O artigo revela como os relatos de naufrágios, ocorridos no século XVI, publicados na forma de panfletos e, no século seguinte, transcritos por Bernardo Gomes de Brito, na História trágico-marítima (1735), foram fundamentais para que os sobreviventes dos sucessivos naufrágios ocorridos na costa da África Sul-Oriental encontrassem os meios de subsistência, o caminho em terra a ser percorrido e os povos nativos a serem contatados de modo a serem salvos, a que denomino de Rota da Salvação. Em meio à tragédia e às perdas de vidas humanas e de materiais, os relatos de naufrágio desempenharam um papel positivo ao divulgar o conhecimento necessário à peregrinação dos sobreviventes.
Palavras-chave:
Marfim; História trágico-marítima; África
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Fonte:
Fonte: Carte portugaise de la mer des Indes entre le Cap de Bonne Espérance et le Cap Comorin, Joao Teixeira Albernaz I, Lisboa, 1649. BNF. DCP. Ge DD-2987 (9668 B e 9669 B).
Fonte: Jean Baptiste B. D’Anville, Detalhe da Carte de l’Ethiopie orientale..., Agosto de 1727. BNF. DCP. GE DD-2987 (8302).