Para o sociólogo Michael Löwy, a teologia da libertação é a expressão espiritual de um cristianismo de libertação, que foi o protagonista dos movimentos populares do final da década de 1950, principalmente no Brasil. Por meio das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e das pastorais populares, a teologia da libertação criou as condições para o surgimento de uma nova cultura política em toda a América Latina. Consequentemente, as mudanças socioculturais da segunda metade do século XX na América Latina não podem ser explicadas sem mencionar o desenvolvimento da teologia da libertação. Nosso objetivo neste artigo é duplo: por um lado, examinaremos a dimensão ecológica na teologia da libertação e, por outro lado, analisaremos o papel dos movimentos sociais/populares dentro do cristianismo da libertação que propõem outra relação com a natureza.
Palavras-chave:
teologia da libertação; Antropoceno; ecologia política; América Latina