DA DESIGUALDADE SOCIAL NOS ESPAÇOS PÚBLICOS CENTRAIS BRASILEIROS1 1 Artigo elaborado no âmbito de um fellowship no Research Network on Interdependent Inequalities in Latin America da Freie Universität Berlin, entre fevereiro e abril de 2014. Todas as fotografias foram feitas por mim (© Fraya Frehse).

ON SOCIAL INEQUALITY IN THE BRAZILIAN CENTRAL PUBLIC SPACES

Fraya Frehse Sobre o autor

Resumo

As ciências sociais dedicadas à desigualdade social nas cidades brasileiras ressaltam o papel que a distribuição residencial dos grupos sociais no espaço urbano tem exercido na produção e/ou reprodução das assimetrias de posicionamento social, com a aceleração da globalização econômica desde a década de 1990. Mas o que ocorre em espaços receptivos à diversidade social como a Praça da Sé, em São Paulo, nos dias úteis da semana? Submeto dados etnográficos registrados em 39 tardes de segundas e sextas-feiras úteis em 2013 ao prisma metodológico dialético e fenomenológico lefebvriano e goffmaniano. Busco responder como e por que o uso que os pedestres fizeram corporalmente desse logradouro então pode interferir na (re)produção da desigualdade social na São Paulo desta segunda década de século XXI. Virão à tona, assim, seculares desigualdades comportamental-corporais e morais.

Palavras-chave:
Desigualdade social (Brasil); Espaço público urbano; Corpo; Uso do espaço; Cidade (Brasil)

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