O artigo analisa os impactos da maternidade na trajetória acadêmica de docentes de Serviço Social atuantes no ensino superior na Espanha, tomando o contexto brasileiro como contraponto analítico. Os resultados indicam que a maternidade opera como marcador central das desigualdades de gênero no meio acadêmico, produzindo sobrecarga, sentimentos de culpa e desvantagens estruturais, especialmente em contextos institucionais fortemente orientados pelo produtivismo.
Palavras-chave:
Maternidade; Trabalho acadêmico; Serviço Social; Reprodução social; Desigualdades de gênero