Neste artigo, analisaremos como os negócios do café estiveram intimamente relacionados ao tráfico ilegal de africanos na construção do complexo cafeeiro ao sul da antiga província do Rio de Janeiro. Para tanto, verificaremos de quais maneiras as estruturas vinculadas à economia do café, especialmente aos negócios da cabotagem, possibilitaram a reabertura do tráfico em meados dos anos de 1830 e seu desenvolvimento até o início da década de 1850. Por fim, concluiremos nosso estudo evidenciando os novos espaços do comércio ilegal, seus agentes e suas estruturas. Por meio dessa perspectiva, buscamos redimensionar o processo de reerguimento da escravidão no Brasil oitocentista em sua dimensão atlântica.
Palavras-chave:
Plantação cafeeira; Tráfico ilegal de escra- vos; Província do Rio de Janeiro
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Fonte: Biblioteca Nacional (BN). Recorte da “Carta corographica da província do Rio de Janeiro, segundo os reconhecimentos feitos por Conrado Jacob Niemeyer (1839)”. Disponível em: <www.bndigital.bn.br>. Acessado em: 2 jun. 2014.
Fonte: Imagem adaptada de <google.com.br/maps>. Acessado em: 14 dez. 2016. Legendas: 1. Saco de Mangaratiba; 2. Restinga da Marambaia; 3. Ilha da Saracura; 4. Ilha do Bernardo; 5. Ilha do Papagaio; 6. Ilha da Vigia Grande; 7. Ilha da Vigia Pequena; 8. Ilha de Jaguanum; 9. Ilha Bonita; 10. Ilha do Bicho Pequeno; 11. Ilha de Jurubaíba; 12 Ilha Jardim; 13. Ilha de Itacuruçá; 14. Ilha dos Martins; 15. Ilha da Madeira.