Tendências de mortalidade por causas mal definidas em idosos no Brasil, 1979-2013: estudo ecológico

Davi Félix Martins Junior Ridalva Dias Martins Felzemburg Acácia Batista Dias Tania Maria Costa Pedro Nascimento Prates Santos Sobre os autores

RESUMO

CONTEXTO E OBJETIVO:

Medidas de mortalidade são tradicionalmente usadas como indicadores de saúde e são úteis na descrição da situação de saúde de uma população relatando lesões que levam à morte. O objetivo foi analisar a tendência temporal da mortalidade proporcional por causas mal definidas (CMD) em idosos no Brasil entre 1979 e 2013.

DESENHO E LOCAL:

Estudo ecológico utilizando dados do Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde no Brasil.

MÉTODOS:

A mortalidade proporcional por CMD em idosos foi calculada para cada ano da série estudada (1979 a 2013) no Brasil, e os dados foram desagregados por sexo e de acordo com as cinco regiões geográficas e estados. Foi empregado o coeficiente de regressão linear simples para analisar a tendência temporal.

RESULTADOS:

Durante o período de estudo, houve 2.646.194 mortes por CMD em idosos, com uma tendência decrescente (ß -0,545; intervalo de confiança, IC: -0,616 a -0,475; P < 0,000) em homens e mulheres. Essa redução também foi observada nas macrorregiões e estados, com exceção do Amapá. Os estados da região Nordeste registraram uma redução média de 80%.

CONCLUSÕES:

A mortalidade por causas mal definidas em idosos tem diminuído continuamente desde 1985 em ritmos distintos entre as regiões e estados. As ações destinadas a melhorar os registros de dados em certificados de óbito devem ser fortalecidas para dar continuidade na tendência observada.

PALAVRAS-CHAVE:
Atestado de óbito; Mortalidade; Causa de morte; Idoso; Sistemas de informação

Associação Paulista de Medicina - APM APM / Publicações Científicas, Av. Brigadeiro Luís Antonio, 278 - 7º and., 01318-901 São Paulo SP - Brazil, Tel.: +55 11 3188-4310 / 3188-4311, Fax: +55 11 3188-4255 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: revistas@apm.org.br