ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO IMUNOLÓGICO DE LEITÕES RECÉM-NASCIDOS SUBMETIDOS A DIFERENTES DIETAS DE LEITE EM PÓ

M.C.A. ESTEVES R. MACHADO NETO V.S. MYIADA Sobre os autores

Oitenta e seis leitões provenientes de fêmeas mestiças Landrace x Large White foram distribuídos em quatro tratamentos, empregando-se um delineamento em blocos casualizados (4 blocos/tratamento). Além do tratamento controle, onde se forneceu ração peletizada (T4), dois outros tratamentos (T1 e T2) utilizaram dietas com diferentes níveis de leite em pó incorporado às rações peletizadas (14% e 9,6% na fase pré-inicial e 9,6% e 4,8% na fase inicial). O quarto tratamento (T3) não teve leite em pó incorporado à ração peletizada e sim fornecido diluído a 10% em água, apenas na fase pré-inicial. A dieta pré-inicial foi oferecida no período compreendido entre 21 a 49 dias de vida e a dieta inicial, no período de 49 a 61 dias de idade. As amostragens de sangue para determinação da concentração de imunoglobulinas séricas (Ig) foram realizadas nas datas 1, 2, 10, 21, 28, 35 e 61 dias de vida. No período de 1 a 28 dias a concentração de Ig em T4 foi superior (p < 0,05), comparada com os valores dos demais tratamentos, enquanto no período de 28 a 61 dias nenhuma diferença foi detectada. Este resultado indica a influência da eficiência da aquisição de Ig do colostro naquele período considerado. Aos 21 dias verificou-se uma diferença significativa entre T2 e T4. As menores concentrações de Ig ocorreram entre 28 e 35 dias nos tratamentos T1, T3 e T4, e entre 21 e 28 dias no tratamento T2. Este resultado sugere que níveis mais baixos de Ig na fase exógena, fase de catabolismo do Ig adquirido do colostro, determinam um início de atividade de síntese própria, endógena, mais precoce.

suínos; imunidade passiva; leite em pó


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