A vigilância sanitária no Facebook: potências e fragilidades da comunicação do risco sanitário na esfera digital1 1 Esta pesquisa foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Sanitary surveillance on Facebook: strong and weak points of sanitary surveillance communication in the internet

Fernanda Louise Voos Maria Cristina da Costa Marques Sobre os autores

Resumo

Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa de mestrado que estudou o campo da comunicação em vigilância sanitária por meio do Facebook, a plataforma social mais popular no Brasil e que sustenta uma nova configuração comunicativa para a promoção da saúde. Busca-se revelar potências e fragilidades dos processos comunicativos digitais que evocam a midiatização do risco sanitário, a fim de verificar se essas iniciativas podem ser consideradas ferramentas de proteção social e de consolidação do direito à saúde. Primeiramente, identificamos as vigilâncias sanitárias com páginas no Facebook. Então, analisamos o que estava sendo comunicado e de que forma. O aplicativo Netvizz foi empregado na mineração dos dados. Fundamentos da análise de redes sociais e da análise de conteúdo guiaram o modelo analítico proposto. As páginas no Facebook da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa Oficial) e da Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro (Vigilância Sanitária Rio) foram selecionadas para análise de conteúdo. Das 30 postagens de maior engajamento, publicadas entre 1º de junho e 1º de dezembro de 2017, foram revelados os temas com mais reações, comentários e compartilhamentos por parte dos usuários conectados: medicamento, na página Anvisa Oficial; e controle de zoonoses, para a Vigilância Sanitária Rio. Cada tema está associado a uma diversidade de riscos sanitários, os quais revelam tensões e conflitos entre a sociedade e o poder público conectados. Acreditamos na comunicação digital como alternativa contemporânea para incrementar ferramentas de proteção social, fortalecer o direito à informação e, consequentemente, consolidar o direito à saúde.

Palavras-chave:
Comunicação de Risco; Vigilância Sanitária; Risco Sanitário; Mídias Sociais; Direito à Saúde

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