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As cores do antirracismo (na Améfrica Ladina)* * Tradução: Matheus França (Universidade Federal de Goiás - UFG), e-mail: matheusgfranca@gmail.com. Revisão técnica: Silvia Aguião (AFRO - Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial - AFRO/CEBRAP e CLAM- Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos - CLAM/UERJ), e-mail: saguiao@gmail.com.

Resumo

Neste artigo, refiro-me às particularidades que as lutas antirracistas têm assumido na América Latina, região em que até recentemente se pensava que o racismo era uma questão irrelevante devido à sua composição demográfica mista em termos étnico-raciais. Nos últimos trinta anos essa percepção vem mudando devido ao reconhecimento de seu multiculturalismo e, ao mesmo tempo, dos problemas que colocam em evidência a implementação do projeto de Estado multicultural e o modelo neoliberal de desenvolvimento político e econômico. Atualmente, podemos falar de uma virada antirracista na região para designar a maior atenção que se dá ao racismo na esfera pública e entre os movimentos sociais. Apresento essas reflexões a partir de minha experiência situada, como mulher colombiana e feminista afro-latino-americana; isto é, de um lugar de enunciação e de uma posicionalidade particular frente as questões do racismo e do antirracismo. Além disso, o faço isso em diálogo com o sociólogo francês Eric Fassin para examinar em paralelo os desafios que o trabalho acadêmico antirracista enfrenta hoje em função do lugar de fala que se assume.

Palavras-chave:
racismo; antirracismo; América Latina, Colômbia; lugar de fala; posicionalidade

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