Percepções de coordenadores de unidades de saúde sobre a fitoterapia e outras práticas integrativas e complementares

Perceptions of health unit coordinators on Phytotherapy and other integrative complementary practices

Resumos

As práticas integrativas e complementares estão em fase de expansão. O estudo objetivou conhecer o ambiente entre gestores para a inclusão de fitoterápicos na assistência. Nesta série de casos, descrevemos as percepções de coordenadores de unidades de saúde sobre as práticas integrativas. Os dados foram coletados em um questionário estruturado. O interesse pela inserção das terapias foi demonstrado por 13 dos 15 entrevistados, e o mesmo número relatou uso de fitoterapia. A fitoterapia também é indicada aos usuários por 13 dos coordenadores. O grupo percebe haver maior prescrição de plantas medicinais do que de fitoterápicos. Conclui-se que há boa perspectiva de aceitação da fitoterapia na rede.

Fitoterapia; Terapias complementares; Atenção primária


The complementary and integrative practices are undergoing expansion. This study aimed to investigate the environmental among managers for the inclusion of herbal medicines. In this case series we describe the perceptions of coordinators of health services on integrative practices. Data were collected on a structured questionnaire. Interest in the integration of alternative therapies was demonstrated by 13 of the 15 respondents and the same number reported use of herbal medicine. Herbal medicine is indicated to users by 13 coordinators. The group realizes that there is a higher prescription of medicinal plants than herbal. It is concluded that there is good acceptance of it in the network.

