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Cultura e desenvolvimento sustentável no pantanal mato-grossense: entre a tradição e a modernidade

Apesar de estarem ocupados por diferentes grupos sociais há centenas de anos, algumas parcelas das áreas rurais dos pantanais mato-grossenses ainda mantêm parte das suas características naturais preservadas. A pecuária, principal atividade econômica, desenvolveu-se sem praticamente alterar a dinâmica da paisagem. Como correlato, a imagem construída sobre os seus habitantes é mencionada como exemplo de uso sustentável dos elementos naturais. Apesar deste estereótipo positivo, pouco se sabe ainda sobre esses conhecimentos que, devido à modernidade, muitas vezes se perdem ou assumem outras formas. O presente texto inscreve-se nessa perspectiva. Seu principal objetivo é investigar os saberes pantaneiros, que resultaram em formas peculiares de organização da paisagem e em aspectos específicos da cultura material. Concluiu-se que, com a modernização e as alterações na cultura material, principalmente a substituição do pasto nativo pelo exótico, o equilíbrio da paisagem natural encontra-se ameaçado. A sustentabilidade cultural, entendida como um sistema aberto, passível de alterações, é um indicador de grande relevância na busca do desenvolvimento sustentável.

Pantanal; paisagem cultural; desenvolvimento sustentável


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