Crescimento da berinjela em função de doses de esterco bovino e de termofosfato magnesiano

O crescimento em plantas é influenciado pela disponibilidade de nutrientes. O objetivo deste trabalho foi estudar, em abrigo telado, o crescimento da berinjela em função de doses de esterco bovino e termofosfato magnesiano (g kg-1 - mg kg-1, respectivamente), conforme a matriz "composto central de Box": 4,15-259; 4,15-1509; 24,15-259; 24,15-1509; 0,0-884; 28,3-884; 14,15-0,0; 14,15-1768; 14,15-884. Acrescentaram-se sulfato de potássio (170 mg kg-1) e quatro parcelas de 50 mL por vaso de solução de urina de vaca, as duas últimas possuindo concentração de 200 mL L-1 de H2O, o dobro da inicial. Tratamentos adicionais: termofosfato magnesiano sem urina de vaca e superfosfato triplo com uréia, iguais em esterco, P2O5 e sulfato de potássio, à combinação 14,15-884. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro repetições. A área foliar (AF) e a razão de AF aumentaram, quadraticamente, com as doses de esterco, porém, a interação com o termofosfato foi negativa. A massa de matéria seca (MMS) de folhas incrementou, quadraticamente, com as doses dos dois insumos. Na combinação das maiores doses de ambos ocorreram a menor AF específica e os maiores valores da MMS da parte aérea, MMS de raízes, MMS total e, por interação positiva, da relação raiz parte aérea. A taxa de crescimento relativo em altura caulinar, e em diâmetro, aumentaram, quadrática e linearmente, somente com o esterco, respectivamente. A urina de vaca teve efeito, em geral, inferior ao da uréia. O crescimento geral da planta foi mais responsivo ao esterco. A MMSR e a MMSPA foram maiores com elevada disponibilidade de K e P no substrato.

Solanum melongena; adubação orgânica; fósforo; urina de vaca


São Paulo - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" USP/ESALQ - Scientia Agricola, Av. Pádua Dias, 11, 13418-900 Piracicaba SP Brazil, Tel.: +55 19 3429-4401 / 3429-4486, Fax: +55 19 3429-4401 - Piracicaba - SP - Brazil
E-mail: scientia@usp.br