Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, com a finalidade de identificar e analisar as concepções que norteiam as práticas dos profissionais de uma equipe de Saúde da Família, em João Pessoa (PB), acerca da violência de gênero. O material empírico foi produzido por meio de entrevistas com profissionais, cujos discursos foram analisados segundo a proposta de Fiorin. Evidenciou-se a invisibilidade da violência como um problema de saúde no serviço, o que pode contribuir para o desenvolvimento de práticas profissionais sem potencial para a emancipação de gênero. Ressaltamos a necessidade de mudanças e reorientação dos processos de trabalho na atenção à mulher em situação de violência.
PALAVRAS-CHAVES
Violência contra a mulher; Gênero; Processos de trabalho em saúde