FUNCIONALIDADE FAMILIAR DA PESSOA COM LESÃO MEDULAR

Kamila Santos Trierveiler Flavia Regina de Souza Ramos Soraia Dornelles Schoeller Giovani Cavalheiro Nogueira Maria Manuela Ferreira Pereira da Silva Martins Dulcinéia Ghizoni Schneider Sobre os autores

RESUMO

A lesão medular resulta em limitações sensitivas e motoras e tornam a pessoa dependente de seus familiares, interferindo em sua autonomia e independência. Estudo transversal, quantitativo com o objetivo de identificar a coesão, adaptabilidade, flexibilidade e funcionalidade familiar da pessoa com lesão medular em três municípios da Grande Florianópolis, utilizando-se as escalas de APGAR familiar e de Olson. Constituiu-se amostra com 45 pessoas, pertencentes ao grupo etário de 14 a 82 anos, sendo 64,5% do sexo masculino e 35,5% feminino; 67,7% dos cuidadores são do sexo feminino e, destes, 32,2% são as mães. Apesar das dificuldades enfrentadas com a lesão, a maioria das famílias apresentou boa funcionalidade (61,4%), com 16,1% de disfunção severa e 22,5% leve, além de tipificação equilibrada quanto à coesão e a flexibilidade, que não puderam ser relacionados à presença de baixa satisfação e comunicação. Os instrumentos selecionados, aplicados de forma conjunta, mostraram-se adequados.

Medula espinhal; Relações familiars; Enfermagem familiar

Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós Graduação em Enfermagem Campus Universitário Trindade, 88040-970 Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, Tel.: (55 48) 3721-4915 / (55 48) 3721-9043 - Florianópolis - SC - Brazil
E-mail: textoecontexto@contato.ufsc.br