Objetivo: avaliar o efeito da moxabustão como terapia adjuvante no controle de linfedema em mulheres mastectomizadas.
Método: estudo experimental, randomizado, realizado entre agosto de 2021 e julho de 2022. Os critérios de inclusão foram: mulheres com 30 anos ou mais, diagnosticadas com câncer de mama e que realizaram mastectomia unilateral há pelo menos seis meses; realização de radioterapia e quimioterapia; comprovação de linfedema por perimetria, com diferença ≥ 3 cm entre a circunferência do braço afetado e a do braço contralateral. As participantes foram randomizadas por turnos e alocadas em dois grupos distintos. No grupo-intervenção, elas receberam (além do tratamento-padrão) oito sessões de moxabustão durante quatro semanas, enquanto o grupo-controle seguiu apenas com o tratamento-padrão da instituição. Para avaliar a regressão do linfedema, utilizou-se o Índice de Eficácia para Linfedema de Membro Superior.
Resultados: O estudo contou com 28 participantes, apresentando uma taxa de adesão de 87,5% no grupo-intervenção e 89,3% no grupo-controle. O grupo-intervenção demonstrou melhora de 23,0% após o tratamento com moxabustão, o que se configurou um resultado positivo. Em contrapartida, o grupo-controle apresentou evolução de apenas 5,3% (p=0,016), indicando uma resposta terapêutica limitada.
Conclusões: a moxabustão apresentou resultados promissores para a redução do linfedema em mulheres mastectomizadas; entretanto, a amostra reduzida e a randomização por turno são limitações que devem ser consideradas. São necessários mais estudos com populações diversas, para ampliar a generalização dos resultados.
DESCRITORES:
Linfedema relacionado ao câncer de mama; Neoplasias da mama; Mastectomia; Linfedema; Medicina tradicional chinesa; Enfermagem
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