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REPERTÓRIO, SEGUNDO CHARLES TILLY: HISTÓRIA DE UM CONCEITO 1 1 Agradeço as sugestões de Brasílio Sallum Jr. e as recebidas em exposições no seminário "A Questão Nacional no Pensamento Político-social Brasileiro", USP/Cedec, 2010, e no Centro de Estudos e Pesquisas em História da Educação, UFMG, 2010, bem como por questões levantadas por alunos de minha disciplina Cultura e Ação Política, no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da USP, em 2008 e 2011.

Resumo:

O artigo problematiza a incorporação da dimensão cultural na explicação dos processos políticos a partir de uma reconstrução das várias formulações do conceito de repertório na sociologia de Charles Tilly, desde os anos 1970 até seus últimos trabalhos, em 2008. Mostra como Tilly partiu, em 1976, de uma noção de repertório como formas de ação reiteradas em diferentes tipos de conflito; abordagem estruturalista e racionalista, concentrada na ligação entre interesse e ação, e privilegiando atores singulares. Trinta anos depois, o conceito de repertório se apresenta relacional e interacionista, privilegia a experiência das pessoas em interações conflituosas, e o uso e a interpretação dos scripts em performances. Esta reformulação enfatiza a agency e afasta-se do estruturalismo anterior de Tilly. Argumenta-se que a interpretação de Tilly pode se aplicar à história de seu conceito, apropriado em performances de outros intérpretes. Além da sua aplicação a novos casos, repertório ganhou especificações, contestações, dilatações, e usos imprevistos.

Palavras-chave:
Repertório; Charles Tilly; Cultura e ação política; Sociologia política; Movimentos sociais

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