequentemente, para o crescimento e desenvolvimento da planta num todo. É verdade que os níveis elevados de salinidade encontrados foram possibilitados pela baixa freqüência das fertirrigações, assim como é verdade, que para substratos mais permeáveis, como a pedra pome e a agriperlita, normalmente usados pelos floricultores, os processos de evaporação podem também assumir valores mais elevados que aqueles obtidos neste trabalho. Realmente, na prática, em tais substratos, a freqüência das fertirrigações, pode chegar a 10 fertirrigações por dia, correspondendo à mesma realidade de estresse citada anteriormente, porém, conduzem a perdas importantíssimas de água e de elementos nutritivos para o solo, com prejuízos no custo e ao ambiente, no caso dos sistemas abertos.

No sistema aberto, é previsto um excesso na fertirrigação para permitir a renovação da solução contida no mesmo substrato, e também para abaixar a salinidade. Entretanto, nem sempre se conseguem os resultados esperados, o que acontece, segundo Van Noordwijk & Raats (1980), porque a eficiência no reequilíbrio da solução no substrato depende tanto do sistema de distribuição de água sobre a superfície, como da distribuição dos orifícios para a drenagem, assim como da água contida inicialmente no mesmo substrato. Quanto mais uniforme a distribuição da água sobre a superfície do substrato, mais úmido estiver o substrato e também possuir os orifícios de dreno distribuídos fora das áreas de maior fluxo gravitacional da solução, maior eficiência e uniformidade serão obtidas no reequilíbrio da solução no substrato. No sistema usado nesta pesquisa, as fertirrigações foram feitas sobre a superfície total das arquibancadas, sistema que permitiu uma renovação por igual dos sais minerais. Portanto, as variações encontradas no substrato vêm seguramente da retenção por parte das plantas e principalmente pela evaporação (TABELA 1). Como nas bancadas com cobertura plástica a evaporação foi menor, pode haver dois sistemas interagindo ajudando a manter a salinidade: a menor concentração de sais devido ao menor fornecimento de fertilizantes; e a melhor eficiência no reequilíbrio da solução que permanece no substrato, fatores que refletem positivamente na eficiência das raízes na absorção dos elementos minerais e no desenvolvimento das plantas, reduzindo a quantidade de solução para reequilibrar da salinidade e, consequentemente, reduzindo o volume total do drenado, resultando em menor distribuição de resíduos químicos poluentes ao meio ambiente. Portanto, a cobertura do substrato, em sistemas hidropônicos, deveria ser uma técnica adotada como prática agronômica para garantir as melhores condições nutricionais para a planta e racionalizar o uso de água e fertilizantes.

A adoção da cobertura do substrato mais viável dependem essencialmente do tipo de sistema utilizado. De um lado, existem sistemas nos quais a cobertura já é prevista, como sobre a lã de rocha e NFT (Técnica do Filme Nutriente); por outro lado, há os sistemas com elevada densidade de plantas, sendo impossível operacionalizar alguma coisa neste sentido. Fora esses dois casos extremos, existe uma infinidade de situações em que podem ser pesquisadas soluções especificas. Uma solução particular foi, por exemplo, adotada para o sistema em canaleta a ciclo fechado (Farina et al., 1998).

Um outro efeito benéfico da cobertura do substrato com plástico preto sobre bancadas seria o aquecimento do substrato, em períodos frios e de baixa incidência de radiação solar. Segundo Zieslin & Halevy (1975), algumas desordens fisiológicas que afetavam as plantas de roseiras, como aborto de botões florais (hastes cegas) e flores mal formadas, resultam de insuficiente temperatura do ar e do terreno. O uso da cobertura do solo com plástico pode ajudar na eficiência do crescimento da planta, em situações de baixa temperatura, com redução da variação térmica diária no substrato, já nos períodos mais quentes a temperatura do substrato poderá elevar-se acima de valores favoráveis as plantas. Sabendo se que a temperatura ideal no ambiente de raiz para a cultura da roseira, segundo Cooper (1979), é cerca de 19°C, sendo que as temperaturas muito baixas nas raízes impedem a absorção dos elementos nutritivos e da própria água, provocando os fenômenos de amarelamento e envelhecimento das plantas, e no caso de temperaturas muito altas, superiores a 38°C, no ambiente de raízes, provocam danos irremediáveis ao desenvolvimento do vegetal (Ikeda & Osawa, 1980 e Unger & Danielson, 1967).

Mesmo que, no período de outono, o filme plástico tenha reduzido a temperatura do substrato, é importante observar que esta redução permitiu ainda manter a temperatura entre 22-23°C, mais próximo dos 19°C que constitui a temperatura ideal para o sistema radicular da roseira. Entretanto, no verão, a cobertura com o plástico preto determinou aumentos de temperatura do substrato em relação ao controle. Tal aumento, mesmo que pequeno (1,5°C), distancia-se ainda mais dos níveis ideais para a cultura, os quais garantem as condições ótimas de crescimento em meios hidropônicos, como, por exemplo, 25°C para crisântemo (Moustafa & Morgan, 1984), 25-30°C para alface (Mongeau & Stewart, 1984), < 32°C para Cucumis sativus (Choi et al., 1995). Contudo, poderia ser levado em consideração a possibilidade de reduzir tal efeito de aquecimento com o uso filmes de maior poder de reflexão da radiação, como, por exemplo, filmes plásticos com face externa laminada. Nos casos, em que se faz uso de sistemas fechados, com elevado número de fertirrigações durante o dia, a própria solução nutritiva pode ser suficiente para conter este aumento de temperatura.

CONCLUSÃO

Como resultado desta pesquisa, conclui-se que o uso da cobertura do substrato, no cultivo sem solo, promove melhoria na qualidade e produtividade de flores na cultura da rosa, com redução no consumo de água e também na quantidade de percolados, reduzindo significativamente, no custo de produção e ambiental, principalmente nos sistemas de cultivo aberto em que normalmente os percolados são dispersos sobre os terrenos levando consigo produtos químicos poluentes que contaminam a água e o próprio solo da região.

Recebido para publicação em 08.02.99

Aceito para publicação em 20.05.99

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    11 Jan 2000
  • Data do Fascículo
    Out 1999

Histórico

  • Aceito
    20 Maio 1999
  • Recebido
    08 Fev 1999
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