Phytoterapy; Complementary therapies; Primary Health Care


  • ALVES, M.; PENNA, C. M. M.; BRITO, M. J. M. Perfil dos Gerentes de Unidades Básicas de Saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 57, n. 4, p. 441-446, 2004.
  • ALVIM, N. A. T. et al The use of medicinal plants as a therapeutical resource: from the influences of the professional formation to the ethical and legal implications of its applicability as an extension of nursing care practice. Revista Latino-americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v.14, n. 3, p.316-23, maio/jun. 2006.
  • BRASIL. Decreto n. 5.813, de 22 de junho de 2006. Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 23 jun. 2006a. Seção 1.
  • ______. Ministério da Saúde. Portaria nº 4.217, de 28 de dezembro de 2010. Aprova as normas de financiamento e execução do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. Brasília: Ministério da Saúde, 2010c.
  • ______. Ministério da Saúde. Relatório Final. In: Conferência Nacional de Saúde, 8, Brasília, 1986. Brasília: Ministério da Saúde, 1986. 29p.
  • ______. Ministério da Saúde. Relatório Final. In: Conferência Nacional de Saúde, 10, Brasília, 1996. Brasília: Ministério da Saúde, 1996. 91p.
  • ______. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 3.237, de 24 de dezembro de 2007. Assistência Farmacêutica Básica. Brasília, 2007b.
  • ______. Ministério da Saúde. Portaria Ministerial nº 971, de 3 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006b.
  • ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica. A fitoterapia no SUS e o Programa de Pesquisa de Plantas Medicinais da Central de Medicamentos. Brasília: Ministério da Saúde, 2006c.
  • ______. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2009a.
  • CARNEIRO, S. M. O. et al Da planta ao medicamento: experiência na utilização da fitoterapia na atenção primária à saúde no município de Itapipoca (CE). Divulgação em Saúde para Debate, Rio de Janeiro, n. 30, p.50-55, mar. 2004.
  • CAVALINI, M. et al Serviço de informações sobre plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos. Extensio: Revista eletrônica de extensão da UFSC, Florianópolis, n. 2, p.1-11, 2005.
  • CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução nº 197, de 19 de março de 1997. Brasília: Conselho Federal de Enfermagem, 1997.
  • CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 459, de 28 de fevereiro de 2007. Dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no âmbito das plantas medicinais e toterápicos e dá outras providências. Brasília: Conselho Federal de Farmácia, 2007.
  • CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM). Parecer nº 04, de 17 de janeiro de 1992. Brasília: Conselho Federal de Medicina, 1992.
  • CZERMAINSKI, S. B. C. A Política nacional de plantas medicinais e fitoterápicos: um estudo a partir da análise de políticas públicas. 2010. 148f. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre: UFRGS, 2010.
  • FONTE, N. N. A transdiciplinaridade como elemento fundamental no setor de plantas medicinais. In: Congresso Mundial de Transdisciplinaridade, 2, 2005, Vitória/Vila Velha. p.1. v. 1.
  • GRAÇA, C. Treze anos de Fitoterapia em Curitiba. Divulgação em Saúde para Debate, Rio de Janeiro, n.30, p.36-41, mar. 2004.
  • KULKAMP, I. C. et al Aceitação de práticas não-convencionais em saúde por estudantes de medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina. Revista Brasileira de Educação Médica, Rio de Janeiro, v. 31, n. 3, 229-235, dez. 2007.
  • KUREBAYASHI, L. F. S.; FREITAS, G. F.; OGUISSO, T. Enfermidades tratadas e tratáveis pela acupuntura segundo percepção de enfermeiras. Revista da Escola de Enfermagem, São Paulo, v. 43, n. 4, p.930-936, dez. 2009.
  • LUZ NETTO, Memento terapêutico fitoterápico do Hospital das Forças Armadas. Brasília: EGGCF, 1998. 15p.
  • MATO GROSSO. Governo do Estado . Secretaria Estadual de Saúde. Secretaria do Estado e do Trabalho, Emprego e Cidadania. Fitoplama. DE LA CRUZ, M. G. (org.). O acesso aos fitoterápicos e plantas medicinais e a inclusão social: diagnóstico situacional da cadeia produtiva farmacêutica no estado de Mato Grosso. Mato Grosso: Secretaria Estadual de Saúde, Secretaria do Estado e do Trabalho, Emprego e Cidadania, mar. 2005 .
  • MATOS, F. J. A. Farmácia Vivas. 3.ed. Fortaleza: UFC, 1998. 179p.
  • MICHILES, E. Diagnóstico situacional dos serviços de fitoterapia no Estado do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Farmacognosia, Curitiba, v. 14. supl. 01, p. 16-19, 2004.
  • NEVES, L.C. P.; SELLI, L.; JUNGES, R. A integralidade na Terapia Floral e a viabilidade de sua inserção no Sistema Único de Saúde. Mundo saúde, São Paulo, v. 34, n. 1, p. 57-64, jan./mar. 2010.
  • OGAVA, S. E. N. et al Implantação do programa de fitoterapia "Verde Vida" na secretaria de saúde de Maringá (2000-2003). Revista Brasileira de Farmacognosia, Curitiba, v. 13, supl., p. 58-62, 2003.
  • ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD. Pautas para la evaluación de Medicamentos Herbarios. Genebra: OMS, 1991. 5p.
  • ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE; FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA INFÂNCIA. Conferência Internacional Sobre Cuidados Primários de Saúde: Alma-Ata-URSS, 1978: Relatório final. Brasília: OMS-UNICEF, 1979.
  • PIRES, A. M.; BORELLA, J. C.; RAYA, L. C. Prática alternativa de saúde na atenção básica da rede SUS de Ribeirão Preto (SP). Divulgação em Saúde para Debate, Rio de Janeiro, n.30, p.56-58, mar. 2004.
  • PONTES. R. M. F.; MONTEIRO, P. S.; RODRIGUES, M. C. S. O uso da fitoterapia no cuidado de crianças atendidas em um centro de saúde do Distrito Federal. Comunicação em Ciências da Saúde, Brasília, v. 17, n. 2, p.129-139, 2006.
  • RAMIRES, E. P.; LOURENÇÃO, L. G.; SANTOS, M. R. Gerenciamento em Unidades Básicas de Saúde: conhecendo experiências. Arquivos de Ciência da Saúde, Umuarama, v. 11, n. 4, p. 205-209, out./dez. 2004.
  • REIS, M.C. et al Experiência na implantação do programa de fitoterapia do município do Rio de Janeiro. Divulgação em Saúde para Debate, Rio de Janeiro, n. 30, p. 42-49, mar. 2004.
  • RIO DE JANEIRO. Secretaria Estadual de Saúde. Resolução SES n. 1590, de 12 de fevereiro de 2001. Rio de Janeiro: Secretaria do Estado de Saúde, 12 de fev. 2001. 44p.
  • RIO DE JANEIRO. Decreto n. 23.052, de 16 de abril de 1997. Regulamenta a Lei 2537 de 16 de abril de 1996 que cria o Programa Estadual de Plantas Medicinais. Rio de Janeiro: Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, 17 abr. 1997. 3p.
  • RITTER, M.R. et al Plantas utilizadas como medicinais no município de Ipê, RS. Revista Brasileira de Farmacognosia, Curitiba, v. 12, n.2, p. 51-62, jul./dez. 2002.
  • SANTOS, L.C. Antônio Moniz de Souza, o 'Homem da Natureza Brasileira': ciência e plantas medicinais no início do século XIX. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.15, n.4, p.1025-1038, out./dez. 2008.
  • SANTOS, F. S. D.. Tradições populares de uso de plantas medicinais na Amazônia. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.6, supl., p. 919-939, set. 2000.
  • SILVA, M. I. G.; GONDIM, A. P. S.; NUNES, F. S. Utilização de fitoterápicos nas unidades básicas de atenção à saúde da família no município de Maracanaú (CE). Revista Brasileira de Farmacognosia, Curitiba, v. 16, n. 4, p. 455-462, out./dez. 2006.
  • SOUZA, E. F. A. A.; LUZ, M. T. Bases socioculturais das práticas terapêuticas alternativas. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 16, n. 2, p.393-405, abr./jun. 2009.
  • SPADACIO, C.; BARROS, N. F. Uso de medicinas alternativas e complementares por pacientes com câncer: revisão sistemática. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 42, n.1, 2008.
  • TESSER, C. D.; BARROS, N. F. Medicalização social e medicina alternativa e complementar: pluralização terapêutica do Sistema Único de Saúde. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 42, n. 5, p. 914-920, out. 2008.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    02 Abr 2013
  • Data do Fascículo
    Dez 2012

Histórico

  • Recebido
    Maio 2012
  • Aceito
    Jun 2012
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde Av. Brasil, 4036, sala 802, 21040-361 Rio de Janeiro - RJ Brasil, Tel. 55 21-3882-9140, Fax.55 21-2260-3782 - Rio de Janeiro - RJ - Brazil
E-mail: revista@saudeemdebate.org.br