Herança da reação à Leveillula taurica (Lev.) Arn. em Capsicum annuum L.

O uso de fungicidas no controle do oídio do pimentão tem se mostrado ineficaz, sendo a resistência genética a melhor alternativa. As fontes de resistência identificadas em Capsicum annuum L. são raras e não satisfatórias. O objetivo deste trabalho foi estudar a herança da reação de C. annuum ao oídio. Três progenitores resistentes e homozigóticos, HV-12, Chilli e #124 e três suscetíveis, 609, 442 e 428 foram usados na obtenção de sete híbridos e respectivas gerações F2: HV-12 × 609, 442 × HV-12, 428 × HV-12, Chilli × 609, #124 × 609, Chilli × HV-12 e #124 × HV-12. A epidemia de oídio ocorreu de maneira natural a partir de inóculo mantido em plantas de pimentão suscetíveis. As avaliações das reações ao oídio foram feitas na fase de frutificação, através de uma escala de notas de 1 (resistente) a 5 (altamente suscetível). O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado. Foram estimados, os números de locos, ação gênica, coeficiente de herdabilidade, ganho de seleção esperado e o progresso observado em F3 e possíveis relações de alelismo entre os genes que governam a resistência. O cruzamento HV-12 × 609 foi o único em que a reação de resistência mostrou ausência de dominância. Nos demais cruzamentos detectaram-se efeitos dominantes e epistáticos. A herança foi caracterizada sendo governada por no mínimo quatro pares de genes. As herdabilidades e ganhos de seleção estimados foram altos. O mecanismo de resistência dos progenitores resistentes #124, Chilli e HV-12 mostraram diferenças de expressão e natureza genética.

pimentão; oídio; resistência genética; ação gênica; alelismo


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