Tempertatura de armazenamento e quantidade de lixiviados na solução de embeição de sementes de soja

O teste de condutividade elétrica mede a quantidade de eletrólitos liberada das sementes quando imersas em água, sendo um indicador do vigor da semente. O teste é recomendado para sementes de ervilha e sugerido para outras leguminosas, incluindo a soja [Glycine max (L.) Merrill]. O presente trabalho visa contribuir para a padronização do referido teste para avaliação do vigor de sementes de soja, procurando verificar se a temperatura de armazenamento da semente pode influenciar a liberação de eletrólitos na solução de embebição das sementes. Dois lotes de sementes de soja de potenciais fisiológicos distintos foram acondicionados em embalagens herméticas e armazenados em três ambientes: 10 e 20ºC (constantes) e 20ºC por sete meses, com transferência para 10ºC até o final do armazenamento (mais nove meses). A composição química da solução de embebição das sementes foi analisada a cada período de três meses, de janeiro a outubro de 1998. Os maiores valores de lixiviação foram observados para potássio, seguido de cálcio e magnésio, ferro e sódio. Verificou-se acréscimo na quantidade de eletrólitos na solução de embebição em função do aumento do período e da temperatura de armazenamento. Por outro lado, observou-se decréscimo na quantidade de lixiviados ao longo do tempo para as sementes armazenadas a 10ºC ou transferidas da temperatura de 20ºC para 10ºC. A temperatura de armazenamento de sementes de soja pode interferir na liberação de eletrólitos na solução de embebição e, conseqüentemente, nos resultados do teste de condutividade elétrica.

Glycine max; vigor; deterioração


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